Filmes do mês #11, 12 e 13

FDM

Esse post demorou pra sair porque dá trabalho escrever sobre filmes, ainda mais tantos deles, de uma só vez. Ele cobre todos os filmes assistidos entre janeiro e março desse ano (sim, eu estou atrasada novamente, e, sim, eu sei que abril já acabou). Mas a espera valeu a pena (Tem alguém aí esperando?)! Tem filme para todos os gostos: filmes do Oscar, comédias românticas guilty pleasure, revisões de queridinhos, documentários, animações, descobertas do Netflix e mais filme bom que filme ruim. Aliás, acho legal você dar uma chance para os que não tiveram uma crítica tão boa, se a sinopse interessar (não tem as sinopses aqui, mas basta clicar no título para assistir ao trailer). Os filmes disponíveis no Netflix estão devidamente sinalizados e as notas vão de bola preta, para péssimo, a 5 estrelas, para excelente. Aproveitem!

NO COUNTRY FOR OLD MEN (NO COUNTRY FOR OLD MEN, 2007)

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4 estrelas novo

no country for old men

Esse drama policial de suspense é um dos meus favoritos dos irmãos Coen (Fargo, 1996; The Big Lebowski). O roteiro bem amarrado, instigante e sensível, ao mesmo tempo, recebe direção cuidadosa e certeira, e as atuações de Tommy Lee Jones, Javier Barden e Josh Brolin são brilhantes. O suspense crescente que se dá tempo e o desenvolvimento gradual dos personagens colocam o espectador dentro da tela, quase presenciando a ação em tempo real, ainda que haja momentos contemplativos – e belíssimos. Recomendo assistir várias vezes.

A CASE OF YOU (UM CASO DE AMOR, 2013)

2 estrelas novo

a case of you

Justin Long, Evan Rachel Wood e Nova York foram os atrativos para que eu apostasse nessa comédia romântica independente, mas nem os atores nem ter essa cidade linda como cenário fizeram grandes coisas para o roteiro fraco e mal dirigido. O filme transborda clichês e piadas ruins, e a química inexistente entre os dois protagonistas só faz lembrar como a paixão entre eles é falsa mesmo – na trama, o personagem de Justin finge ser um cara totalmente diferente de si para agradar a pretendente. Há esforço, é visível, mas ele não alcança seus objetivos.

THE TRIP TO ITALY (VIAGEM PARA ITÁLIA, 2014)

2 estrelas novo

Rob Bryden and Steve Coogan … too self-aware?

Depois da deliciosa experiência de The Trip (Uma Viagem Excêntrica, 2010), a dupla Steve Coogan e Rob Brydon repete a parceria, dessa vez numa viagem gastronômica italiana. O frescor do formato do primeiro filme não existe aqui, e, apesar de ter seus momentos, a continuação (Ou seria repetição?) não se justifica. Ainda que as cidades visitadas sejam exuberantes, assim como a comida, dessa vez tenho que admitir: a Inglaterra pode, sim, ser mais bonita e saborosa que a Itália.

SAFETY NOT GUARANTEED (SEM SEGURANÇA NENHUMA, 2012)

2 estrelas novo

safety not guaranteed

A trama é inusitada e Mark Duplass costuma aparecer tanto em coisas ótimas como em bombas fenomenais. Safety not Guaranteed não se encaixa em nenhuma das categorias, mas decepciona por ter potencial e não entregar um bom resultado. As características nonsense, apesar de não se justificarem, não incomodam. Mas a falta de foco, sim. Esse é um filme que pode até divertir, mas saiba que o trailer é muito melhor.

THE INTERN (UM SENHOR ESTAGIÁRIO, 2015)

1 estrela novo

the intern

A diretora e roteirista Nancy Meyers é conhecida por abordar os personagens femininos de suas comédias românticas a partir de um ponto de vista feminista, mesmo que dentro dos padrões hollywoodianos aceitáveis. Em outras palavras, ela faz filmes comerciais com melhor conteúdo que o corriqueiro. Depois dos ótimos What Women Want (Do que as Mulheres Gostam, 2000), Something’s Gotta Give (Alguém Tem que Ceder, 2003) e The Holiday (O Amor não Tira Férias, 2006), Nancy roteiriza e dirige, ineditamente, um filme cujo protagonista é um homem, e não uma mulher. O carisma de Robert De Niro, no entanto, é o único trunfo do filme, cheio de clichês que Nancy combateu em suas produções anteriores e com um personagem feminino fraco e submisso. É um retrocesso tanto para sua carreira quanto para Anne Hathaway, que tem se dedicado, em geral, a personagens fortes e entusiasmantes.

EX MACHINA (EX-MACHINA: INSTINTO ARTIFICIAL, 2015)

4 estrelas novo

ex machina

O elenco principal, formado por alguns dos meus atores favoritos da atualidade, Alicia Vikander, Domhnall Gleeson e Oscar Isaac, por si só, já justificaria o filme. Acontece que Ex Machina tem um dos melhores roteiros do ano passado: bem amarrado, instigante, provocativo, inteligente. A direção minimalista e precisa do também roteirista Alex Garland proporciona ao espectador duas horas de suspense da melhor qualidade. Um dos melhores filmes de 2015, sem sombra de dúvida. 

