Favoritos do YouTube #3: DSLR Guide por Simon Cade

simon cade

Há seis anos atrás, descobri que o YouTube era mais que uma plataforma para assistir a vídeos aleatórios, que eventualmente viralizavam e eram compartilhados em outras redes sociais. Há seis anos, passei a me inscrever em canais específicos, que tratavam de temas definidos, e tinham público cativo. Desde então, o YouTube tem papel importante na minha vida, seja porque é uma das minhas maiores fontes de entretenimento – junto com o Netflix e o Popcorn, ele forma a tríade de conteúdo audiovisual aqui de casa -, seja porque me coloca em contato com tantas pessoas, mundos e informações variadas, seja porque desponta como o futuro da comunicação, e isso me anima em relação às possibilidades que a plataforma permite.

No ano passado, criei a série “os melhores vídeos da semana”, mas por que não assumir logo que os vídeos todos estão lá? Por isso, mudei o nome da série para “favoritos do YouTube”. E, essa semana, ao invés de falar sobre dez vídeos de autorias variadas, falo sobre os melhores vídeos de um canal que descobri recentemente, e pelo qual me apaixonei profundamente. O canal se chama DSLR Guide, e a pessoa por trás e a frente dele é Simon Cade, um estudante de 18 anos sem formação técnica em cinema, mas que nutre uma paixão absoluta por fazer filmes. Autodidata, estudioso e dedicado, Simon, há três anos, produz vídeos semanais para o YouTube, além de estudar e fazer um freelance aqui e ali. 

O primeiro vídeo ao qual assisti, e por isso indico que você comece por ele, é esse aqui:

Nele, Simon conta que tem filmado com a mesma câmera há mais de dois anos (hoje, há três anos e meio), uma câmera de entrada, pouco usada atualmente por já ter sido sucedida por três modelos melhorados. A constatação de que o que realmente importa é a pessoa atrás da câmera e não a câmera em si, num mar de reviews de lançamentos e comparações entre equipamentos tão similares é reconfortante e inspiradora, ainda mais vinda de um garoto tão novo, e que poderia se deslumbrar tão facilmente nesse contexto de consumismo desenfreado. Fora isso, a qualidade do vídeo é inquestionável. É evidente que há paixão e técnica envolvidos, e nesse momento eu já havia sido fisgada.

O tema inédito, para mim, em terras youtubísticas, me fez querer assistir a mais vídeos. Como cineasta que sou, ainda que não praticante, me interesso por diferentes pontos de vista e novas abordagens. Sou curiosa, e ter convivido por tantos anos com outros cineastas com formações tão semelhantes à minha, fez com que minha visão do “fazer cinema” nunca tenha sido realmente ampla. E essa ficha só caiu agora.

Simon pode ser bastante técnico, como, por exemplo, nesse vídeo, onde ele fala sobre o som do filme:

Ou nesse, onde ele conta como é o seu processo de edição:

De vez em quando, Simon faz vídeos mais poéticos. Nesse, ele fala sobre colour grading:

E a abordagem sempre é bastante pessoal e íntima:

O grau de honestidade de Simon me impressionou muito:

E ele gosta de dividir suas experiências de maneira didática, informativa e inspiradora:

Simon também tem boas ideias para quem quer começar a produzir vídeos para o YouTube, ou melhorá-los:

E ele gosta de estudar e compartilhar seus conhecimentos sobre todos os aspectos do processo de fazer um filme, como, por exemplo, maneiras de desenhar títulos:

Ainda que Simon seja um amador com pouca experiência e pouca idade, seus insights têm me inspirado muito, talvez justamente porque estamos em momentos tão diferentes da vida e porque ele enxerga coisas que minha idade e experiência não permitem. Ao mesmo tempo, assistir aos vídeos em que ele conta sobre como foi fazer um curta metragem me trazem muitas memórias boas da época da faculdade, quando eu ainda tinha uma vida inteira pela frente e mal sabia o que esperar. Essa nostalgia é, também, inspiradora, porque me faz repensar todos os meus posicionamentos rígidos de hoje, e voltar a entender o que realmente me motiva e qual é o meu propósito profissional.

Tenho aprendido que nunca deixamos de aprender, e que não precisamos de fontes conhecidas, renomadas ou experientes para tal. E essa é mais uma das coisas que posso acrescentar à lista de benefícios que o YouTube me trouxe.

 

 

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