Filmes do mês #15, 16 e 17: terror bom e ruim, dramas intensos, romances leves e a revisão de dois dos favoritos do ano

FDM 15 16 17

E nos últimos meses a quantidade de trabalho e o cansaço contribuíram para uma seleção de filmes bem leve, a maioria pinçada do Netflix, para facilitar a vida e esvaziar a cabeça. Foram muitos filmes de terror, medianos ou ruins, em sua maioria. Em compensação, teve a revisão de um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos: A Bruxa. Também teve muitos romances e dramas mais leves, contrastando com os pesados Amores Brutos e The Paradise Suite. Tive sorte na escolha de algumas comédias descompromissadas e nem tanto com outras. E é para isso que essa série existe: para ajudar vocês a não caírem em roubadas! Todos os filmes disponíveis no Netflix estão sinalizados e para assistir aos trailers, é só clicar nos títulos, como sempre! Boa diversão!

WHAT RICHARD DID (2012)

4 estrelas novo

what richard did

Richard tinha tudo: família unida, popularidade, futuro garantido e namorada amorosa. Uma tensão entre ele e o amigo da namorada, no entanto, que de início se mostrava apenas como um ciúme inofensivo, cresce gradualmente e passa a ter um importante papel na vida dos dois, culminando em um acontecimento que mudará a vida de Richard e de todos a sua volta. O filme é dirigido por Lenny Abrahamson, dos aclamados Frank (2014) e O Quarto de Jack (Room, 2015), que faz um ótimo trabalho na construção dos personagens. De maneira concisa e minimalista, o cenário é construído para, no momento crucial, desabar, o que gera no espectador uma sensação desesperadora de angústia, exacerbada pela torcida interna pelo protagonista, interpretado, aliás, por um Jack Reynor bastante inspirado.

RUA CLOVERFIELD, 10 (10 CLOVERFIELD LANE, 2016)

3 estrelas novo

10 cloverfield lane

Depois do ótimo Cloverfield (2008), um dos meus filmes de terror favoritos na atualidade, Rua Cloverfield, 10 volta a abordar o tema apocalíptico, mas através de outra perspectiva e linguagem. Diferentemente de seu predecessor, esse filme se passa dentro de uma única locação, e é filmado em terceira pessoa. Há, basicamente, três personagens, enclausurados em um bunker meticulosamente projetado por Howard (John Goodman). Michelle (Mary Elizabeth Winstead), que acabou de sofrer um acidente de carro, é a mais nova moradora – ou prisioneira, como o filme nos faz acreditar, em determinados momentos. Completa o trio Emmett (John Gallagher Jr.). O elenco está muito bem, especialmente John Goodman, a quem raramente é dada a oportunidade de desenvolver personagens relevantes. O suspense, gerado pela eterna desconfiança, é bem construído e explorado, mas apesar do bom ritmo e da boa direção, o terceiro ato é formado de erros atrás de erros. O final, particularmente, é mal ajambrado e excessivamente longo. Bom entretenimento, de qualquer maneira.

COMO SER SOLTEIRA (HOW TO BE SINGLE, 2016)

2 estrelas novo

how to be single

Nessa comédia romântica, Alice (Dakota Johnson), Meg (Leslie Mann), Robin (Rebel Wilson) e Alison (Alison Brie), lidam, cada uma a sua maneira, com a solteirice. O roteiro confuso e prolixo não dá espaço para emoções genuínas. A ideia feminista de que as mulheres não precisam de relacionamentos para serem felizes e se sentirem completas está lá, ainda que sutilmente, e isso é um ponto positivo.Mas como outros do gênero, o filme não se concentra na profundidade dos personagens. O alívio cômico, representado pelo personagem de Rebel Wilson, é uma das partes divertidas do filme, ainda que não seja nada surpreendente.

A BRUXA (THE VVITCH: A NEW-ENGLAND FOLK TALE, 2015)

5 estrelas novo

the witch

A Bruxa se passa em New England, no século 17. Uma família é exilada do povoado em que vive e se muda para uma fazenda próxima a uma floresta. Além das infrutíferas plantações de milho, que estão levando a família à falência, estranhos acontecimentos passam a fazer parte de sua rotina, a começar pelo desaparecimento do filho recém-nascido. Esse terror de ritmo cadenciado e belíssimo visual pode desagradar àqueles mais acostumados aos enlatados hollywoodianos, mas é, sem dúvida, um dos melhores terrores de todos os tempos. Falei sobre ele aqui.

