Filmes do mês #21: maratona Harry Potter, terror coreano, a ficção científica do ano e a melhor comédia high school dos últimos tempos

fdm-21

Novembro foi um bom mês para os filmes, e dos catorze a que assisti, considerei apenas um ruim de doer. No cinema, vi a comentada ficção científica A Chegada e o relevante drama O Nascimento de uma Nação. Na Netflix, fiz bons achados, como a comédia high school DUFF: Você Conhece, Tem ou É. O Popcorn Time nos proporcionou o excelente terror coreano Invasão Zumbi e a mais nova animação da Pixar, Procurando Dory. E teve maratona Harry Potter, com os quatro últimos filmes da série, até então inéditos para mim. Pode acreditar. 

Como sempre, os filmes disponíveis na Netflix estão sinalizados e as notas vão de péssimo (bola preta) a excelente (5 estrelas). Aproveitem!

OS MELHORES DO MÊS

HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX (HARRY POTTER AND THE ORDER OF THE PHOENIX, 2007)

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE (HARRY POTTER AND THE HALF-BLOOD PRINCE, 2009)

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1 (HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS: PART 1, 2010)

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2 (HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS: PART 2, 2010)

netflix logo

4 estrelas novo

hp-ordem-fe%cc%82nix

Harry Potter nunca me atraiu. Eu talvez fosse um pouco velha para começar a ler os livros quando eles começaram a ser lançados, e mais tarde, quando gente da minha idade se mostrou interessada e encantada, eu fui teimosa e resisti. Nunca quis provar um ponto, mas sempre me interessei por literatura de outra espécie, e por isso nunca me tornei fã a ponto de esperar ansiosamente pelo lançamento de cada novo filme. Assisti, meio que para cumprir protocolo, aos quatro primeiros. Acho que estilisticamente o melhor é o terceiro, dirigido por Alfonso Cuarón, mas na época acabava achando tudo meio tedioso e a partir do quinto filme, deixei de acompanhar.

Talvez incentivada pelo lançamento de Animais Fantásticos e Onde Habitam, tive uma curiosidade súbita de assistir ao restante da série. Pela primeira vez, assisti aos filmes com vontade de verdade, e mergulhei tanto nesse universo que não consigui analisar os filmes separadamente. Foi uma maratona de duas noites, intensa, divertida e emocionante, e porque eu estava tão entretida, e embora os filmes não sejam perfeitos do ponto de vista cinematográfico, há um equilíbrio entre eles, de maneira que poderiam facilmente passar por uma obra única.

Os roteiros são boas adaptações, abordam o que é relevante e dão tempo para que detalhes enriquecedores não sejam deixados de lado. A direção de David Yates é correta, e o elenco, em todos os filmes, cai como uma luva para os personagens encantadores de J. K. Rowling. Os novos personagens, como o professor Horace Slughorn, interpretado pelo competentíssimo Jim Broadbent, a professora Dolores Umbridge, encarnada pela ótima Imelda Staunton e Bellatrix Lestrange, por uma Helena Bonham Carter um pouco caricata, são uma boa adição. As relações interpessoais também ganham corpo, e a amizade entre Harry e seus amigos, especialmente Hermione e Ron, é analisada com mais nuances, o que enrique a trama dos filmes infinitamente. Como a abordagem da história amadurece junto com os protagonistas os quais ela retrata, o entusiasmo por parte de um público adulto é muito maior. Por outro lado, a relação que podemos fazer entre a ficção e a realidade é mais coerente do que se pode imaginar. Ainda que nosso mundo não esteja ameaçado por forças ocultas, e sim por forças bastante explícitas, a maneira como nos portamos diante de tais ameaças está diretamente ligada aos acontecimentos que se passam no universo criado por J. K. Rowling. Afinal, na vida nada se cria, e a arte imita a vida. Por fim, declaro aqui o meu amor pelo personagem de Alan Rickman, o controverso Severus Snape – o verdadeiro herói de Harry Potter.

A CHEGADA (ARRIVAL, 2016)

4 estrelas novo

a-chegada

Doze naves extraterrestres pousam em diferentes pontos do planeta. Nos EUA, o exército contata uma linguista, Louise (Amy Adams) para tentar se comunicar com os alienígenas, e descobrir se eles vêm em missão de paz ou não. Ela é acompanhada pelo físico Ian (Jeremy Renner), e juntos eles deverão decifrar uma série de símbolos complexos para estabelecer uma comunicação com eles. Durante a missão, Louise passa a ter visões e não sabe qual é a relação entre essas visões e a missão na qual está trabalhado.