THE HOBBIT: THE BATTLE OF THE FIVE ARMIES (O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS, 2014)

2 estrelas novo

the hobbit the battle of the five armies

Com certo atraso, assisti ao último filme da trilogia The Hobbit, e me lembrei, ao término do filme, porque adiei por tanto tempo. Ainda que ache os dois primeiros filmes divertidos, o esticamento da história não se justifica (ao menos, não para nós, espectadores). O teor menos denso que da trilogia antecessora, Lord of the Rings, teria sido melhor aproveitado em um único filme, que retrataria a história como uma aventura divertida, que é o que ela é. Tanto aqui quanto no segundo filme, os excessos prejudicam o ritmo da história e tiram o brilho de algumas boas sequências dramáticas (o diálogo entre Bilbo e Smaug, por exemplo) e de ação (a luta nos barris), e a sensação é que conforme se avança na história, menos importante o resultado se torna.

THE LITTLE PRINCE (O PEQUENO PRÍNCIPE, 2015)

3 estrelas novo

le petit prince

No plot central, o aviador criativo e aventureiro conquista pelo carisma, enquanto a garotinha atribulada e responsável, pela identificação. Em um mundo cada vez mais conturbado, concorrido e burocrático, parece ser difícil apenas existir, contemplar as belezas e conviver com os sonhos, mesmo na infância. Por isso nos identificamos com a garota; por isso nosso apego pelo aviador se faz tão grande; por isso nos emocionamos tanto com sua amizade. Por outro lado, quando mergulhamos na história do Pequeno Príncipe, deparamo-nos com a estranheza de um mundo alheio, exacerbada pelo estilo diferente – e primoroso – da animação. Ainda que, numa interpretação livre, consigamos entender os elementos que constroem essa história, sabemos que essa estranheza existe porque nós, adultos, perdemos muito da nossa capacidade de abstração. E de sonhar.

THE MARTIAN (PERDIDO EM MARTE, 2015)

2 estrelas novo

the martian

Ridley Scott acumula, em sua extensa filmografia, filmes importantes como Alien (Alien, o Oitavo Passageiro, 1979) e Blade Runner (Blade Runner, o Caçador de Andróides, 1982), blockbusters que dividem opiniões como Gladiador (Gladiator, 2000), Falcão Negro em Perigo (Black Hawk Down, 2001) e bombas como Hannibal (2001) e Prometheus (2012). The Martian definitivamente não se enquadra na primeira categoria, mas também não pode ser considerado um filme ruim. O título de blockbuster certamente lhe cai bem e, a impressão que tive discutindo o filme com amigos foi que a grande maioria o considera bastante bom. Para mim, o filme tem mais problemas que qualidades positivas. Além da inverossimilhança, presente em muitos eventos, o filme se arrasta além do necessário, e quando pretende cobrir um número improvável de personagens, tira a força dos mesmos. Jeff Daniel, Kristen Wigg, Jesica Chastain e Sean Bean são absolutamente desperdiçados. Quem brilha mesmo é Matt Damon, para quem o foco deveria ter se voltado. Ainda que o filme seja uma adaptação de romance homônimo, uma história focada em Marte e no “marciano” em questão, teria sido muito mais interessante e relevante. No final das contas, The Martian é só mais um arrasa-quarteirões com alguns bons momentos, muitas aparas e pouca importância.

SICARIO (SICARIO: TERRA DE NINGUÉM, 2015)

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4 estrelas novo

sicario

Sicario é daqueles filmes que passam injustamente despercebidos. Concorreu a algumas categorias chamadas “técnicas” no Oscar 2016, teve passagem relâmpago pelos cinema do Brasil, mas, para a sorte dos desavisados, já está disponível no Netflix. Até a Academia ignorou o filme – mesmo que o tenha indicado a três categorias. Emily Blunt entregou um trabalho impecável, irretocável, e nem indicada foi. O trabalho de mixagem de som, a montagem, o roteiro e a direção também deveriam ter sido reconhecidos. Aproveite enquanto a internet ainda é ilimitada e assista ao filme. Na tela menor de casa ele continua sendo um filmão.

THE VISIT (A VISITA, 2015)

3 estrelas novo

the visit

Depois de uma série de filmes que dividiram opiniões e que, em geral, não agradaram tanto quanto os de início de carreira (The Sixth Sense, 1999; Umbreakable, 2000; Signs, 2002; The Village, 2004), M. Night Shyamalan retorna com esse filme despretensioso e eficiente, retomando o suspense, gênero que lhe deu fama. Em formato de mockumentary, ou falso documentário, The Visit tem duas crianças como protagonistas – outra característica frequente em sua filmografia -, interpretadas por dois atores muito bem dirigidos, diga-se de passagem. O trunfo do filme, aliás, é a direção de atores. Limitado às movimentações de câmeras diegéticas e ao espaço de uma casa, Shyamalan extrai o máximo das atuações que, a serviço de um roteiro imprevisível, crível e assustador, tornam o filme um dos melhores do gênero dos últimos meses.