THE PARADISE SUITE (2015)

5 estrelas novo

the paradise suite

Ainda inédito no Brasil, The Paradise Suite foi um dos meus favoritos da Mostra do ano passado. Nunca uma espera por um torrent foi tão sofrida, mas ele finalmente apareceu, e eu pude rever esse drama denso e sensível que mudou a minha vida. Nele, histórias paralelas, carregadas de dor e luta, são contadas de maneira nada sutil. As dificuldades extraordinárias, e ao mesmo tempo tão reais, levam os personagens a extremos e ao limite de suas sanidades. O elenco afiado e a direção precisa, claro, contribuem totalmente para o resultado absolutamente magnífico. Minha crítica completa está aqui.

CELESTE E JESSE PARA SEMPRE (CELESTE & JESSE FOREVER, 2012)

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3 estrelas novo

celeste & jesse forever

Celeste (Rashida Jones) e Jesse (Andy Samberg) estão separados há mais de um ano mas continuam melhores amigos, morando na mesma casa e saindo juntos. Quando Jesse começa um novo relacionamento, Celeste passa a questionar se está realmente pronta para seguir sua vida longe de Jesse. Embora o plot não seja exatamente original, essa comédia romântica dramática esbanja charme. O casal de protagonistas têm química e o equilíbrio entre humor e dramaticidade torna o filme leve, mas não raso. Há bons diálogos e o trabalho de direção e edição também são bons.

DREDD (2012)

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dredd

Nessa adaptação dos quadrinhos, Dredd (Karl Urban) é um juiz num mundo distópico pós-apocalíptico. Os juizes, nesse universo, são responsáveis pelo julgamento e execução de criminosos, visto que a criminalidade não pode mais ser combatida através dos métodos burocráticos e demorados de dias que, há muito, ficaram para trás. Em missão com uma novata, Dredd acaba encurralado num prédio gigantesco controlado pela rainha do tráfico, Ma-Ma (Lena Headey). A trama do filme lembra muito a do excelente Operação Invasão (Serbuan Maut, 2011), mas as semelhanças param por aí. Algumas escolhas estéticas parecem feitas por conta de limitações de orçamento, o que nunca é bom num filme grandioso de ação. A direção de arte se equivoca na ambientação, que imprime no filme uma característica bastante oitentista, e nada contemporânea, como deveria ser. Há, no entanto, algumas poucas boas cenas de ação e bons personagens, com destaque para Ma-Ma e Clan Techie, interpretado pelo ótimo Domhnall Gleeson.

CIRCLE (2015)

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3 estrelas novo

circle

Circle se passa em uma grande e escura sala, cujos únicos elementos são algumas luzes indicativas e personagens aleatoriamente escolhidos para estarem ali. A maioria deles nunca viu nenhum dos outros antes, e a cada intervalo determinado de tempo, uma pessoa morre, de maneira misteriosa, e sem motivo aparente. Resta a essas pessoas, então, descobrir uma maneira de evitar as mortes, ou ao menos adiá-las. A fórmula não é exatamente nova. Ela já serviu bem a filmes como O que Você Faria? (El Método, 2005), Exame (Exam, 2009) e Manipulador de Cérebros (The Killing Room, 2009), e apesar de fazer com que a tensão se mantenha do início ao fim, não necessariamente salva um filme com um roteiro ruim. Nesse caso, as questões éticas e os valores morais levantados são bastante interessantes, e os diálogos tornam-se o ponto alto do filme. A forma como os personagens vão se revelando, aos poucos, também torna o filme mais profundo. Apesar disso, a resolução deixa bastante a desejar – nada que estrague a experiência, no entanto.

