Filmes do mês #7 (e 8 e 9)

filmes do mês 7 8 9

Com a Mostra (e outras coisas que têm tomado meu tempo), não comentei sobre os filmes que assisti em setembro, outubro e novembro. O tempo voou e decidi não deixar o registro para trás. Primeiro, porque muita gente vai entrar em férias ou recesso de fim de ano, e nada como uma lista de filmes para distribuir pelos dias de preguiça, marasmo ou apenas uma vontade genuína de assistir a um bom (ou nem tanto) filme no conforto do lar. Segundo, porque eu quero fazer um balanço de todos os filmes vistos no ano, e nada mais justo que ter tudo devidamente registrado aqui no blog. Então, vamos à listona?

[Para ver o trailer, clique no título!]

THE ONE I LOVE (COMPLICAÇÕES DO AMOR, 2014)

3 estrelas novo

the one i love

Mistura de drama e suspense, o filme é uma surpresa por conta da natureza surreal de sua trama. A sinopse leva a crer que se trata de um romance dramático, mas ele vai muito além disso, trazendo elementos um tanto quanto esquisitos à história, o que a torna divertida e intrigante. O elenco é ótimo, mas o roteiro tem altos e baixos, e essa irregularidade culmina em um final pouco satisfatório, ainda mais por conta das expectativas que se estabelecem no decorrer do filme.

MR. JONES (2013)

1 estrela novo

mr jones

Mais um falso documentário de terror, Mr. Jones começa promissor, mas perde-se no meio do caminho. Há ótimas cenas de suspense e o horror crescente entusiasma. Ainda que haja elementos interessantes no roteiro, a direção é fraca, e a conclusão do filme torna-o totalmente dispensável.

6 YEARS (6 ANOS, 2015)

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3 estrelas novo

6 years

Um romance sincero e despretensioso, 6 Years não chega a ser o ótimo Like Crazy (Loucamente Apaixonados, 2011), mas segue na mesma linha: um casal muito jovem enfrentando os problemas comuns aos relacionamentos amorosos. O filme acerta ao não fazer um retrato açucarado do casal, apesar de sua pouca idade e experiência. Seus conflitos são reais. Há, no entanto um problema de ritmo, que torna algumas passagens um pouco cansativas, e a impressão de que o filme se prolonga mais do que devia.

MAGIC MIKE XXL (2015)

1 estrela novo

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Dirigido pelo assistente de direção (e diretor de segunda unidade) do primeiro filme, Gregory Jacobs, que realizou essa mesma função ao lado de Steven Soderbergh em muitos de seus filmes, Magic Mike XXL é um repeteco piorado. A falta de uma trama interessante rende uma colcha de retalhos: faltam personagens essenciais ao primeiro filme, e, apesar de algumas cenas inspiradas e genuinamente divertidas, o sex appeal não é o mesmo. Se o filme foi vendido meramente como um compilado de dancinhas sensuais, ele foi vendido de maneira honestíssima, porque é exatamente isso que ele é.

ME AND EARL AND THE DYING GIRL (EU, VOCÊ E A GAROTA QUE VAI MORRER, 2015)

2 estrelas novo

me and earl and the dying girl

Há um certo charme nesse filme sobre amizade e perda na adolescência e, apesar do tema pesado, há muitos momentos de leveza sincera. Mas, ainda que não apele para o melodrama, a morte precoce, anunciada no título, predomina, tornando o que poderia ser um filme original em um clichê do gênero. Outros aspectos interessantes, como a dinâmica improvavelmente equilibrada entre os três amigos e os filmes que Greg, o protagonista, e Earl, do título, produzem, ficam em segundo plano.

TOMORROWLAND (2015)

2 estrelas novo

Disney's TOMORROWLAND..Casey (Britt Robertson)..Ph: Film Frame..©Disney 2015

A grandeza da produção e a presença de George Clooney fazem pelo filme exatamente o previsto: atraem público para uma obra pouco inspirada, cuja história não acrescenta nada e que, se analisada apenas como entretenimento, é esquecível. A melhor sequência do filme eu já havia visto em um preview e, sem ver o trailer, tenho certeza que todos os outros melhores momentos estão lá. O roteiro confuso deixa mais claro que Tomorrowland faz parte da onda de filmes pouco inspirados de Hollywood cujos esforços todos se concentram nos efeitos visuais – e nas bilheterias.