WHILE WE’RE YOUNG (ENQUANTO SOMOS JOVENS, 2014)

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3 estrelas novo

while were young

O roteirista e diretor Noah Baumbach também é responsável pelos bons The Squid and the Whale (A Lula e a Baleia, 2005), Margot at the Wedding (Margot e o Casamento, 2007) e Frances Ha (2012). Em While We’re Young, ele continua investigando as relações humanas e os questionamentos de meia idade, com humor, sensibilidade e de maneira que torna impossível não se identificar – ainda que eu não me considere exatamente ainda na meia idade. O elenco, formado por Ben Stiller, Naomi Watts, Adam Driver e Amanda Seyfried é coeso e eficiente, e como em seus outros filmes, mesmo que a temática seja realista, há um certo tom onírico na direção de arte, fotografia e trilha sonora, que funciona.

TWO NIGHT STAND (2014)

3 estrelas novo

two night stand

Miles Teller tem todas as características necessárias a um ator versátil e de sucesso: boa técnica, carisma e beleza pouco convencional. Se continuar fazendo boas escolhas e não descartar possibilidades como a de Whiplash (Whiplash: Em Busca da Perfeição, 2014) em detrimento de filmes como Fantastic Four (Quarteto Fantástico, 2015), vai longe. Nessa comédia romântica de baixo orçamento, Miles coloca em prática o carisma, que dá charme ao personagem de maneira pouco provável. A química entre ele e a personagem de Analeigh Tipton é o que dá graça à trama não tão usual, mas nem tão criativa também. O terceiro ato, no entanto, desbanca para uma série de clichês do gênero e destoa de todo o filme, infelizmente.

STRAIGHT OUTTA COMPTON (STRAIGHT OUTTA COMPTON: A HISTÓRIA DO N.W.A., 2015)

3 estrelas novo

straight outta compton

O diretor F. Gary Gray divide sua carreira entre filmes de ação (The Italian Job, 2003; The Negotiator, 1998) e videoclipes de rap. Straigh Outta Compton, de uma certa forma, une os talentos que ele aplica em ambos os casos. Com muitas cenas de shows, e porque retrata um importante capítulo da história do hip hop, nada mais justo que escolhê-lo para dirigir o filme. Ainda que ele seja melhor apreciado por espectadores que admiram ou ao menos conhecem um pouco da cultura, da música e dos artistas, o filme tem um bom roteiro e a direção é cuidadosa tanto com os atores quanto com os aspectos estéticos e técnicos, o que resulta em um dos bons exemplares cinematográficos de ficção sobre a indústria fonográfica.

THE GIFT (O PRESENTE, 2015)

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1 estrela novo

THE GIFT

Vou fazer uma confissão: quando o Netflix destaca um filme ou série, tenho muita dificuldade para ignorar. Só não assisto quando já ouvi muitas críticas negativas ou quando a sinopse soa péssima. Algumas apostas são certeiras (falarei sobre um ainda nesse post), mas esse The Gift é uma perda de tempo. Sabe aquela história que já vimos mais de uma ou duas vezes? Essa é uma delas, com o agravante do roteiro mal desenvolvido e dos personagens insípidos. Se você começar a assistir por mera curiosidade, vai ser difícil largar, porque todo o suspense do filme é criado em cima da expectativa. Mas pode ter certeza que ela será frustrada.

WE ARE STILL HERE (AINDA ESTAMOS AQUI, 2015)

2 estrelas novo

we're still here

Em We Are Still Here, o enredo do tipo “casa mal assombrada” é elevado para outro nível de violência e horror, como bem ilustra a foto meticulosamente escolhida para ilustrar essa resenha. No entanto, as sensações que o filme causa não se apoiam em um roteiro interessante, mas em sustos e gore, o que torna a experiência pouco proveitosa e esquecível.

THE OVERNIGHT (2015)

1 estrela novo

the overnight

The Overnight, assim como While We’re Young, tem como protagonistas um casal de meia idade (ou quase) que se depara com outro, bem diferente, de forma casual. Daí, surgem os questionamentos sobre estilo de vida, aspirações e limitações impostas pela idade e/ou senso comum. Há, no entanto, muitas diferenças. Enquanto o roteirista e diretor de While We’re Young tem um currículo respeitável, o de The Overnight, Patrick Brice, possui filmografia limitada, que inclui o péssimo Creep (2014). Além disso, enquanto o primeiro filme opta pela abordagem cômica, mas elegante, o segundo apela para o vulgar, beirando (e atingindo, em alguns momentos), o grotesco. O primeiro, ainda que tenha defeitos, mostra com sensibilidade indagações genuínas, enquanto o segundo parece mais um pretexto para mais um filme travestido de polêmica, mas que apenas faz piadas de mal gosto.