TIRANDO O ATRASO (DIRTY GRANDPA, 2016)

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dirty grandpa

Escolhas despretensiosas levam, às vezes, a surpresas agradáveis. É o caso dessa comédia, estrelada por Zac Efron, que interpreta o careta advogado Jason, e Robert De Niro, no papel do avô Dick, recém viúvo e com energia de sobra para recomeçar a vida. Depois do velório, Dick decide ir para Flórida e pede que o neto o leve. Relutantemente, Jason aceita. O contraste entre os dois personagens enriquece a convivência conturbada que têm durante a viagem. Algumas piadas mais grotescas contrastam com a sensibilidade de algumas cenas, numa demonstração da eficácia da fórmula para comédias hollywoodianas. A viagem cheia de percalços, imprevistos e decepções vai levar à transformação inevitável de ambos os personagens, e se não há nada de novo nesse tipo de humor, há que se admitir que a dupla dá conta do recado, com boas interpretações, carisma e química.

HUSH: A MORTE OUVE (HUSH, 2016)

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3 estrelas novo

hush

A despeito do que o terrível subtítulo brasileiro leva a crer, Hush é um bom filme de terror. Não há espaço, aqui, para grandes introduções, excesso de personagens e histórias pregressas desnecessárias. A trama, simples e eficaz, envolve uma mulher surda-muda que vive sozinha e um assassino mascarado. Só isso. Os oitenta minutos consistem num jogo de gato e rato tenso, imprevisível e extremamente silencioso, por motivos óbvios. A direção precisa de Mike Flanagan, que também é co-roteirista e editor do filme, traduz as angústias e dificuldades de Maddie (Kate Siegel, a outra co-roteirista) de maneira a tornar o filme crível e dinâmico. O elenco é outro ponto alto do filme, mas prefiro omitir a identidade do assassino para que você descubra durante o filme. Um bom e despretensioso filme do gênero.

TERROR NA ILHA (BLACK ROCK, 2012)

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1 estrela novo

black rock

Três amigas se reúnem, depois de anos, numa ilha onde costumavam passar as férias, quando crianças. Depois de encontrarem um grupo de caçadores, um acidente vai torná-las a caça. O roteiro confuso e a falta de ritmo fazem desse filme uma perda de tempo. Não há nenhum elemento realmente assustador, que sustente a trama, apenas uma situação (e não uma história) de sobrevivência que se prolonga muito além do necessário. A introdução, aliás, longa e despropositada, contribui muito para a falta de ritmo que se impõe desde o início.

AMORES BRUTOS (AMORES PERROS, 2000)

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4 estrelas novo

amores perros

Amores Brutos, o filme de estreia de Alejandro González Iñárritu, é, até hoje, um dos melhores de sua carreira. Honesto, cru e impiedoso, o filme retrata três situações: um homem apaixonado pela cunhada que, para conseguir fugir com ela, passa a apostar em rinhas de cães; um homem que abandona sua esposa para ficar com a amante, uma supermodelo que sofre um acidente logo após a união; um assassino de aluguel cujos erros do passado o afastaram da família. O “perros” do título original, refere-se aos cães, presentes em todas as histórias, e figuras cruciais na transformação da vida dos personagens. Os “amores” são o combustível que movem suas vidas, mas são também os motivos de suas quedas. Sensível e cruel, o filme, além de contar belíssimas histórias, faz um recorte importante da realidade mexicana (ou latino-americana), do ponto de vista da desigualdade social.

CARNAGE (DEUS DA CARNIFICINA, 2011)

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3 estrelas novo

carnage

Deus da Carnificina conta a história, em tempo real, de dois casais que se encontram para conversar sobre um incidente entre seus filhos. A tensão entre eles, latente, passa a aflorar à medida que a conversa se desenrola e as discordâncias tomam o lugar das formalidades. Dirigido por Roman Polanski, o filme se baseia em uma peça de teatro, e só há razão de ser por conta do elenco inacreditavelmente afiadoKate Winslet, Jodie Foster, John C. Reilly e Christoph Waltz fazem um trabalho conjunto magnífico, digno de palco, ainda que Waltz pareça estar no piloto automático. Os personagens bem construídos e o ótimo texto dão forma a uma situação nada corriqueira, e ainda assim tão relacionável.