IT FOLLOWS (CORRENTE DO MAL, 2014)

3 estrelas novo

it follows

It Follows é um terror acima da média. E, apesar de não ser exatamente memorável, é um dos melhores do gênero que vi nos últimos tempos. Assustador e extremamente bem filmado, o filme conta com um plot original, um bom roteiro e uma direção estilosa.

CINDERELLA (CINDERELA, 2015)

2 estrelas novo

CINDERELLA

Dos contos de fadas produzidos pela Disney até agora em live action, nenhum saltou aos meus olhos. Ainda que me incomode a reciclagem de temas e histórias, na que é, a meu ver, a era mais esvaziada de Hollywood, devo admitir que fui influenciada pela magia vendida pela Disney, que se aliou à minha curiosidade e me fez assistir à Cinderella, um filme sem charme e sem força. Preferiria que houvesse um pouco mais de ousadia e que essas novas adaptações fossem um pouco mais obscuras e menos fantasiosas. O figurino e a direção de arte são o perfeito exemplo da abordagem infantilóide que se faz nesse e em outros filmes da leva – que não acrescentam nada à filmografia do estúdio.

SIGNS (SINAIS, 2002)

4 estrelas novo

signs

Minha lembrança de quando vi Signs no cinema é vívida. Era uma sala de shopping e a sessão estava lotada. A reação de boa parte do público, na época, não havia sido das melhores, mas eu devo ter assistido à melhor sessão que houve, porque nunca, até hoje, vi uma audiência vibrar tanto quanto dessa vez. As palmas, pouco usuais nas salas de cinema, e mais comuns em mostras, ou exibições especiais, vieram durante os créditos, e eu me emocionei. Porque, naquela época, antes de iniciar a faculdade de Cinema, mas já ciente da profissão que queria seguir, o reconhecimento do trabalho de um diretor era algo emocionante, ainda mais em uma sessão cheia de adolescentes em uma sala de shopping. E, nessa revisão, depois de treze anos, meu apreço pelo filme continua o mesmo, dessa vez, sem a audiência entusiasmada, numa tela bem menor. Gosto da maior parte dos filmes do M. Night Shyamalan, inclusive dos mais odiados, e defendo Signs com unhas e dentes. Signs é cheio de sutilezas. Primorosamente bem dirigido e com um roteiro riquíssimo, esse é um dos melhores filmes de Shyamalan até hoje e um dos melhores filmes de invasão extraterrestre da história do cinema. Assustador e comovente, Signs entrou para a minha história como uma das melhores sessões de cinema – e, aposto, a de muita gente que estava lá também.

HUNDRAÅRINGEN SOM KLEV UT GENOM FÖNSTRET OCH FÖRSVANN (O HOMEM DE CEM ANOS QUE PULOU A JANELA E DESAPARECEU, 2013)

3 estrelas novo

hundraaringen

O Foco Nórdico da Mostra desse ano me fez conhecer um número razoável de filmes da região, e esse foi uma das maiores surpresas. Os únicos filmes suecos que eu conhecia, os de Ingmar Bergman, passam longe da comédia, e esse O Homem de Cem Anos é das boas, do tipo que faz gargalhar e perder o ar. Falei sobre ele aqui.

ABOUT ALEX (AMIGOS PARA A VIDA, 2014)

2 estrelas novo

about alex

De roupagem indie, o filme não tem o plot mais original do mundo, mas consegue mesclar bem momentos dramáticos e cômicos. No entanto, os personagens são rasos e, embora protagonizem alguns bons diálogos, não contribuem para uma curva dramática interessante.

MENÚ DEGUSTACIÓN (TASTING MENU, 2013)

3 estrelas novo

menú degustación

Menú Degustación é um filme sobre o amor. Mais especificamente, o amor perdido. De forma leve e com um pano de fundo literalmente delicioso, o filme desenvolve diversas histórias paralelamente, com leveza e, apesar da seriedade que envolve algumas delas, há um humor natural bem aplicado. O filme diverte como uma comédia romântica, mas vai além das histórias rasas que geralmente às servem.