TRUMBO (TRUMBO – LISTA NEGRA, 2015)

2 estrelas novo

trumbo

A história de Trumbo conta é de grande relevância, especialmente para quem trabalha com cinema, e precisava ser contada. O filme, no entanto, adota formato quadrado e pouco cinematográfico, se assemelhando mais a uma minissérie, e por isso torna-se chato. O trabalho magnífico do sempre competente Bryan Cranston , no entanto, vale a conferida.

HEART OF A DOG (CORAÇÃO DE CACHORRO, 2015)

3 estrelas novo

heart of a dog

Heart of a Dog é um documentário experimental, dirigido por Laurie Anderson, a dona da cachorra do título. Nele, Laurie conta, de maneira lírica e sensorial, a vida e morte de Lolabelle, que a acompanhou em muitas aventuras, e que também demandou cuidados especiais a partir da deterioração de sua saúde. A partir desse relacionamento, Laurie aborda outras passagens de sua vida e alguns de seus relacionamentos, sempre de maneira questionadora e poética. Seu relacionamento com Lolabelle, no entanto, é o que mais emociona. Impossível, para mim, mãe de cachorra, não me identificar. É uma pena, apenas, que o filme não tenha entrado em circuito comercial (depois de ser exibido na Mostra, ele teve algumas sessões no CineSesc), e é muito provável que vá ser difícil encontrá-lo por aqui.

JENNY’S WEEDING (2015)

2 estrelas novo

jenny's wedding

Ao contrário do que pode parecer, à primeira vista, trata-se de um drama. Ainda que Katherine Heigl tenha se tornado protagonista de tantas comédias românticas, dessa vez ela estrela, sim, um filme com casamento no nome, mas que não o tem como peça central. É interessante também citar que seu par é também uma mulher, interpretada pela eterna Rory Gilmore, Alexis Bledel, mesmo que as demonstrações de afeto entre elas sejam mínimas e caretas como pedem os bons costumes. O drama não decola nunca, tanto pela falta de empatia com a protagonista quanto porque não é fácil acreditar no amor entre as duas. Há uma tentativa de desmistificar o que ainda é um tabu para tantos (inclusive Hollywood), mas o esforço não é real.

ALL RELATIVE (ENTRE A VERDADE E A FELICIDADE,2014)

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ALL RELATIVE

Outra armadilha do Netflix que me pegou porque eu gosto, sim, de comédias românticas (e não tenho vergonha de admitir). Mas não é por isso que não possa (ou deva) ser criteriosa. Esse All Relative até começa bem, com certo charme e prometendo ser mais fora da caixinha, mas desbanca para o mais do mesmo. Vale apenas se você gosta do gênero e não tem mais nada do tipo para ver.

TODAY’S SPECIAL (2009)

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today's special

Para quem gosta tanto ou mais de comida como eu, Today’s Special até vai ter seu valor. O filme não é nenhum primor, mas traz alguns aspectos interessantes da gastronomia indiana, mesmo que seu foco não seja a comida, apesar de esse ser seu mote principal. O filme feito para TV tem bem jeitão de Sessão da Tarde mesmo, e não vai impressionar ninguém, mas pode abrir o apetite.

CONFESSIONS OF A SHOPAHOLIC (OS DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM, 2009)

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CONFESSIONS OF A SHOPAHOLIC

Confessions of a Shopaholic enaltece o consumismo para em seguida condená-lo. Mas temáticas a parte, o filme se sobressai em relação aos outros do gênero por conta dos personagens cativantes. Isla Fisher, Hugh Dancy e Krysten Ritter estão sim, em alguns momentos, caricatos. Mas esse é o tipo de filme onde isso é permitido, desde que haja um pouco de humanidade e momentos de redenção no terceiro ato – o que ele tem.

NÅR DYRENE DRØMMER (WHEN ANIMALS DREAM, 2014)

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når dyrene drømmer

Esse terror dinamarquês minimalista, cadenciado e misterioso, é mais climático que assustador. O foco nas relações interpessoais improváveis e, às vezes, inexplicáveis, torna seu enredo rico e interessante, mas o ritmo excessivamente lento e a ausência de suspense tornam-o um tanto quanto enfadonho.

AMY (2015)

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amy

Sempre gostei da música de Amy, mas nunca fui fã a ponto de acompanhar sua vida e carreira de perto. Sua morte prematura, no entanto, não foi nenhum choque, considerando-se o nível de escrutínio que a mídia fazia de sua vida pessoal, e que tornou público seu problema com drogas e álcool. Esse documentário póstumo é, acima de tudo, uma análise das consequências que a carreira trouxeram para sua vida pessoal. O material, apesar de limitado, é bem trabalhado. E, ainda que haja problemas técnicos, o conteúdo do filme é tão relevante que o que fica após seu término é o choque pelas agruras vividas por Amy e uma admiração ainda maior pela artista que ela foi.