AMIZADES IMPROVÁVEIS (THE FUNDAMENTALS OF CARING, 2016)

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the fundamentals of caring

Ben (Paul Rudd) é um escritor aposentado que perdeu o filho há anos e se recusa a assinar os papéis do divórcio. Depois de um rápido curso, ele passa a procurar um emprego como cuidador, e acaba na porta de Trevor (Craig Roberts), um garoto de 18 anos com uma doença degenerativa. A abordagem leve de temáticas como morte prematura, culpa e falta de esperança é uma escolha acertada. Paul Rudd faz bem o papel de “cara mais gente boa do mundo”, sem ser entediante ou soar falso, e Craig Roberts encarna perfeitamente o adolescente excêntrico e inseguro. A aventura vivida por eles, ainda que um pouco desconexa da realidade, em muitos momentos, é divertida e emocionante.

A FINAL (THE FINAL, 2010)

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the final

Em A Final, os alunos menos populares de uma escola, cansados do tratamento que recebem dos colegas, elaboram um plano sádico de vingança. O que poderia ser uma versão macabra de A Vingança dos Nerds (Revenge of the Nerds, 1984) é apenas um filme B da pior qualidade. O filme é um festival de clichês e más escolhas que beiram o amadorismo. Evite, se puder.

FLORESTA MALDITA (THE FOREST, 2016)

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the forest

Esse terror sobrenatural narra a história de Sara (Natalie Dormer) à procura da irmã gêmea desaparecida, Jess. Ela foi vista entrando na floresta Aokigahara, na base no Monte Fuji, no Japão, onde as pessoas normalmente vão para cometer suicídio. Em parte porque o tema sobrenatural foi exaustivamente abordado em produções hollywoodianas nos últimos 15 anos, em parte porque o filme simplesmente não possui elementos suficientes para um resultado favorável, não há tensão, suspense ou horror significativos no filme. As situações soam falsas e não geram interesse algum no espectador, pecando pela falta muito mais que pelo excesso. Mais do mesmo, mal feito.

JÁ ESTOU COM SAUDADES (MISS YOU ALREADY, 2015)

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miss you already

Já Estou com Saudades é uma comédia dramática dirigida por Catherine Hardwicke, do bom Aos Treze (Thirteen, 2003) e do ruim Crepúsculo (Twilight, 2008). Nela, duas amigas de infância sentem a amizade abalada quando uma está lutando contra um câncer e a outra está começando uma família. Drew Barrymore e Toni Collette fazem um bom trabalho, e o filme transita bem entre momentos drámaticos e cômicos, embora não haja nada realmente relevante ou memorável na história contada.

THE INVITATION (2015)

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the invitation

Nesse suspense dirigido por Karyn Kusama, amigos de longa data se reúnem na casa de um casal que há muito não têm contato com o grupo. O ex-marido da anfitriã, ainda sofrendo com a perda do filho, age de maneira defensiva e desconfia, durante todo o jantar, das intenções de sua ex-mulher e seu novo marido. Através de boa construção climática, a tensão cresce gradativamente, e o espectador é deixado com a dúvida: a sensação tem fundamento ou é apenas reflexo da desconfiança do protagonista? Os acontecimentos ainda assim se desenrolam de maneira surpreendente, deixando o espectador boquiaberto. Um bom filme de suspense, apesar da premissa um pouco batida.

10 ANOS DE PURA AMIZADE (10 YEARS, 2011) 

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1 estrela novo

10 years

Em 10 Anos de Pura Amizade, Channing Tatum, Jenna Dewan Tatum, Justin Long, Max Minghella, Oscar Isaac, Chris Pratt, Ari Graynor, Aubrey Plaza, Kate Mara, Anthony Mackie e Rosario Dawson se reencontram na reunião de 10 anos de formatura do colégio. Se ignorarmos os fato de todos eles serem muito velhos para os papéis, ainda somos deixados com um roteiro mal escrito, uma direção descuidada e atuações sem inspiração alguma. O que poderia ser uma encontro de bons atores e situações divertidas e incomuns é, na realidade, uma profusão de clichês ruins e uma falta absoluta de graça. Totalmente desnecessário.

