Filmes do mês #18: sustinhos, amorzinho, mistérios e ação

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Agosto, o mês do desgosto. Olha, não foi o melhor mês para os filmes, mas também não foi o pior. Nossa eterna busca por bons filmes de terror nos trouxe uma boa surpresa: Southbound. Altas xeretadas no catálogo da Netflix também renderam coisas boas, como a comédia dramática Frank and Cindy e o drama Tallulah. E, para facilitar a vida de vocês, meus queridos leitores, a partir desse mês passarei a dividir os filmes em três categorias: os melhores, os nem lá nem cá e os piores. O que acham? Como sempre, para assistir aos trailers, é só clicar no título. E os filmes disponíveis na Netflix estão devidamente indicados! Bons filmes!

OS MELHORES DO MÊS

SOUTHBOUND (2015)

4 estrelas novo

southbound

Southbound é uma antologia de terror formada por uma série de histórias que se entrelaçam. Em cada uma das histórias, os personagens são tomados pela culpa e acabam presos, de alguma forma, seja num hospital abandonado, seja numa estrada que termina onde começa, seja numa casa onde estranhos rituais acontecem. A representação simbólica de elementos como demônios, purgatório e inferno é discreta, e serve como elemento conector das histórias. Em meio a tantos filmes repetitivos e monotemáticos, Southbound se destaca como uma das melhores antologias do gênero dos últimos tempos.

FRANK AND CINDY (2015)

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3 estrelas novo

frank and cindy

Um estudante retorna à casa de sua mãe e padrasto, dois fracassados que roubam sua herança e impossibilitam que o garoto realize o sonho de estudar cinema em uma das mais conceituadas escolas do país. Sem saída, ele decide filmar as duas figuras em seu cotidiano patético, com um objetivo meramente catártico. O documentário passa a ganhar forma, à medida que alguns problemas dessa relação são resolvidos e novos surgem, e ele decide levar o projeto a sério. Frank e Cindy, embora caricatos, são personagens que funcionam dentro do contexto do filme. G. J., o protagonista, é mais interessante quando divide a tela com seu quase par romântico, Kate. Nada de genial por aqui, mas ainda assim divertido, com momentos dramáticos convincentes e bem colocados.

TALLULAH (2016)

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3 estrelas novo

tallulah

Essa produção Netflix conta a história de Tallulah, uma garota que vive nas ruas com o namorado até que ele a abandona para visitar a mãe. Tallulah viaja para Nova York atrás de Nico e conhece sua mãe, uma mulher que amargura o abandono do marido. Casualmente, encontra-se com Carolyn, mãe de uma bebê que rejeita e da qual não consegue cuidar. Tallulah acaba levando a criança consigo, num ato impensado, e apresentando-a à mãe de Nico como sua filha. A partir daí, as duas passam a se relacionar de forma que mágoas do passado vêm à tona de maneira curativa, enquanto esperam pelos próximos acontecimentos de suas vidas. O bom roteiro é apoiado por uma direção eficiente (ambos de Sia Hender) e um elenco correto. O destaque vai para a ótima Allison Janney, que interpreta Margo, a mãe de Nico. Um bom drama, que levanta questões comuns e relevantes de maneira leve e com sensibilidade.


NEM LÁ, NEM CÁ…

URGE (2016)

2 estrelas novo

urge

Nesse suspense, um grupo de amigos se reúne na casa milionária de um deles para um fim de semana de extravagâncias. A descoberta de uma nova droga faz com que eles e todos na ilha passem a agir conforme seus impulsos mais primários, seja em forma de gula, luxúria ou violência extrema. Há uma desconexão entre o dois primeiros atos e o terceiro. O clima muda bruscamente, e as intenções do filme só são de fato entendidas quando ele se aproxima da conclusão – boa, por sinal. A direção equivocada e confusa prejudica a trama, que poderia ser melhor desenvolvida. A participação de Pierce Brosnan é uma agradável surpresa.