OMOIDE NO MÂNÎ (AS MEMÓRIAS DE MARNIE, 2014)

3 estrelas novo

omoide no mânî

Omoide no Mânî, ou As Memórias de Marnie, foi o último filme produzido pelo Studio Ghibli, que anunciou uma pausa em suas produções por tempo indeterminado, logo após a aposentadoria de Hayao Miyasaki. Visualmente primoroso, como tudo já produzido pelo estúdio até hoje, o filme foi dirigido por Hiromasa Yonebayashi, que também dirigiu o ótimo Kari-gurashi no Arietti (O Mundo dos Pequeninos, 2010). Em ambos os filmes os protagonistas passam, involuntariamente, por uma jornada mágica e surreal que os ajudará a entender a origem de suas dores e mágoas. De maneira emocionante, o filme retrata a angústia e a sensação do não-pertencimento com naturalidade e franqueza.

SPRING (PRIMAVERA, 2014)

2 estrelas novo

spring

Spring mistura romance e terror de forma equilibrada e imprevisível. O envolvimento entre os bem construídos personagens culmina em uma série de acontecimentos curiosos e assustadores, sem que a relação amorosa entre eles seja posta em segundo plano. A primeira metade do filme é concisa e instigante. O problema do filme está no terceiro ato, quando a resolução parece improvável e forçada.

MAN UP ((DES)ESCONTRO PERFEITO, 2015)

3 estrelas novo

man up

Essa comédia romântica britânica, que foge da estrutura dos enlatados americanos, mas nem tanto, acerta em cheio ao desconstruir o estereótipo do galã e da mocinha. Simon Pegg e Lake Bell caem como luvas no papéis dos protagonistas um pouco desajustados, um tanto reais, não-intencionalmente cômicos e incrivelmente adoráveis.

CHEF (2014)

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Chef é um dos meus filmes favoritos da vida. Não que seja genial, ou hiper relevante para a história do cinema. Longe disso. O fato de ter a comida e o amor por ela como protagonistas, contribui muito para essa relação que tenho com o filme. Mas, mais que isso, as relações interpessoais, e a forma como a comida influencia essas relações é algo que realmente me toca. Jon Favreau é responsável pelo roteiro, direção e atuação do chef do título, e tem um bom desempenho em todas as funções. O filme é um deleite, divertido, engraçado, emocionante, tem uma trilha sonora absolutamente sensacional e um final feliz de fazer sorrir até a alma mais desiludida. Leia mais sobre o filme aqui.

BEGIN AGAIN (2013)

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(L-R) KEIRA KNIGHTLEY and MARK RUFFALO star in BEGIN AGAIN

Begin Again, como Chef, é um dos filmes que alimentam minha alma, e precisam ser revistos de tempos em tempos. A dinâmica entre Mark Ruffalo e Keira Knigthley, desajustada e tão palpável é cativante, e, ao contrário do que acontece em romances hollywoodianos, é por sua improvável amizade que nós, espectadores, torcemos. A voz de Keira surpreende, bem como a atuação de Adam Levine, mais conhecido como o vocalista do Maroon 5. A música, aliás, é outro ponto alto do filme. Vale ler mais sobre como foi minha experiência de ver o filme pela primeira vez, numa viagem de avião nada agradável, clicando aqui.

BEASTS OF NO NATION (2015)

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Beasts of No Nation

Além do tema absolutamente relevante, Beasts of no Nation é uma produção primorosa e um filme corajoso. A começar pela política de lançamento, que o disponibilizou no Netflix simultaneamente ao lançamento nas salas de cinema. Por isso, grandes redes americanas boicotaram o filme, que ficou restrito a um circuito independente. O trabalho de direção de atores é surpreendente, bem como o de Idris Elba, um dos melhores atores da atualidade. O roteiro, no qual o também diretor Cary Joji Fukunaga trabalhou por sete anos, possibilitou que a história de Agu, o protagonista-menino, fosse contada com sensibilidade a despeito dos horrores da guerra na qual estava inserido.

SEX AND THE CITY 2 (2010)

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sex and the city 2

Uma coisa é inegável: os figurinos de Sex and the City, tanto série quanto filmes, são espetaculares. Por isso, mesmo que os filmes tenham perdido muito da essência da série por motivos comerciais, nunca me cansarei deles. Mesmo que os personagens tenham se tornado ainda mais rasos e caricatos nessa sequência, os figurinos, proporcionalmente, tornaram-se ainda mais fabulosos. Sex and the City é o meu conto de fadas moderno, onde as mocinhas podem ser independentes e feministas, e ainda terem os vestidos (ou calças) mais lindos.

13 GOING ON 30 (DE REPENTE 30, 2004)

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13 going 30

Se eu tivesse sido uma criança nos anos 2000, esse certamente seria um dos meus filmes favoritos. Fresco, divertido e despretensioso, é impossível não assistir a cenas como a da coreografia de Thriller ou do primeiro beijo entre Jennifer Garner e Mark Ruffalo – ambos ótimos – com um sorriso no rosto. Um excelente filme para se ter na “prateleira” e assistir nos dias em que se sua fé na humanidade parece se extinguir.