NAMORO OU LIBERDADE (THAT AWKWARD MOMENT, 2014)

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Jason (Zac Efron), Daniel (Miles Teller) e Mikey (Michael B. Jordan) são melhores amigos, e devem se manter unidos e solidários no momento em que Mikey enfrenta uma separação. Para isso, fazem um pacto: vão se manter solteiros, custe o que custar. Embora o plot seja bastante infantil, é possível encontrar graça nessa comédia romântica. O trio de protagonistas é carismático o suficiente para sustentar a trama pouco consistente, e as personagens femininas, apesar de meras coadjuvantes, também ocupam um espaço interessante.

DETALHES (THE DETAILS, 2011)

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the details

O protagonista de Detalhes, Jeff, caiu como uma luva para Tobey Maguire: um homem de meia idade, desajeitado e desgostoso. Assim começa Detalhes, uma comédia de humor negro um tanto quanto estranha, no bom e no mau sentido. Enquanto a esquisitice se limita à personalidade exuberante da vizinha Lila (Laura Liney) e às escolhas equivocadas de Jeff, tudo está bem. Quando, no entanto, elas aparecem na forma de falta de química absoluta entre Jeff e as três mulheres com quem ele se relaciona, por exemplo, a esquisitice começa a incomodar. O filme tem potencial, mas não entrega. O roteiro tem problemas, bem como a escolha de atores e a direção, e o que poderia ser um Todd Solondz engraçado, é apenas um filme um pouco constrangedor.

AS COISAS IMPOSSÍVEIS DO AMOR (LOVE AND OTHER IMPOSSIBLE PURSUITS, 2009)

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love and other impossible pursuits

Emilia (Natalie Portman) é casada com Jack (Scott Cohen), que já foi casado com Carolyn (Lisa Kudrow), com quem tem um filho, William (Charlie Tahan). A conturbada relação entre madrasta e enteado parece o resultado de um casamento que acabou às pressas, mas à medida que o passado se revela, entendemos que há mais elementos que contribuem para esses desafetos. Os flashbacks, apresentados em doses homeopáticas, vão expondo todos os momentos cruciais desse relacionamento a quatro, de modo que todas as possibilidades traçadas pelos espectadores praticamente caem por terra a cada revelação. A construção não-linear da trama é uma decisão acertada: ela dá mais profundidade a uma história já profunda. E, acima de tudo, a entrega magnífica de Natalie Portman torna a experiência ainda mais emotiva e significativa. Um grande filme.

LIGADOS PELO AMOR (STUCK IN LOVE, 2012)

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stuck in love

Nessa comédia romântica dramática, uma família repartida enfrenta, cada um a seu modo, as intempéries do amor. Greg Kinnear interpreta Bill, um aclamado escritor que foi abandonado pela esposa, Erica (Jennifer Connelly) por um homem mais novo. A filha Samantha (Lily Collins), que não fala com a mãe há um ano, investe em relacionamentos de uma noite sem amor, e o filho Rusty (Nat Wolff) nutre um amor platônico por uma garota que mal sabe que ele existe. Embora as relações e personagens estejam bem estruturados e haja espaço para um desenvolvimento interessante, na maior parte do tempo os acontecimentos soam falsos, ensaiados e perfeitos demais. As resoluções parecem cair do céu, o que torna a jornada pouco gratificante. O elenco não deixa a desejar, mas a direção pouco orgânica e afetiva torna o filme monocromático e esquecível.

MINHA MÃE É UMA VIAGEM (THE GUILT TRIP, 2012)

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1 estrela novo

the guilt trip

Minha Mãe É uma Viagem é uma comédia dirigida por Anne Fletcher, do divertido Vestida para Casar (27 Dresses, 2008) e do fraco A Proposta (The Proposal, 2009). Nela, mãe e filho partem em uma viagem que vai levá-los a enfrentar os problemas do passado e presente. Aqui, o material com que Anne teve de trabalhar não lhe dava muitas possibilidades. A história desinteressante reflete-se na atuação morna de Seth Rogen, mas consegue extrair de Barbra Streisand a única graça do filme – ela tira leite de pedra. Um filme bobo, que pode ser ignorado.

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