Filmes do mês #24: filmes do Oscar e mais

FDM 24

Os preparativos para o Oscar me fizeram atingir um recorde nesse blog. Foram 18 filmes em 28 dias, e olha que não deixei de lado duas séries que comecei a acompanhar no mês passado. Não consegui assistir a todos os filmes concorrentes, e para elaborar a minha lista de favoritos lancei mão de muita pesquisa, um tanto de intuição e o bom e velho chutômetro. Até que não me saí mal: foram 16 acertos de 24. E aí o FILMES DO MÊS desse mês está recheado de filmaços que vocês não devem perder. Comentem se concordam comigo?

OS MELHORES DO MÊS

LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES (LA LA LAND, 2016)

5 estrelas novo

la la land 7

O filme mais amado e odiado dos último meses perigava ganhar tudo no Oscar mas saiu “só” com seis estatuetas, incluindo a de Atriz para Emma Stone e Direção para Damien Chazelle. La La Land acertou em cheio meu coração e a crítica completa você pode ler aqui.

MANCHESTER À BEIRA MAR (MANCHESTER BY THE SEA, 2016)

5 estrelas novo

manchester by the sea

O drama de Kenneth Lonergan, que venceu o Oscar de Roteiro Original, narra os eventos na vida de Lee a partir da morte de seu irmão mais velho, que deixa a guarda de seu filho para ele. Lee deve, então, decidir se retorna para sua cidade natal, onde mora o garoto, e para isso ele terá que enfrentar fantasmas do passado. O filme é dirigido de maneira contida e ao mesmo tempo contundente. A frieza com que se tratam os personagens é enaltecida pelo inverno rigoroso da cidade, e contrasta com momentos mais acolhedores e humanizados do passado, revelado aos poucos, de maneira a se criar um clima tenso e misterioso. O roteiro, habilmente escrito e justamente premiado cria situações particularmente delicadas e emocionantes e traz muita veracidade aos personagens, belamente interpretados, com destaque para Casey Affleck, no papel principal, e Michelle Williams, que consegue cativar e impressionar com pouquíssimo tempo de tela.

MINHA VIDA DE ABOBRINHA (MA VIE DE COURGETTE, 2016)

5 estrelas novo

minha vida de abobrinha

A animação francesa que concorreu ao Oscar é a minha favorita. A “Abobrinha” do título se refere ao protagonista, um garoto solitário que acaba causando um acidente que leva à morte de sua mãe. Sem pai, ele é encaminhado para um orfanato, onde conhece crianças de diferentes origens. De história simples e delicada, a animação feita em stop motion tem visual deslumbrante, apesar de muito discreto. A belíssima direção de arte merece destaque, bem como a dublagem emocionante, feita exclusivamente por crianças, para os personagens infantis.

MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR (MOONLIGHT, 2016)

5 estrelas novo

moonlight

O menor filme a concorrer na categoria de Melhor Filme do Oscar, em termos orçamentários, contrariou todas as expectativas e levou o prêmio, na entrega mais polêmica da história da premiação. Depois de erroneamente anunciar-se que La La Land era o vencedor, os produtores, diretor e elenco de Moonlight subiram ao palco estupefatos. Além da surpresa do erro, é realmente surpreendente que a Academia premie com o mais importante prêmio do evento um filme independente de elenco exclusivamente negro, cujo protagonista é um menino gay e pobre. É um feito histórico, sim, mas, acima de tudo, é um feito justo. Moonlight é um estudo de personagem conciso e preciso. É o que Boyhood (2014) deveria ser e não é. Chiron, o protagonista, é interpretado por três atores diferentes, em completa sincronia, embora nunca dividam a tela. A unidade estabelecida pelos três atores bem como outras excelentes atuações, especialmente a de Naomie Harris, é resultado da impecável direção de Barry Jenkins, que também assina o roteiro, em seu segundo longa-metragem. Apoiado por uma estilosa fotografia, uma edição que valoriza os diálogos e impõe o ritmo preciso e uma trilha sonora emocionante, Barry entrega um dos melhores filmes do ano, junto com a promessa de uma carreira brilhante.

A QUALQUER CUSTO (HELL OR HIGH WATER, 2016)

4 estrelas novo

hell or high water

Nesse western moderno que concorreu a quatro Oscars, dois irmãos, Chris Pine e Ben Foster, planejam uma série de assaltos a bancos a fim de pagar uma dívida e salvar a propriedade da família. A trama, que se desenrola aos poucos, em bom ritmo, surpreende através de diálogos bem escritos e boas interpretações. A dinâmica entre os irmãos, que revelam suas reais motivações de maneira dramaticamente gradual contrasta com a dinâmica entre o Texas Ranger, interpretado por Jeff Bridges, e seu parceiro, Gil Birmingham, mais bem humorada, o que dá equilíbrio à obra. Semelhante ao excelente Onde Os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2007), dos irmãos Coen, em estrutura, o filme se sai bem ao contar a história de forma pouco previsível, com bastante estilo próprio.