Dirigido por Denis Villeneuve, dos ótimos Sicario: Terra de Ninguém  (Sicario, 2015), O Homem Duplicado (Enemy, 2013) e Os Suspeitos (Prisoners, 2012), A Chegada não é um típico filme de ficção científica. Quem for assisti-lo com essa expectativa provavelmente vai se decepcionar – ou ter uma grata surpresa. O roteiro é intrigante, inesperadamente emotivo e surpreendente. Denis faz uma direção precisa. O ritmo respeita os momentos mais introspectivos. Amy Adams está magnífica e se confirma como uma das grandes atrizes de sua geração. Jeremy Renner também faz um bom trabalho, e ambos exibem em cena uma química nada forçada. Falar muito sobre a trama do filme é estragar a experiência. Por isso, meu conselho é: assista ao filme de mente aberta e se depare com uma das boas surpresas de 2016.

INVASÃO ZUMBI (BUSANHAENG, 2016)

4 estrelas novo

invasa%cc%83o-zumbi

Seok-Woo é um jovem executivo divorciado que, no dia do aniversário da filha, atende aos seus pedidos e a leva para se encontrar com a mãe em outra cidade. Desavisado de que a cidade está enfrentando um surto viral que está transformando as pessoas em zumbis, ele e todos os outros passageiros tomam conhecimento quando o trem já está em movimento, e eles terão de enfrentar a ameaça nesse espaço limitado até chegar a uma cidade segura.

Esse terror sul-coreano chegou ao Brasil na 40ª Mostra de Cinema, onde foi sucesso de crítica e público e está previsto para estrear no Brasil no dia 29 de dezembro. A Coreia do Sul vem se mostrando nas últimas décadas, uma das melhores fontes de filmes de terror da atualidade, e esse filme não foge à regra. A temática batida é usada de forma magistral, com muita ação, e sem nunca deixar de lado os personagens, bem construídos, e a relação entre eles, que são o cerne do filme, e o tornam emocionante e apelativo. A tensão, mantida do começo ao fim, divide bem o espaço com as situações dramáticas que vão tomando corpo conforme a trama se desenvolve, sem pressa e de maneira coerente. Os questionamentos morais, que vão da maneira como a pai lida com os desejos da filha em face de suas responsabilidades no trabalho às escolhas que as pessoas devem fazer quando se vêem ameaçadas são o terceiro elemento importante do filme, e trazem uma profundidade rara no gênero.

DUFF: VOCÊ CONHECE, TEM OU É (THE DUFF, 2015)

netflix logo

3 estrelas novo

_N8A9026.NEF

Bianca é uma estudante do ensino médio despreocupada com seu status social. Um dia, porém, descobre ser uma DUFF, sigla para designated ugly fat friend, ou, em português, amiga feia e gorda designada, literalmente, o que significa que ela é, dentre o trio de amigas, a mais acessível, aquela que os meninos procuram quando estão interessados em suas amigas. Ela decide, então, com a ajuda do vizinho e amigo de infância que se tornou um dos garotos mais populares da escola, e do qual ela havia se afastado nos últimos anos, tornar-se mais independente e perder esse estigma terrível.

Filmes de high school são tão populares que praticamente podem ser considerados um gênero. A estrutura narrativa dificilmente arrisca, mas alguns detalhes fazem alguns se destacarem, como As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995), 10 Coisas que Odeio em Você (10 Things I Hate About You, 1999) e Meninas Malvadas (Mean Girls, 2004), nos últimos vinte anos. DUFF é um dos melhores filmes do gênero dos últimos tempos, mesmo sem arriscar muito. A dupla principal, formada por atores na faixa dos 27 anos, é um dos motivos. Mae Whitman e Robbie Amell têm química e compartilham momentos bastante engraçados juntos. O filme, aliás, tem bom texto e bons personagens secundários, como a mãe de Bianca, interpretada pela experiente Allison Janney, e o professor Arthur, interpretado pelo hilário Ken Jeong. O filme também acerta ao fugir do estereótipo de beleza e, de certa forma, respeitar e incentivar a individualidade. Bianca, ao contrário da maioria dos protagonistas “patinho feio”, nesse tipo de filme, não sofre nenhuma transformação física mirabolante. É a mudança de comportamento, e não a física que o filme enfatiza, e isso é uma evolução e tanto, especialmente quando se fala de um gênero direcionado para mentes jovens, num país onde o bullying é um problema tão sério e comum.

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (THE BIRTH OF A NATION, 2016)

3 estrelas novo

o-nascimento-de-uma-nac%cc%a7a%cc%83o

Em 1831, no estado da Virgínia, Nat Turner (Nate Parker) é um escravo que prega passagens bíblicas para os escravos que vivem com ele. Seu senhor, que passa por dificuldades financeiras, vê nele uma maneira de ganhar dinheiro para sustentar a fazenda. Nat passa a pregar para escravos de outras fazendas com o intuito de torná-los menos insurgentes. Durante suas viagens, Nat e seu senhor conhecem condições escabrosas de vida e entram em contato com métodos de tortura cruéis. A partir daí, Nat passa a acreditar que a única saída é organizar uma rebelião e lutar pela liberdade.