DAWN OF THE PLANET OF THE APES (PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO, 2014)

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dawn of the planet of the apes

Ao contrário do primeiro filme, Dawn of the Planet of the Apes prioriza as sequências de ação e as peripécias digitais, em detrimento de uma boa história. Assim, por mais impressionantes que sejam os efeitos visuais, o filme deixa nada mais que uma sensação de descontentamento, tamanha a sua irrelevância, especialmente se comparado ao antecessor, cuja história, mais que o desempenho dos artistas do CG, emocionou tanto.

OCEAN’S ELEVEN (ONZE HOMENS E UM SEGREDO, 2001)

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ocean's eleven

Steven Soderbergh é responsável por alguns dos filmes mais cool do fim dos anos 90 e início dos anos 2000. Ocean’s Eleven está no topo da lista, certamente. Muito superior ao filme original, homônimo, de 1960, esse remake conta com um dos elencos mais estrelados de todos os tempos, afinado e hilário, uma trilha deliciosa e um timing para comédia e ação invejáveis. Não satisfeito, Soderbergh ainda dirigiu duas sequências, igualmente cool, igualmente divertidas, para a nossa alegria: Ocean’s Twelve (Doze Homens e Outro Segredo, 2004) e Ocean’s Thirteen (Treze Homens e um Novo Segredo, 2007).

SHE’S FUNNY THAT WAY (UM AMOR A CADA ESQUINA, 2014)

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she's funny that way

She’s Funny that Way até começa bem. Estética e estruturalmente, lembra um filme de Woody Allen dos tempos novaiorquinos, e a trama parece promissora. As situações criadas, no entanto, geram mais constrangimento que graça, e o elenco, cheio de cacoetes, parece perdido, de maneira geral. Se o protagonista não aspira nenhuma torcida, tampouco o fazem os personagens secundários, o que, aliado às piadas recicladas, torna o filme apenas chato.

SHAUN THE SHEEP MOVIE (SHAUN: O CARNEIRO, 2015)

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shaun the sheep movie

Nos moldes de Chicken Run (A Fuga das Galinhas, 2000) e The Curse of the Were-Rabbit (Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais, 2005), essa animação em stop motion que concorreu ao prêmio de Animação no Oscar desse ano assemelha-se bastante às suas antecessoras, tanto porque se passa (em parte) em pacata zona rural e não há diálogos quanto porque é tecnicamente exemplar. A falta de diálogo implica que toda a ação deve ser bastante expressiva, seja através de movimentos corporais, seja através de decupagem, o que acontece plenamente nesse filme e o torna emocionante, engraçado e crível.

DEADPOOL (2016)

3 estrelas novo

DEADPOOL

A excelente campanha de marketing de Deadpool, que vendeu o filme como romance, enganou os desavisados e empolgou os avisados, acabou sendo superior ao filme em si. Ele tem boas sacadas, é engraçado e divertido, e Ryan Reynolds superou todas as expectativas. Mas o roteiro tem várias arestas e o próprio humor ácido cansa lá pela metade do filme. Dos filmes da Marvel que retratam heróis menos conhecidos pelo grande público, meu favorito ainda continua sendo Guardians of the Galaxy (Guardiões da Galáxia, 2014), que eu considero muito superior a esse Deadpool.

THE WITCH (A BRUXA, 2015)

4 estrelas novo

the witch

The Witch é, para mim, até o momento, o melhor filme do ano. Controverso, ele dividiu opiniões porque foi vendido como um filme de terror de sustos, o que ele definitivamente não é. The Witch é um filme que se constrói em cima de clima e que conta, de forma magistral, uma história de difícil assimilação, baseada em escritos reais, segundo o roteirista e diretor Robert Eggers. O inglês arcaico, falado no filme, inclusive, pode também ser considerado um recurso de pouco apelo popular. Ainda que fisicamente lembre muito The Village (A Vila, 2004) – local isolado por florestas assustadoras, cores lavadas, recursos escassos – tem estilo próprio, delineado, por exemplo, pela excelente fotografia de Jarin Blaschke, que produziu fotogramas lindos a la Caravaggio, como o acima. O elenco também impressiona, especialmente a protagonista Anya Taylor-Joy e Ralph Ineson, que interpreta o pai. Um excelente começo para o roteirista e diretor estreante.

THE REVENANT (O REGRESSO, 2015)

3 estrelas novo

the revenant

Depois de Birdman (2014), o melhor filme de sua carreira desde Amores Perros (Amores Brutos, 2000), e os três Oscars que o filme lhe rendeu, Alejandro González Iñárritu retorna com The Revenant, que acabou ganhando notoriedade por conta da campanha internética favorável ao reconhecimento do trabalho de Leonardo DiCaprio pela Academia. De fato, o trabalho de Leo é louvável, ainda que ele tenha atuações superiores (The Wolf of Wall Street, The Departed e The Aviator, por exemplo). Cinematograficamente, o filme é quase irretocável, e Iñárritu realmente faz um belo trabalho de direção. Mas falta alma ao filme. O roteiro, apesar de bom, se perde e se alonga, o que acaba diminuindo o impacto dos acontecimentos e prejudicando o filme como um todo.