DOIS CARAS LEGAIS (THE NICE GUYS, 2016)

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4 estrelas novo

the nice guys

Dois Caras Legais fez pouco barulho no Brasil e uma bilheteria apenas razoável nos EUA, apesar de relativo sucesso de crítica. O filme mistura comédia com suspense policial com bastante eficácia, recuperando um gênero há muito negligenciado, e se passa durante a década de 1970, uma escolha que não só cai como uma luva para a história como possibilita um visual nostálgico, colorido e vibrante. Russell Crowe e Ryan Gosling interpretam dois detetives particulares cujos métodos de trabalho em nada se parecem e que devem trabalhar juntos para resolver um mistério envolvendo a morte de uma estrela pornô e uma garota desaparecida. Ambos fazem um ótimo trabalho, e tanto individualmente quanto em dupla, produzem momentos hilários. Uma das melhores comédias dos últimos tempos.

QUASE 18 (THE EDGE OF SEVENTEEN, 2016)

3 estrelas novo

the edge of seventeen

Abordar a adolescência de maneira séria e leve ao mesmo tempo nunca foi tarefa fácil para o cinema norte-americano. Meninas Malvadas (Mean Girls, 2004) e As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995), dois clássicos do gênero, fazem uma abordagem satírica memorável, e usam o humor para retratar os dilemas e inconstâncias inerentes à idade. Aos Treze (Thirteen, 2003) e Kids (1995), por sua vez, abordaram a adolescência de maneira mais realista e bastante dramática. Quase 18 triunfa ao contar a história de Nadine, uma estudante de 17 anos, de forma séria, mas com humor na dose certa. Nadine lida com os problemas familiares, as inseguranças e incertezas e a falta de popularidade na escola dividindo suas angústias com a melhor amiga, que eventualmente começa um namoro com o irmão popular de Nadine, o que torna sua vida bem mais complicada. A maneira como Nadine e seus relacionamentos (com a mãe, o professor, a amiga e o irmão) são retratados gera empatia, ainda que o público seja adulto. Seus problemas soam reais e complicados, mesmo que característicos da idade.

ZOOTOPIA (2016)

3 estrelas novo

ZOOTOPIA

O vencedor do Oscar de Animação desse ano, Zootopia, conta a história de Judy, uma coelha que sonha em ser policial. A despeito da descrença de sua família e de seus colegas, Judy está decidida a ser levada a sério e ser bem sucedida na profissão usualmente exercida por mamíferos de grande porte. Em seu primeiro caso, precisa da ajuda de uma raposa trapaceira, Nick, para desvendar uma conspiração a tempo de o caso não ser arquivado ou transferido. O filme trata de assuntos como minorias e preconceito de maneira leve e eficiente. As atribuições de estereótipo das espécies de animais aos personagens são perfeitas, ainda que inusitadas, em certos momentos, o que traz profundidade a eles, e colabora para momentos hilários, como a cena da repartição pública com os bichos-preguiça, um dos melhores momentos do filme.

LION: UMA JORNADA PARA CASA (LION, 2016)

3 estrelas novo

lion

Lion concorreu a seis Oscars, inclusive o de Melhor Filme, mas não levou nenhum. Baseado em uma história real, o filme segue os passos de uma menino indiano de cinco anos que se perde do irmão mais novo e vai parar em Calcutá, a milhares de quilômetros de distância de sua casa. Depois de enfrentar muitos desafios na rua, ele é levado a um orfanato e adotado por um casal australiano. Anos mais tarde, já adulto, decide buscar sua família. O filme se sai muito bem na primeira metade, quando segue os passos do jovem Saroo, interpretado pelo incrível e estreante Sunny Pawar. O retrato da infância dura, mas feliz, ao lado do irmão e da mãe é tocante e os eventos que se sucedem após sua separação são emocionantes. A partir da segunda metade, quando se retrata Saroo adulto, interpretado por Dev Patel, que concorreu ao Oscar de Ator Coadjuvante, o filme perde o ritmo. A direção de Garth Davis, em seu primeiro longa de ficção, é competente, porém irregular. Alguns personagens são subaproveitados, como a namorada de Saroo, interpretada por uma insossa Rooney Mara, e algumas escolhas estéticas são questionáveis, ainda que não prejudiquem a essência do filme.