AUTOREIJI (OUTRAGE, 2010) 

4 estrelas novo

autoreiji

Em Outrage, ou Autoreiji, Takeshi Kitano faz o que sabe fazer melhor (e olha que ele sabe fazer muita coisa bem): filme de máfia. Como nos ótimos Hana-bi (Hana-bi – Fogos de Artifício, 1997) e Brother (2000), Kitano assume roteiro, direção, edição e atua como protagonista. A história complexa, cheia de reviravoltas, é construída com cuidado e precisão, de forma que o crescente suspense culmine em uma conclusão, ainda que esperada, impactante. A violência gráfica usual não é gratuita e tanto retrata o universo da Yakuza quanto contrasta com os sentimentos de apreço e honra que o personagem de Kitano demonstra pela chamada “família”, num jogo de nuances que só os bons filmes de máfia japonesa têm.

MANIAC (MANÍACO, 2012)

bola preta novo

maniac

Elijah Wood até que se esforça, mas não convence como o maníaco do título. O filme busca chocar pelo grotesco e se esquece totalmente da empatia que devemos ter pelo protagonista, no caso, um personagem desprezível e irritante. O mal uso das câmeras subjetivas, ao invés de contribuírem para a tal empatia, inclusive, causa estranheza e distancia ainda mais o espectador dos acontecimentos. Um dos piores filmes de terror a que assisti nos últimos tempos.

LAST NIGHT (APENAS UMA NOITE, 2010)

4 estrelas novo

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last night

Sabe aqueles filmes que têm lugar especial na sua prateleira, ainda que ela seja virtual? De tempos em tempos você recorre a eles, nem porque sejam obras-primas ou os melhores filmes a que assistiu na vida, mas porque eles são especiais, por algum motivo. Geralmente, o que faz você adorá-los é a identificação, com um personagem, situação, história, estilo cinematográfico. Sabe? Eu tenho uma prateleira assim. E Last Night definitivamente está lá. O romance dramático não é um filme excepcional, mas é extremamente eficiente. O roteiro e a direção precisos da estreante Massy Tadjedin impressionam pela técnica, mas também porque emocionam profundamente. É claro que essa é uma crítica provida de opinião e parcialidade, mas é possível fazê-las de outra maneira? Todo o elenco está magnífico. Keira Knightley tem me provado constantemente ser uma atriz superior às minhas expectativas, Sam Worthington é perfeitamente sem graça para o papel que faz, Eva Mendes é mais contida que normalmente (e por isso, melhor) e Guillaume Canet, até então desconhecido por sim, é um poço de carisma. O timing do filme é acertado: da trilha, aos movimentos de câmera, passando pela direção de atores, tudo contribui para um timing perfeito. Há mais emoção nesse pequeno filme de uma hora e meia que nas toneladas de romances açucarados e pouco realísticos que Hollywood produz todos os anos, isso é certo.

V/H/S 2 (2013)

2 estrelas novo

vhs 2

Como no primeiro filme da franquia, V/H/S 2 é assustador. A diferença é que, ainda que todos os curtas dessa sequência tenham plots interessantes e sejam horripilantes, não há, aqui, o mesmo naturalismo, essencial aos filmes de falso-documentário, e que contribuem enormemente para a imersão na experiência. Vale como filme de terror, mas é muito inferior ao seu predecessor.

RUN ALL NIGHT (NOITE SEM FIM, 2015)

2 estrelas novo

run all night

Desde que Liam Neeson se tornou a escolha automática para atuar como o herói problemático e invencível em filmes de perseguição, algo que, diga-se de passagem, ele tem feito muito bem, os filmes em questão parecem escritos para ele, o que nem sempre funciona. Quando um personagem/tipo de filme é bem sucedido, surgem os derivados oportunistas, que eventualmente podem servir bem ao propósito do entretenimento. É o caso desse Run All Night. Os personagens não são exatamente profundos, mas suas histórias pregressas são interessantes o bastante para que a trama tenha substância. O elenco de apoio, que conta com Ed Harris e Joel Kinnaman (da boa série The Killing), está muito bem. Nenhuma novidade na trama, mas o roteiro funciona, embora a conclusão deixe a desejar.