O longa de estreia do diretor Nate Parker, que também assina como co-roteirista, co-produtor e atua como o protagonista Nat Turner, é um belo debut. A começar pela relevância da história, que retrata a escravidão nos EUA de maneira chocante e devastadora. O cinema tem o poder de traduzir em imagens e sons o que não podemos testemunhar com os próprios olhos, e como ler sobre acontecimentos históricos não é o mesmo que vivenciá-los, e vivenciá-los é impossível, seu papel torna-se crucial para que a nossa experiência seja edificante e possivelmente mude nossa percepção sobre as coisas permanentemente. Esse é o maior trunfo do filme: escancarar o que foi a escravidão e como nossos atos nos dias atuais devem ter essa consciência plena. Estilisticamente, o filme tem bons momentos, quando se distancia do formato cinemão hollywoodiano e se permite experimentar. Há um belo trabalho de som, fotografia e edição e o elenco é primoroso. Algumas cafonices a parte, o filme surpreende pela coragem e porque promete uma carreira promissora a Nate Parker.

O TEMPO DE CADA UM (PERSONAL VELOCITY: THREE PORTRAITS, 2002)

3 estrelas novo

personal-velocity

O Tempo de Cada Um conta três histórias paralelas. Na primeira, Delia é uma dona de casa e mãe de três que decide abandonar o marido violento, mesmo sem ter para onde ir nem como se sustentar. Na segunda, Greta é uma editora descontente com seu trabalho e que vive um casamento morno. Na terceira, Paula é uma jovem que fugiu de casa e está abandonando o namorado, quando conhece um menino e decide dar carona a ele.

Ganhador do prêmio do Grande Júri e de fotografia em Sundance, O Tempo de Cada Um é um retrato mordaz e sincero de três personagens complexas e nada caricatas. Apesar de breves, as histórias são bem contadas, com a ajuda de um narrador bastante presente, que detalha suas histórias pregressas de maneira que entendemos de onde elas vêm e para onde possivelmente querem ir. Se há muitas diferenças entre elas, seja no modo de vida, na idade ou no status social, as semelhanças são profundas e dão unidade ao filme: as três mulheres vivem problemas que são consequência direta da influência de um homem em suas vidas, e é a relação que elas terão com outros homens que as fará mudar de vida. O Tempo de Cada Um é imprevisível, um pouco poético e bem escrito e dirigido.

KIDS FOR CASH (2013)

netflix logo

3 estrelas novo

Ciavarella Verdict_1

O documentário Kids for Cash retrata um escândalo de 2008 envolvendo dois juízes da Pensilvânia, nos EUA, acusados de receberem propina para mandarem menores de idade para um reformatório privado.

O filme analisa o escândalo de diversos pontos de vista: dos jovens que foram condenados pelo juiz Mark Ciavarella, conhecido pelo pulso de ferro, das famílias dos jovens, de jornalistas que cobriram o caso na época e do próprio juiz, que alega ser inocente. Bem conduzidas, as entrevistas possibilitam um panorama completo dos fatos. Ao mesmo tempo, a ótima edição cria uma tensão crescente e, mesmo se tratando de um documentário, cujos desdobramentos são conhecidos pelo público (ou parte dele, ao menos), é impossível prever como a história se conclui. Kids for Cash é, além de um excelente documentário, do ponto de vista cinematográfico, um relato importante que incentiva discussões sobre o sistema carcerário e os problemas consequentes de sua privatização, sobre corrupção e, acima de tudo, sobre infância e a importância de preservar os direitos das crianças e dos adolescentes.


NEM LÁ, NEM CÁ…

PROCURANDO DORY (FINDING DORY, 2016)

2 estrelas novo

procurando-dory

Dory, a peixinha que sofre de perda de memória recente em Procurando Nemo (Finding Nemo, 2003), é a protagonista dessa sequência. No novo filme da Pixar, Dory recorda-se, acidentalmente, de seus pais, e planeja procurá-los oceano afora.

Raras exceções, as sequências ou prequels da Pixar dificilmente se equiparam aos filmes originais. É o caso de Procurando Dory que, embora tenha personagens carismáticos – destaque para o polvo Hank – e seja bastante divertido e um tanto emocionante, é previsível e pouco original. Um aspecto positivo do filme é abordar a inclusão dos deficientes de maneira tão sutil e simpática. Mas, por outro lado, situar a história em um parque aquático disfarçado de centro de reabilitação é um tanto hipócrita e faz um desserviço à sociedade, porque ao invés de educar sobre a sórdida natureza desses lugares, os humaniza e os torna objetos de desejo. Procurando Dory é um filme menor da Pixar, que deve ser visto com baixas expectativas.

