Filmes do mês #22: poucos e bons

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Dezembro foi mês de colocar a vida em ordem e, portanto, assisti a menos filmes que de costume. Mentira, assisti a um montão de séries, confesso. E todos os cinco filmes dessa lista foram vistos em 3 dias da semaninha de férias que tirei. Janeiro parece que não vai ser diferente porque tenho séries começadas para terminar e uma lista imensa de séries novas para começar. Mas também tenho todas as listas de melhores filmes do ano para honrar, então, veremos. A boa notícia é que não teve nenhum filme ruim! Recomendo todos os filmes dessa lista, ainda que alguns deles tenham problemas, sobre os quais falarei em seguida. Tem tudo no Popcorn, tá?

MOGLI: O MENINO LOBO (THE JUNGLE BOOK, 2016)

3 estrelas novo

Jungle Book

Mogli (Neel Sethi) é um menino órfão que foi criado na floresta por uma alcateia. O tigre Shere Khan (Idris Elba), ferido pelo pai de Mogli, no passado, deseja se vingar, matando Mogli. Assim, ele precisa fugir para um vilarejo de homens próximo da floresta, com a ajuda da pantera negra Bagheera (Ben Kingsley) e do urso Baloo (Bill Murray).

O filme live action é baseado na obra de Rudyard Kipling e na animação homônima de 1967, e tem um excelente trabalho de computação gráfica. Os animais são, em geral, personagens com profundidade, especialmente o urso que recebe uma ótima dublagem de Bill Murray e o tigre, magistralmente dublado por Idris Elba. Neel, por sua vez, entrega uma interpretação muito crível, considerando-se que suas reações aos atores cobertos de sensores para captura de movimentos dentro de estúdios completamente cobertos de tecido verde não é a ambientação mais imersiva. Jon Favreau, nesse sentido, faz uma bela e coesa direção. A aventura vai agradar mais às crianças, mas pode ser perfeitamente apreciada por adultos. E com esse elenco estelar (que inclui, ainda, Lupita Nyong’o, Scarlett Johansson, Giancarlo Esposito e Christopher Walken), faça um favor a si mesmo e assista à versão legendada.

NERVE: UM JOGO SEM REGRAS (NERVE, 2016)

2 estrelas novo

Nerve

Vee (Emma Roberts) é uma garota tímida e previsível que nutre um amor platônico, cultiva uma amizade tóxica com uma líder de torcida e desconhece a paixão que seu melhor amigo alimenta por ela. Cansada da vida tediosa, ela decide encarar o desafio de jogar Nerve, um jogo online misterioso. Em Nerve, os jogadores devem cumprir desafios propostos pelos espectadores para ganhar prêmios em dinheiro, e durante seu primeiro desafio, Vee conhece outro jogador, Ian (Dave Franco), com quem passa uma noite imprevisível e perigosa.

Bem dirigido, Nerve tem premissa semelhante a de Os 13 Pecados (13 Sins, 2014), mas é construído de maneira bastante distinta. Com linguagem que procura agradar um público mais jovem, Nerve é o resultado de algumas boas escolhas e outras nem tanto. Emma Roberts está ótima, como sempre. A atriz versátil é eficiente no papel de Vee, e tem boa química com o carismático Dave Franco. A direção, edição e trilha sonora são outros pontos positivos. O terceiro ato, no entanto, é bastante problemático. As escolhas feitas no roteiro para resolver a história são, no mínimo, questionáveis, e prejudicam o filme como um todo. Vale, no entanto, pela diversão, e é melhor do que parece ser.

CÃES DE GUERRA (WAR DOGS, 2016)

3 estrelas novo

War Dogs

David (Miles Teller) trabalha como massagista mas precisa complementar a renda quando descobre que vai ser pai. Quando reencontra o melhor amigo de infância, Efraim (Jonah Hill), decide trabalhar em sua empresa, que vende armas para o exército norte-americano, mesmo sem a ciência de sua mulher, totalmente contra a guerra, e sabendo que Efraim não é das pessoas mais confiáveis do mundo.

Dirigido por Todd Phillips, da trilogia Se Beber, Não Case! (The Hangover), o filme tem o mesmo ritmo acelerado e abordagem cômica beirando o nonsense, com a diferença de tratar de um assunto muito mais sério – o filme é baseado em fatos reais, embora tenha muitas passagens fictícias. A direção é acertada e a dupla de protagonistas se sai bem. Miles Teller esta à vontade em seu personagem, mas quem dá um show é Jonah Hill, que inclusive foi indicado ao Globo de Ouro por sua performance. Embora o ritmo caia da metade para o final, o filme cumpre a função de entreter.

O HOMEM NAS TREVAS (DON’T BREATHE, 2016)

2 estrelas novo

Don't Breathe

Rocky (Jane Levy), Alex (Dylan Minnette) e Money (Daniel Zovato) vivem de pequenos roubos a casas administradas pela empresa de segurança em que o pai de Alex trabalha. O trio decide realizar um assalto maior quando recebem a dica de um veterano de guerra vivendo sozinho com 300 mil dólares em casa, mas acaba virando a vítima da situação.

Dirigido por Fede Álvarez, que também dirigiu a refilmagem de Evil Dead (2013), e coproduzido por Sam Raimi (o diretor do Evil Dead original, de 1981), esse filme de terror tem uma trama simples e convincente. Embora seja, de maneira geral, bem filmado, com bastante tensão e boa estrutura narrativa, o filme se estende muito mais que o necessário. Com o intuito de diluir o poder aterrorizante dos eventos, o final tira a força da história e torna o terceiro ato sofrível, arrastado e pouco convincente.

SNOWDEN: HERÓI OU TRAIDOR (SNOWDEN, 2016)

3 estrelas novo

Snowden

Baseado em fatos reais, o filme biográfico retrata a carreira de Edward Snowden (Joseph Gordon-Levitt) desde sua dispensa do exército por motivos de saúde, passa por todo o período onde trabalhou como analista para CIA e NSA, até seu encontro secreto com o jornalista Glenn Greenwald (Zachary Quinto) e a documentarista Laura Poitras (Melissa Leo) em Hong Kong, quando expôs um esquema de vigilância global por parte da NSA, em 2013.

Oliver Stone, que dirige o filme – e também é co-roteirista -, faz um ótimo trabalho com o elenco, de maneira geral. Joseph Gordon-Levitt está transformado, mas de maneira sutil e crível. Zachary Quinto e Nicolas Cage fazem, também, um bom trabalho, e transformam esses personagens secundários em elementos interessantes na trama. A estrutura narrativa é eficaz, e o ritmo, apesar de bom durante boa parte do filme, tem alguns problemas no segundo ato. Ainda que a história seja largamente conhecida em escala mundial, a tradução para um filme de ficção desse porte é definitivamente significativo e importante, e Oliver Stone soube fazê-la de maneira competente.

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