Filmes do mês #5

filmes do mês 5

Se em junho atingi uma marca alta de filmes assistidos, em julho compensei, tanto pela falta de tempo quanto pela falta de cabeça. O saldo, em termos qualitativos, no entanto, foi positivo, com direito a revisão de marco nacional, zumbis, falso documentário e nonsense de Hong Kong.

WILD (LIVRE, 2014)

3 estrelas

wild

São dois os grandes méritos de Wild: a bela construção do personagem de Reese Whiterspoon, por parte do roteiro de Nick Hornby e da direção de Jean-Marc Vallé e a interpretação primorosa da mesma. Embora a busca por melhoramento interior e a jornada elucidativa e curativa sejam temáticas recorrentes no cinema, envolvendo ou não grandes sacrifícios físicos, a forma como a história é contada, permeada por flashbacks nunca sentimentalóides ou inúteis, e de maneira pouco previsível, a torna apelativa e relevante.

SIK SAN (THE GOD OF COOKERY, 1996)

3 estrelas

the god of cookery

Dirigido, roteirizado e interpretado por Stephen Chow, mais conhecido no Brasil pelos filmes Siu Lam Juk Kau (Kung Fu Futebol Clube, 2001) e Kung Fu (Kung-Fusão, 2004), esse Sik San, ou The God of Cookery, segue a mesma linha nonsense. Não sou grande fã e conhecedora dessa linha de filmes, e, incentivada pelo Marcelo, assisti. E surpreendentemente, gostei. A história, com as situações propositalmente absurdas, é bem amarrada e divertida. Apesar de o filme girar em torno de culinária, há espaço para lutas de rua, vingança e amor platônico, e apesar da salada, o formato funciona bem.

PONTYPOOL (2008)

3 estrelas

pontypool

Pontypool poderia ser apenas mais um filme de zumbis, mas vai além. O roteiro de Tony Burgess, adaptado de seu próprio romance, brinca com analogias interessantes, que podem ser levadas a sério ou não. E mesmo se essas analogias forem ignoradas, o filme é um terror acima da média, com estrutura pouco convencional para o gênero, com muitos diálogos, planos fechados, uma longa introdução e situações de suspense pouco ou nada visuais. A interpretação de Stephen McHattie, por sinal, é excelente.

LIFE OF CRIME (SEM DIREITO A RESGATE, 2013)

2 estrelas

life of crime

Com uma premissa que parece uma mistura de A Life Less Ordinary (Por uma Vida Menos Ordinária, 1997), Excess Baggage (Excesso de Bagagem, 1997) e Fargo (1996), esse Life of Crime não esbanja criatividade, mas diverte. O roteiro é satisfatório e a direção, ok. A presença de Jennifer Aniston no elenco eleva o nível do filme, mas não a ponto de transformá-lo.

CREEP (2014)

bola preta

creep

Falsos documentários costumam me atrair, e é claro que nem sempre agradam. É o caso desse Creep, do diretor, roteirista e ator Patrick Brice. O argumento fraco se apóia em situações que beiram o rídiculo, tanto pela sua própria natureza e direção equivocada quanto pelas péssimas atuações. Há momentos bastante assustadores que, no entanto, não sustentam o filme.

CIDADE DE DEUS (2002)

3 estrelas

cidade de deus

Essa deve ter sido a quarta ou quinta revisão do filme e, depois de mais de dez anos, ele continua relevante e inovador. Admito que é um marco do cinema brasileiro, por mais que alguns de seus aspectos e sua abordagem, de forma geral, tenham me incomodado anos atrás. Hoje, depois dessa revisão, gosto mais do filme, mais por conta de sua relevância como obra audiovisual, e nem tanto por conta dos aspectos socioeconômicos abordados. Mérito de uma equipe de altíssimo nível, que inclui Tulé Peak na direção de arte, César Charlone na fotografia, Daniel Rezende na montagem e Ed Cortês e Antonio Pinto na trilha sonora. Além, é claro, do diretor Fernando Meirelles e do roteirista Bráulio Mantovani.

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