RYÛZÔ TO 7 NIN NO KOBUN TACHI (RYUZO E SEUS SETE CAPAGAS, 2015)

3 estrelas novo

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Se Takesho Kitano faz filmes de Yakuza como ninguém, nada mais justo que o próprio os parodie. Em Ryuzo e seus sete capangas, Kitano faz uma abordagem cômica sobre o tema, e, ainda que não entregue um dos melhores filmes de sua carreira, diverte. Falo mais sobre o filme nesse diário da Mostra.

RETURN TO SENDER (SEDE DE VINGANÇA, 2015)

1 estrela novo

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Depois da brilhante atuação no ótimo Gone Girl (Garota Exemplar, 2014), que lhe rendeu diversas indicações a prêmios, incluindo o Oscar, Globo de Ouro e Bafta, Rosamund Pyke surge em um filme bem menor, com um personagem igualmente dúbio e perturbador. Apesar do trailer instigante, no entanto, a trama inconsistente e improvável destroem, além do filme, as chances de Rosamund repetir o feito como atriz, por mais que seus esforços sejam notáveis. A direção fraca, acima de tudo, tenta lançar mão de certos truques em prol do mistério, que funcionam na medida que prendem o espectador até o final, mas apenas para decepcioná-lo profundamente.

THE ENGLISH TEACHER (ADORÁVEL PROFESSORA, 2013)

1 estrela novo

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Nem a presença de Julianne Moore e Greg Kinnear no elenco salvam esse filme de trama ao mesmo tempo estapafúrdia e insossa. Além dos personagens caricatos e as situações absurdas, não há a menor graça em nenhum das tentativas de se fazer comédia, bem como não existe qualquer apelo emocional que nos faça comprar a história. Totalmente dispensável.

AS MIL E UMA NOITES: VOLUME 1, O INQUIETO (2015)

4 estrelas novo

as mil e uma noites 1

Dos filmes que compõem a trilogia de Miguel Gomes, apenas o primeiro volume foi lançado comercialmente no Brasil, por enquanto. Não consegui encaixá-los na minha programação da Mostra, onde foram exibidos pela primeira vez no país, mas fiz questão de assisti-lo na semana de estreia. As diversas histórias que formam o filme abordam, cada uma a sua maneira, as consequências da crise portuguesa, nos mais diversos âmbitos. De maneira bem humorada e pouco convencional, somos tocados por uma realidade que não se distancia tanto da brasileira, mas sobre a qual conhecemos, de fato, tão pouco.

HEARTBREAKERS (DOÇE TRAPAÇA, 2001)

3 estrelas novo

heartbreakers

Depois de muitos anos, revi uma das comédias românticas do meu final de adolescência, quando Jennifer Love Hewitt ainda fazia sucesso no cinema e havia um cuidado maior com roteiro e direção dos filmes desse gênero. Não que os enlatados sejam coisa de hoje em dia. E não que esse filme não seja um enlatado. Ainda assim, parecia ser possível criar histórias com graça, mesmo que a profundidade nunca fosse muita. Em Heartbreakers, o elenco, que conta com Sigourney Weaver, Gene Hackman, Ray Liotta e Jason Lee, além da já citada Jennifer, faz grande diferença. Nas mãos erradas, muitas das piadas perderiam a graça e beirariam o grotesco. E, como não poderia faltar, o romance está presente, e embora não haja muita química entre Jason e Jennifer, ele funciona.

CLUELESS (AS PATRICINHAS DE BEVERLY HILLS, 1995)

4 estrelas novo

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clueless

Vinte anos depois, continuo adorando Clueless. Hoje, inclusive, acho-o melhor. Na época, muitas piadas se perderam na tradução, e outras estavam fora do meu alcance etário, além de a minha percepção de cinema ser muito mais aguçada hoje em dia. Eu, no alto dos meus 12 anos, assistia ao filme como se ele fosse sério, e não uma sátira. O fascínio que ele exerceu em toda uma geração, o que afetou, inclusive, os filmes do gênero, na época e até hoje, é equivalente ao que Mean Girls (Meninas Malvadas, 2004) exerce na geração seguinte. E, como outros poucos filmes da minha infância, Clueless passou na prova do tempo com louvor.