THE HATEFUL EIGHT (OS OITO ODIADOS, 2015)

4 estrelas novo

the hateful eight

Confesso que não vinha gostando dessa nova fase de Tarantino. Inglorious Basterds (2009) e Django Unchained (Django Livre, 2012), apesar de bons, fogem demais da temática e estilo que aprendi a apreciar ao longo de 15 anos e 5 filmes. Sei que tem gente que me crucificaria por isso, e que acham esse cinemão que Tarantino está explorando a melhor fase de sua carreira. Mas eu simplesmente sentia falta das porralouquices de outrora, e então veio The Hateful Eight. Em seu oitavo filme, Tarantino junta a fome com a vontade de comer, ou o estilo cinemão hollywoodiano com a temática independente, cheia de intrigas e diálogos memoráveis, e o faz muito bem. Limitado a quase apenas uma locação – tirando as externas de tirar o fôlego – e acontecimentos que se desenrolam em tempo real, Tarantino lança mão do que sabe fazer melhor, e extrai de seus personagens e atores – especialmente Jennifer Jason Leigh, que está sensacional – o necessário para se fazer um bom filme: contar uma boa história. E ainda que o uso da câmera 70mm só faça mesmo muita diferença, para os olhos mais treinados, nas cenas externas, tem que ser mesmo muito boludo (ou megalomaníaco) para usar uma câmera desse porte em plena era digital. Não sei se em termos práticos a escolha valeu a pena, mas o que importa é o que o espectador acha. E essa espectadora aqui aprovou.

THE BIG SHORT (A GRANDE APOSTA, 2015)

3 estrelas novo

the big short

A despeito das comédias de gosto duvidoso que dirigiu (Anchorman: The Legend of Ron Burgundy, 2004; Step Brothers, 2008; The Other Guys, 2010), Andy McKay conseguiu, em The Big Short, dar o tom certo ao filme, ao equilibrar comédia com drama e dar ritmo ágil e dinâmico. O roteiro, escrito a quatro mãos, pelo diretor e por Charles Randolph (The Life of David Gale, 2003; The Interpreter, 2005; Love & Other Drugs, 2010) e vencedor do Oscar de Roteiro Adaptado é o grande trunfo do filme, que conta também com um elenco afiado – destaque para Christian Bale e Steve Carell.

ROOM (O QUARTO DE JACK, 2015)

3 estrelas novo

the room

Quando li o livro, em 2011, pensei que renderia uma boa adaptação para o cinema. A descrição de Jack, que narra o livro em primeira pessoa, detalha o quarto de maneira imagética de tal forma que é impossível não criar expectativas sobre aquele lugar tenebroso e, ao mesmo tempo, tão acolhedor. Eis que sou pega desprevenida, esse ano, com o anúncio do filme. O fato de a autora do livro, Emma Donoughue, ter escrito o roteiro, salva a adaptação, ainda que ela escolha adotar uma linha do tempo diferente – o que, a meu ver, funciona, mas não era necessário. O universo que eu, como leitora, imaginei coincide totalmente com o universo apresentado no filme, e isso é mérito para poucas adaptações. O trabalho de direção de atores é surreal. Brie Larson e Jacob Tremblay estão magníficos e trazem tantas emoções à tona que mesmo aqueles que já conhecem a história vão se emocionar.

STAR WARS: EPISODE VII  – THE FORCE AWAKENS (STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA, 2015)

3 estrelas novo

star wars episode vii

Embora eu não seja fã de Star Wars, devo admitir que estava bastante empolgada para o retorno da saga. As intempéries da vida impediram que eu assistisse ao filme no cinema, mas mesmo na tela caseira o filme se sai bem. A boa história e os bons personagens, alicerces de qualquer bom filme, seguram bem a onda e devolvem o orgulho aos fãs, decepcionados, ainda que não admitam, com a trilogia passada. A direção de J. J. Abrams é acertada, e a escolha de um protagonista negro e uma protagonista feminina forte é uma tendência no mundo do entretenimento que, particularmente, me orgulha e emociona. A volta de Harrison Ford como Han Solo e Carrie Fisher como Princesa Leia também empolgam, e o final inesperado é de deixar qualquer um com falta de ar. Mal posso esperar pelo oitavo episódio.

SPOTLIGHT (SPOTLIGHT: SEGREDOS REVELADOS, 2015)

2 estrelas novo

spotlight

É incompreensível o fato de Spotlight ter vencido o Oscar de filme e roteiro original esse ano porque, embora não seja de todo mal, é completamente irrelevante para a história do cinema, ainda que trate de uma história importante e que merecia ser contada. A direção esforçada até cria bons momentos, mas em geral é confusa e torna o ritmo do filme estranho – o que é potencializado pela trilha sonora deslocada e invasiva -, além de não fazer bom uso do elenco estrelado – Michael Keaton, Mark Ruffalo e Rachel McAdams são melhores que isso.