O SINAL: FREQUÊNCIA DO MEDO (THE SIGNAL, 2014)

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2 estrelas novo

the signal

Em O Sinal: Frequência do Medo, um suspense de ficção científica, Nic, Jonah e Haley são estudantes do MIT que, durante uma viagem de carro, são atraídos por um hacker para uma casa onde um estranho fenômeno acontece. Depois disso, Nic acorda em um local que parece um misto de laboratório e hospital, asséptico e frio, rodeado de mistérios e dúvidas. A história se desenrola de maneira exageradamente lenta, e embora o plot seja interessante e leve a uma conclusão do tipo mind blowing (ou de explodir a cabeça), o impacto perde muito de sua força por conta do problema de ritmo. A princípio agraciados pela dúvida e tensão, somos nós, espectadores, levados ao tédio muito embora a história seja realmente boa. Uma pena.

OS ESCOLHIDOS (DARK SKIES, 2013)

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2 estrelas novo

dark skies

Nesse filme de suspense e terror, estranhos eventos passam a fazer parte da rotina de uma família: aparições noturnas, ferimentos misteriosos e outros fenômenos inexplicáveis. O conjuntos dos fatos os leva a crer que são alvo de criaturas alienígenas. Eles recorrem a um especialista, que os aconselha a protegerem seu filho mais novo, aparentemente o real alvo. A trama batida não deixa a desejar, mas não introduz nenhum elemento inédito. Há bons momentos de tensão e algumas cenas bastante assustadoras, mas a falta de originalidade do roteiro torna o filme esquecível.

A HISTÓRIA DE UMA CRIANÇA COM FOME (TOAST, 2010)

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2 estrelas novo

toast

A História de uma Criança com Fome é um filme feito para TV que conta a história de Nigel, um garoto britânico cuja mãe nunca aprendeu a cozinhar propriamente. Depois de seu falecimento, Nigel decide aprender a cozinhar para se aproximar do pai, com quem tem uma relação bastante distante, mas a chegada de uma arrumadeira e cozinheira de mão cheia vai atrapalhar seus planos. Baseado na vida do jornalista e escritor Nigel Slater, o filme conta as origens de seu interesse por comida ao mesmo tempo em que narra alguns dos mais importantes acontecimentos de sua juventude. Apetitoso no que diz respeito aos pratos que são exibidos, mas insosso em relação à dramaturgia, o filme peca ao alongar-se demais na primeira parte e correr no que deveria ser o momento mais importante. A troca tardia do ator que interpreta Nigel causa estranhamento e o conflito entre ele e os outros personagens, todos muito rasos, empobrece a história. Um pouco aprazível para os amantes da gastronomia, mas insatisfatório para os admiradores do bom cinema.


LANTERNINHA

DOU-LHES UM ANO (I GIVE IT A YEAR, 2013)

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1 estrela novo

i give it a year

Essa comédia romântica britânica conta a história de Nat e Josh que se apaixonam à primeira vista e casam-se sete meses depois. Através de flashbacks, acompanhamos momentos importantes do primeiro ano de casamento, especialmente os problemas, que levam o casal a buscar a terapia. A partir daí, o filme foca na tentativa de fazer o relacionamento dar certo, de maneira mal sucedida, do ponto de vista dramático. O humor exagerado e grotesco destoa da roupagem romântica e aparentemente madura. A tentativa de se encaixar nos moldes hollywoodianos fracassa porque extrai da fórmula apenas o pior, deixando de lado qualquer fio de sensibilidade e emoção. O casal de protagonistas até se esforça, mas o desenvolvimento de personagens é tão desleixado que são poucos os momentos que se salvam.

HARDCORE: MISSÃO EXTREMA (HARDCORE HENRY, 2015)

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1 estrela novo

hardcore henry

Filmado totalmente em primeira pessoa, Hardcore: Missão Extrema gira em torno de Henry, um soldado ciborgue em fuga. A trama pouco importa. O foco são as cenas de ação filmadas em longos planos sequência, que fazem o filme se assemelhar muito a jogos de vídeo game do tipo FPS (first person shooter). Por conta das limitações impostas pelo formato, o que deveria ser um filme super dinâmico torna-se entediante e repetitivo, e a falta de cuidado com a história é gritante e revoltante, até. Além disso, o fato de o protagonista praticamente não dar as caras e não falar tornam a empatia com o personagem impraticável. Não vale nem pela participação do ótimo Sharlto Copley, que interpreta diversos personagens.

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