GAROTAS INOCENTES (VERY GOOD GIRLS, 2013)

netflix logo

2 estrelas novo

garotas-inocentes

Lily (Dakota Fanning) e Gerri (Elizabeth Olsen) são melhores amigas que vivem em Nova York. Durante um verão, elas conhecem um garoto pelo qual ambas se sentem atraídas.

Naomi Foner é a roteirista e diretora desse drama romântico. Esse é o seu primeiro filme, embora já tenha escrito e produzido diversos outros. A boa fotografia cria um clima leve e ensolarado que vai progressivamente se tornando mais soturno, conforme a relação entre as amigas se desestabiliza. O romance entre uma delas e o rapaz que conhecem, no entanto, é bastante insípido. Não há química e portanto não há empatia por eles. As meninas, inclusive, parecem um pouco caricatas e falsas demais, em alguns momentos, embora as atuações sejam boas. A direção é correta, mas a história não é interessante o suficiente para salvar o filme.

A VIDA EM MOTÉIS (THE MOTEL LIFE, 2012)

netflix logo

2 estrelas novo

a-vida-em-moteis

Frank (Emile Hirsch) e Jerry Lee (Stephen Dorff) são dois irmãos com um passado de abandono e que têm poucas expectativas em relação à vida. Um dia, Jerry Lee atropela e mata um menino acidentalmente. Então, ambos decidem fugir da cidade.

Emile e Stephen fazem uma boa dupla nesse drama comovente. No entanto, a falta de ritmo e de aprofundamento tornam o filme monótono. Os desenhos e histórias que ambos criam juntos é um elemento interessante que foi pouco explorado, e o encontro de Frank com uma ex-namorada é um sopro de esperança, mas que nunca se concretiza de maneira satisfatória. Um filme que não alcança todo o seu potencial.


 

LANTERNINHA

SURPRESAS DO AMOR (FOUR CHRISTMASES, 2008)

netflix logo

bola preta novo

surpresas-do-amor

Kate (Reese Whitherspoon) e Brad (Vince Vaughn) são um casal avesso a comemorações de Natal em família, e, como em todo ano, vão viajar durante o feriado. Seus planos vão por água abaixo quando seu voo é cancelado por questões climáticas e eles se vêem obrigados a visitar os pais divorciados em quatro festas diferentes, onde vão entrar em contato com lembranças nada agradáveis da infância e adolescência e questionar suas escolhas e seu relacionamento.

Reese e Vince são bons atores, e costumam funcionar muito bem comédias românticas. Nesse filme, no entanto, seus esforços seriam inúteis. O plot é interessante e abre precedente para uma série de situações que poderiam ser bastante engraçadas e edificantes, ao mesmo tempo, mas as piadas grotescas e a falta total de ritmo e direção tornam o filme intragável. Passe bem longe, se puder.

Anúncios

4 comentários sobre “Filmes do mês #21: maratona Harry Potter, terror coreano, a ficção científica do ano e a melhor comédia high school dos últimos tempos

  1. Duff está na minha lista do Netflix porque eu tenho uma quedinha por essas comédias high school – mas acho que a mais “recente” que eu curti muito foi Easy A, com a Emma Stone, que tem um paralelo com A Letra Escarlate – filme muito bem construído, aliás. Eu confesso que estou bem curiosa com A Chegada porque não acho a Amy Adams tão incrível assim e adoraria me surpreender… Já Harry Potter, eu tenho uma paixão antiga – peguei BEM a época dos livros e dos filmes – e sei que há uma coerência muito boa entre eles, mesmo depois de tantos anos.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ah, o diretor desse A Chegada é o mesmo de O homem duplicado? Agora tudo faz sentido pra mim. Como eu odiei esse filme (o dos ets). Que roteiro horrível, que desperdício de uma idéia excelente, que desperdício de Amy Adams (e de protagonista feminina) que explicações muito loucas pra coisas que não fazem sentido nenhum. E os diálogos, ó céus os diálogos, nem vou dar spoiler aqui, mas eu e o Lucas até reviramos os olhos nas mesmas horas. E esse filme ainda insinua que linguística não é ciência, veja só. E eu nem sabia que os chineses já tinham tomado o lugar dos russos nesse tipo de personagem que a gente só via em filme de guerra fria.
    Desculpa o desabafo comprido, é que faz tempo que um filme não me deixa tão revoltada 😄 Vai ver é porque eu tô na letras.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s