O SILÊNCIO DO CÉU (2016)

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3 estrelas novo

o silêncio do céu

O Silêncio do Céu é um filme brasileiro com roteiro do argentino Sergio Bizzio e direção do brasileiro Marco Dutra. Filmado no Uruguai e falado em espanhol, traz como protagonistas a brasileira Carolina Dieckmann, no papel de Diana, e o argentino Leonardo Sbaraglia, no papel de Mario. O casal vive um momento de reconciliação quando um acontecimento começa a transformar suas vidas: Diana é estuprada por dois homens dentro de casa e Mario testemunha sem saber como reagir, sem que ela saiba. Diana decide não dividir o fato com o marido, que estranha sua atitude e passa a investigar quem poderiam ser os agressores. A trama instigante é bem desenvolvida. A tensão é explicitada através dos movimentos de câmera, da fotografia impecável, da trilha sonora sinistra e da edição precisa. As atuações são ótimas, mas quem se destaca é Leonardo, brilhante. É uma pena, apenas, que o terceiro ato não se equipare ao primeiro  e ao segundo, superiores, ao apresentar uma solução para o enredo pouco satisfatória.

PASSAGEIROS (PASSANGERS, 2016)

3 estrelas novo

Passengers

O plot de Passageiros é intrigante: dois passageiros de uma nave espacial que viaja da Terra para outro planeta, em um percurso que deve durar 120 anos, acordam acidentalmente depois que suas cápsulas de hibernação apresentam falhas. Com 90 anos de viagem pela frente, e ninguém para auxiliá-los, eles precisam aprender a conviver na nova condição. Visualmente, o filme é impecável, a começar pela direção de arte. Moderadamente inspirada em 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odissey, 1968), mas cheia de elementos inusitados e bem construídos, os cenários são um deleite para os olhos. Chris Pratt e Jennifer Lawrence, que interpretam os dois passageiros, estão confortáveis em seus papéis, e têm boa química. A trama, no entanto, que poderia explorar a situação por um viés imprevisível, cai no lugar comum, o que pode agradar àqueles que esperam um filme com mais ação, mas em detrimento de uma história incomum que certamente seria mais consistente e interessante.


NEM LÁ, NEM CÁ…

AMIZADE DESFEITA (UNFRIENDED, 2014)

2 estrelas novo

unfrinded

Em Amizade Desfeita, um grupo de amigos conversa por Skype quando um intruso, usando a conta de uma amiga morta tragicamente no passado, passa a ameaçá-los. O filme é totalmente construído na captura da tela do computador da protagonista. Através de suas buscas, interações em redes sociais e conversas, o espectador é capaz de traçar uma linha do tempo, sem que a limitação de espaço e informação interfira negativamente em nenhum momento. Pelo contrário. É interessante perceber como esse artifício não só possibilita exacerbar a tensão presente na trama por aproximar o espectador da ação, como é capaz de contar a história de maneira detalhada e completa. Em seu terceiro ato, no entanto, o filme lança mão de alguns clichês do gênero que extenuam seu potencial, entregando uma conclusão previsível e desinteressante.

AMOR À SEGUNDA VISTA (TWO WEEKS NOTICE, 2002)

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2 estrelas novo

two weeks notice

Amor à Segunda Vista é uma comédia romântica bem nos moldes do gênero. Sandra Bullock e Hugh Grant interpretam personagens com vidas completamente diferentes e interesses opostos, que eventualmente aprendem a admirar, um no outro, qualidades antes ocultas. Ela é uma advogada devotada a defender os interesses da comunidade, enquanto ele é um bilionário do mundo imobiliário, e quando ela o encontra para apelar pela manutenção de um centro comunitário que ele pretende demolir, ele decide atender seu pedido, mas pede que ela vá trabalhar em sua empresa como advogada-chefe. As discordâncias corriqueiras geram momentos de boa comédia, elevados pelo carisma de Hugh e Sandra, mas o filme não vai além disso. O roteiro formulaico funciona, mas não surpreende.

ARMAS NA MESA (MISS SLOANE, 2016)

2 estrelas novo

Miss Sloan

Em Armas na Mesa, Elizabeth Sloane, interpretada por Jessica Chastain (indicada ao Globo de Ouro), é um lobista em Washington que se recusa a trabalhar para um cliente interessado em diminuir as restrições para uso de armas de fogo. Quando ela deixa a empresa onde trabalha, leva boa parte de sua equipe consigo para trabalhar para os oponentes do cliente que recusou, o que acaba incitando uma guerra política. Elizabeth é um personagem bem construído e a trama, cheia de reviravoltas, prende o espectador até o fim, ainda que tenha alguns problemas. O trabalho de Jessica, no entanto, parece um tanto exagerado, em alguns momentos, trazendo certa artificialidade para o personagem. Ao mesmo tempo, alguns aspectos da trama também parecem pouco orgânicos, e prejudicam o filme, especialmente em sua conclusão, que mais parece uma saída fácil que uma resolução coerente.

