Meu fim de semana #4: cabeleireiro, Conceição Discos, Until Dawn e passeio fail na Paulista

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Estou super atrasada para contar como foi meu feriado de 7 de Setembro. É que essas últimas semanas foram um inferninho, e só agora estou tendo tempo para respirar e ânimo para escrever. Os posts do blog estão todos atrasados, mas pretendo corrigir isso até a semana que vem!

Como em terra de cego, quem tem um olho é rei, mesmo com chuva, frio e céu cinza, conseguimos dar nosso jeitinho de minimizar as tarefas, aproveitar a nossa cama convidativa e descansar, que é o que menos temos feito nos últimos meses.

Começamos o sábado na barraca de pastel. Sempre achei que fossem quatro barracas, mas descobri que são cinco. Nosso pastel favorito não estava mais gostoso como antes e decidimos conhecer uma nova. A barraca da esquina da Rua Urano com a Rua Castro Alves, até agora, é a minha favorita. Provei o de queijo, que estava bem derretidinho, ao contrário do borrachudo que provei nas últimas semanas na Barraca do Toshe. O de palmito também estava excelente, com recheio pedaçudo, saboroso, consistente. Odeio recheio de palmito que é maçaroca.

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Feita a feira da semana, levamos a Nina para um passeio mais rápido porque o céu ameaçava chover. Na Praça General Polidoro, pertinho de casa, muitos tutores de cães costumam soltá-los, já que ela é cercada, apesar de ficar com o portão aberto. Como a Nina escapou uma vez, preferimos não soltá-la mais. É uma praça gostosa, que recebe, além dos cachorros, muitas crianças.

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O Marcelo tinha cabeleireiro marcado, e eu aproveitei e aparei a franja. O Riva, do Audere, corta meu cabelo há nada menos que 20 anos, e mesmo tendo ficado longe depois que me mudei de bairro, continuo fiel. E o Marcelo, depois que passou a não raspar mais o cabelo em casa, adotou o Riva também.

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A última tarefa do feriado era passar no mercado, que fizemos na volta do cabeleireiro. Como não tinha nada de geladeira, fomos direto almojantar no Conceição Discos & Comes, lugarzinho na Santa Cecília que eu queria conhecer há tempos. Apesar de termos chegado quase na hora do fechamento, às 16h30, tinha fila de espera e a cozinha à vista funcionava a todo vapor. Foi uma das comidas mais gostosas que comi nos últimos tempos, e por isso falarei sobre o lugar, a comida e a experiência em outro post.

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Voltamos para casa absolutamente satisfeitos com o dia produtivo – e a comida deliciosa do Conceição – e ainda encaramos, madrugada adentro, uma maratona de Until Dawn, jogo da Massive Games, na linha de Heavy Rain (um dos meus jogos favoritos da vida), onde o jogador controla diversos personagens e precisa escolher determinadas ações, a forma como eles interagem e o que eles falam (ou como falam).

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Dependendo das escolhas do jogador, a história toma um rumo e culmina em um final. Teoricamente, há muitas possibilidades de final. Eu costumo gostar de jogos nesse formato porque normalmente tenho preguiça de jogar e prefiro assistir. Com o Marcelo no controle e eu dando meus palpites, começamos o que deveria terminar só quando os primeiros raios de sol despontassem no céu. O jogo é envolvente, tem boa história, ótimos gráficos e uma animação impressionante.

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Os cut scenes não são imperceptíveis, mas são quase. Não sou uma grande consumidora de games, mas, a meu ver, esse é um jogo muito bem pensado e produzido. Terminamos o jogo no dia seguinte, no domingo mais preguiçoso dos últimos tempos. Acordamos tarde e só saímos da cama para almoçar e tomar banho, praticamente. Embaixo de camadas de cobertores e da Nina, que também demonstrou uma preguiça interminável, terminamos o jogo e recomeçamos, porque a vontade de testar outros finais é irresistível.

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Na segunda jogada, escolhemos tudo ao contrário. E, apesar de algumas mudanças no decorrer do jogo e no final, não tive a sensação de que nossas escolhas têm influência significativa na trama. Em Heavy Rain pudemos jogar diversas vezes e as consequências de nossas escolhas eram muito mais aparentes, e resultavam em finais muito diversos. Nesse quesito, considero o jogo falho, já que a rejogabilidade é bem baixa, considerando que provavelmente você vai ver a mesma história várias vezes, com uma mudancinha ou outra, aqui e acolá. Talvez seja interessante fazer intervalos maiores entre uma jogada e outra, ou jogar com grupos de pessoas diferentes.

Na segunda-feira, o frio veio acompanhado de muita chuva, que ia e vinha em intervalos que não nos possibilitava fazer muita coisa ao ar livre. Começamos com uma café da manhã em casa. Meu sanduba de mortadela tem uma quantidade modesta de mortadela (ínfima, se comparada à quantidade daquela monstruosidade do Mercadão), mas, para mim é a quantidade ideal. Umas cinco fatias fininhas de mortadela envolvem umas também cinco fatias de queijo prato e são levemente tostadas na frigideira antiaderente até que o queijo derreta. Depois, junto com a mortadela e o queijo, recheio o pão francês fresquinho com pepino cornichon em conserva fatiado. Nham.

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Nossa tentativa de passeio na Avenida Paulista foi frustradíssimo, e mesmo munidos de capa de chuva para a Nina e guarda-chuvas (no plural) para a gente, não rolou e tivemos que abortar. Sorte ter sido precavida e levado uma toalha para a Nina.

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Como ela já não tinha passeado nada no dia anterior, resolvemos levá-la para o primeiro passeio no shopping de sua vida. Não era o ideal, mas era alguma coisa. Já que estávamos na Paulista, fomos ao shopping Pátio Paulista, que permite cachorros (exceto na praça de alimentação). A Nina se comportou melhor que eu imaginava. Deu uma latida para um espelho, quis cheirar tudo, mas atraiu olhares como nunca, daqueles que ainda acham esquisito cachorro em shopping, mas acham fofo. Confesso que também acho esquisito, mas eu só queria levar minha cachorra para passear num dia chuvoso!

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No fim, conseguimos uma trégua da chuva e demos um mini rolê na Paulista, que estava cinza, vazia, molhada e meio deprê, mas ótima para fotos.

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E para terminar o feriadão, decidimos ir ao cinema. Nós e metade da população paulistana que não foi viajar. Apesar de termos escolhido um filme menos popular (Que Horas Ela Volta?), a sala estava lotada, e acabamos nos conformando com um dos únicos filmes que começava mais ou menos na mesma hora, o novo de Woddy Allen, Irrational Man (Homem Irracional, 2015), que divertiu mas se mostrou uma perda de tempo e dinheiro. O filme não é ruim, mas ele já foi feito pelo próprio Woody Allen várias vezes no passado, só que com roupagens diferentes, e nem tão diferentes assim. Parker Posey está ótima, no entanto, e acompanha um Joaquin Phoenix mediano e uma Emma Stone caricata.

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Antes do filme deu tempo de passear numa das livrarias mais legais de São Paulo, a Blooks, que fica no mesmo andar do cinema do shopping Frei Caneca. A curadoria da livraria é bem legal, e todo o seu interior é atrativo o suficiente para, apesar de não ser a enorme Livraria Cultura do conjunto nacional ou a Fnac de Pinheiros, te fazer perder horas fuçando as prateleiras. Vale a visita, aqui ou no Rio de Janeiro, onde fica a sua matriz.

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E assim terminamos o feriado perfeito, apesar do tempo feio, nessa cidade que venho redescobrindo e voltado a amar.

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