METAL: A HEADBANGER’S JOURNEY (METAL: UMA JORNADA PELO MUNDO DO HEAVY METAL, 2005)

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3 estrelas novo

metal

O show do Iron Maiden, em março, despertou fortes emoções em mim. Foi o segundo show da banda a que assisti. O primeiro foi há exatos 15 anos, no auge da minha adolescência e do meu amor pela banda. As dificuldades de assistir a um show debaixo do sol do RJ em pleno verão, depois de horas de viagem, com pouco dinheiro e muita energia não me impediram de me emocionar e quase desmaiar depois de a pressão baixar sob tanto calor. Hoje, com 32 anos e uma bagagem musical que inclui muita coisa além do metal, pude assistir ao show ao lado do Marcelo, que também já cultivou seu fanatismo pelo Maiden, e diferentemente de mim, ainda tem alma e ouvidos de metaleiro. Foi a primeira vez dele em frente à banda, ainda que a pista premium nos tenha mantido bem longe do palco, de maneira que até o telão estava difícil de enxergar. Metade do setlist eram músicas novas, que nós não conhecemos direito, mas a outra metade de clássicos foi o suficiente para nos levar de volta no tempo, até porque rodinha do nosso lado e bêbado derrubando cerveja em mim não nos deixaram esquecer o que era ser adolescente. Mas a beleza do metal mora em outros aspectos além da música. É uma tribo fora de moda mas que continua apegada às raízes com todas as forças, e um grupo de pessoas de todos os tipos, cores e idades que se respeitam porque cultivam um amor em comum. Foi bonito ver pais e filhos curtindo o show com a mesma empolgação. E também foi um alívio ver que as rodas eram até bem vigorosas, mas ao primeiro sinal de queda, todo mundo parava para levantar o acidentado. Foi por isso que assisti novamente a esse documentário, dirigido e narrado por um amante do metal, mas também um antropólogo, que, através de entrevistas com artistas e fãs de todas as partes do mundo, traça o perfil do metaleiro. Mais ou menos esse que eu acabei de descrever. Para o amantes do gênero, esse é um filme obrigatório.

ABOUT TIME (QUESTÃO DE TEMPO, 2013)

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3 estrelas novo

about time

“Não julgue um filme pelo thumbnail do Netflix” é algo que eu aprendi faz muito tempo. Sei que ficou claro nesse post que gosto de uma comédia romântica boboca, mas espero que também tenha sido enfática o suficiente quando disse que comédias românticas ou romances de qualidade existem, e eu adoro descobri-los casualmente. É o caso de About Time, um romance dirigido e escrito por Richard Curtis, conhecido pelo ótimo Love Actually (Simplesmente Amor, 2003) e pelos roteiros de Notting Hill (Um Lugar Chamado Notting Hill, 1999) e Four Weddings and a Funeral (Quatro Casamentos e um Funeral, 1994). A história de About Time é delicada, romântica, mas diz mais respeito à relação entre pai (o sempre ótimo Bill Nighy)e filho que entre o casal formado por Rachel McAdams e Domhnall Gleeson, carismáticos e graciosos. Assim como em Love Actually, as relações amorosas não se resumem a um estereótipo e podem (e devem) ser exploradas mais a fundo, mesmo que com a sutileza – e força, ao mesmo tempo – com que se faz aqui.

HELL AND BACK (2015)

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2 estrelas novo

hell and back

Hell and Back é uma animação em stop motion sarcástica e ácida, dirigida por Tom Gianas e Ross Shuman, cuja experiência se concentra em programas de TV cômicos, como Saturday Night Live e Robot Chicken, e isso se reflete claramente no ritmo do filme, que mais parece um programa de TV estendido. O filme, no entanto, não é de todo mal. O mote é interessante, apesar de não ser bem desenvolvido, e a animação em si, esteticamente falando, embora não seja grandiosa como outras grandes produções, é estilosa e caprichada.

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2 comentários sobre “Filmes do mês #11, 12 e 13

  1. Nossa, sério que você não gostou de Spotlight? Eu saí do filme querendo ser jornalista investigativa, e corri pro google pra ler a matéria verdadeira 😄 Já About Time eu achei bom até 2/3 do filme, depois ele se perde e começa a desobedecer as regras de viagem no tempo que ele mesmo criou, principalmente com a irmã do protagonista. Eu amei Room e quase tive um piripaque na sala de cinema de tanta angústia e ansiedade. The Witch eu enrolei e não vi, mas ainda pretendo sanar essa falha. Legal isso de você avisar os filmes que estão na Netflix, atualmente a preguiça só me deixa ver as coisas de lá mesmo.

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    • Nossa, eu achei Spotlight um porre, mas teve muita gente que gostou mesmo, eu sou exceção, acho. Sobre About Time, acho que eu estava tão envolvida com a história e os personagens, tão cativantes, que não me importei muito – e também sempre dou colher de chá pra furos em filmes com viagem no tempo. Minha irmã não costuma se emocionar muito com filmes, e ela também quase morreu com Room! Teve até taquicardia, haha! Quando assistir The Witch, me fala! 😉

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