BELEZA OCULTA (COLLATERAL BEAUTY, 2016)

2 estrelas novo

collateral beauty

Will Smith interpreta, em Beleza Oculta, um pai incapaz de lidar com a perda da filha de cinco anos. Sua falta de empenho está levando a empresa que fundou à falência, a ponto de impelir seu sócio e funcionários mais próximos a buscarem uma maneira de declará-lo incapacitado a fazer decisões importantes perante o conselho. Apesar da premissa indicar o contrário, esse é um “feel good movie”, ou filme para se sentir bem, em uma tradução aproximada. Além do elenco de apoio de peso, formado por Edward Norton, Kate Winslet, Helen Mirren, Kiera Knightley, Michael Peña e Naomie Harris, o filme tem todos os elementos que costumam agradar o grande público, e justamente por esse motivo, não consegue se aprofundar em situações e relacionamentos entre personagens. Ainda que tudo parece “no lugar”, desprezam-se detalhes cruciais para a trama, enquanto escolhas pouco éticas são ignoradas a favor de um final feliz. Tudo, exceto o personagem de Will Smith, soa falso, isolando-o exatamente como o seu personagem se sisolou depois da tragédia.

KUBO E AS CORDAS MÁGICAS (KUBO AND THE TWO STRINGS, 2016)

2 estrelas novo

kubo and the two strings

Sucesso de crítica e público, Kubo e As Cordas Mágicas concorreu a dois Oscars (animação e efeitos visuais), um Globo de Ouro (animação) e venceu o BAFTA de animação. Filmado em stop motion, a animação é visualmente estonteante. A história é igualmente fascinante: um menino cuida da mãe doente e ganha a vida contando histórias sobre seu falecido pai, um samurai, a partir de origamis, música e mágica. Ameaçado pelo avô, ele deverá partir em busca da armadura que pertenceu a seu pai para se defender. Embora os personagens sejam cativantes e a animação seja tecnicamente muito bem feita – ainda que o excesso de efeitos visuais acabe mascarando a técnica de stop motion -, contar uma história sobre outras culturas não é uma tarefa fácil. A estranheza causada não só pela língua mas pela falta absoluta de trejeitos e posturas japonesas torna o filme nada convincente.

O LAGOSTA (THE LOBSTER, 2016)

2 estrelas novo

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O filme mais excêntrico a concorrer a um prêmio da Academia nesse ano, O Lagosta, era um dos favoritos da crítica a vencer como melhor Roteiro Original. A premissa é bastante curiosa: em um mundo distópico, pessoas solteiras são enviadas para um hotel, onde devem encontrar um parceiro em 45 dias. Caso contrário, são transformadas em um animais. Dirigido, roteirizado e produzido pelo grego Yorgos Lanthimos, o filme segue a linha peculiar de seus outros longas, bem como apresenta uma clima estranho e inóspito, característico do cinema de mistério grego contemporâneo. A primeira metade do filme é bastante intrigante e lembra os primeiros filmes de Spike Jonze, Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich, 1999) e Adaptação (Adaptation, 2002). Na segunda metade, no entanto, há uma quebra no ritmo, que o torna monótono. A novidade dá lugar à estranheza gratuita e à falta de conteúdo, ainda que a conclusão seja aceitável.


LANTERNINHA

ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (HACKSAW RIDGE, 2016)

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A despeito de suas opiniões controversas, Mel Gibson já mostrou ser capaz de fazer bons filmes. Não é o caso de Até O Último Homem. O filme, com mais de duas horas de duração, como é costumeiro em sua obra, conta a história real de Desmond T. Doss, um médico que serviu na Batalha de Okinawa, durante a Segunda Guerra Mundial. Obedecendo à sua religião, Desmond se alistou com a condição de não usar armas, o que causou bastante controvérsia, mas eventualmente foi relevado frente à dedicação do médico em salvar vidas durante a batalha. A primeira metade do filme, moralista e cafona, contrasta com a segunda, uma demonstração gratuita de violência bem filmada, mas moralmente questionável. O retrato desrespeitoso à vida humana nada condiz com o discurso do filme ou do diretor. Conflituosas, as duas metades parecem partes de filmes diferentes, e demonstram a hipocrisia de seu autor. Até O Último Homem parece um filme feito nos anos 1980, datado e de mal gosto.

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4 comentários sobre “Filmes do mês #24: filmes do Oscar e mais

  1. Janeiro e Fevereiro eu também assisti muita coisa viu, Oscar não é mole. Bom, gostei de O Lagosta, gosto desses filmes meio distópicos. mas ao mesmo tempo é desconfortável. Já assistiu Dente Canino, do mesmo diretor? Segue a linha esquisitona…

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