ANT-MAN (HOMEM-FORMIGA, 2015)

2 estrelas novo

ant-man

Minhas expectativas para o filme de um herói menor, com o perdão do trocadilho, eram altas. Ainda mais com Paul Rudd como protagonista. Mas nem as cenas de ação, nem as poucas boas piadas e nem o bom elenco me empolgaram o suficiente. Mais do mesmo, apenas.

ELDFJALL (VULCÃO, 2011)

4 estrelas novo

eldfjall

O diretor e roteirista Rúnar Rúnarsson me surpreendeu na Mostra desse ano, com o Excelente Þrestir (Pardais, 2015). Eldfjall, ou Vulcão, é protagonizado por um dos atores de outro dos meus favoritos da Mostra, também da Islândia: Hrútar (A Ovelha Negra, 2015). Em ambos, o ator, Theodór Júlíusson, está perfeito. Embora esse não atinja o altíssimo nível técnico do filme mais recente, roteiro, direção e elenco estão quase impecáveis. Os acontecimentos no primeiro e segundo atos, carregados de emoção, são muito impactantes, a ponto de tornarem o terceiro ato um pouco arrastado. Fora isso, é uma obra cheia de sensibilidade e que comprova que a genialidade de Þrestir, ou Pardais, não é mersa sorte.

GET HARD (O DURÃO, 2015)

bola preta novo

get hard

Get Hard é uma comédia baseada em personagens caricatos, piadas de quinta categoria e uma trilha sonora insuportável. Faça um favor a si mesmo e não chegue nem perto.

INSIDE OUT (DIVERTIDA MENTE, 2015)

4 estrelas novo

inside out

O novo filme da Pixar é o melhor do estúdio desde Toy Story 3 (2010). É o segundo filme do estúdio a ter uma protagonista feminina e a primeira animação da história do cinema a ter sentimentos como personagens principais. Ainda que o seu apelo emocional tenha sido extremamente eficaz comigo, mas não com todos os espectadores, é inegável a qualidade técnica do filme. Falo mais sobre ele aqui.

INTERSTELLAR (INTERESTELAR, 2014)

4 estrelas novo

Matthew McConaughey

Complexo, longo e um tantinho piegas, Interstellar é um dos grandes filmes da carreira de Christopher Nolan, e também um dos mais controversos. A superprodução teve consultoria pesada em física, astronomia e assuntos relacionados a essas ciências que são abordados no filme, mas se maiores polêmicas nesse aspecto foram evitadas, outras, mais relacionadas ao desenvolvimento da trama em si, não foram. Há quem se incomode profundamente com a conclusão do filme, e embora ela não me agrade cem por cento, não acho que prejudique o todo. Matthew McConaughey lidera um elenco bem escalado e dirigido, engajado a trazer à tona as emoções, em si próprios e nos espectadores, de maneira quase catártica. Se o pano de fundo é um futuro distópico e a busca no espaço pela salvação da humanidade, o tema é o amor e a força que as relações amorosas têm no mundo, numa espécie de efeito dominó. Isso parece piegas? Um pouco. Mas quem se importa?

TED 2 (2015)

2 estrelas novo

ted 2

Em Ted (2012), quando Seth McFarlane estreava tanto no cinema quanto no live action, as expectativas eram altas e o filme as alcançou. Politicamente incorreto, polêmico e sujo, tanto Seth quanto seu personagem Ted foram corajosos o suficiente para se estabelecerem num mundo ainda cheio de regras e tabus. Seth alcançou certo sucesso como cineasta e Ted, como ser independente. O auge da independência de Ted se dá no início dessa sequência: agora ele trabalha e está se casando. Até ser surpreendido com interpretações da lei onde se entende que ele não pode ser considerado pessoa, mas propriedade. Coincidentemente, Seth também parece ter alcançado o auge de sua rebeldia antes de o filme começar. Uma sequência é óbvio sinal de sucesso comercial, o que levaria ao entendimento de que o público está menos careta e mais receptivo a novas abordagens no cinema e nas artes em geral. Mas as tentativas de transgressão de Ted 2 são quase patéticas, fazendo dele uma versão piorada e pouco corajosa do primeiro filme. Movamos para o próximo assunto, Seth, por favor.

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