Meu fim de semana #1: pão na chapa, Divertida Mente, almoço sem pais, parque e banho na Nina

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Como se não bastassem as tarefas do dia a dia, nossos fins de semana também costumam ser cheios delas. E, apesar de corrido e cansativo, temos nos esforçado para otimizar nossas tarefas e separar um tempo para o tão necessário lazer. Por não sobrar tanto tempo quanto gostaríamos, procuramos tornar as tarefas mais agradáveis, divertidas. Nem sempre temos sucesso, mas eu achei que nesse último fim de semana conseguimos fazer tudo e ainda sobrou tempo pra um pouco de diversão! Compartilhar com vocês é até uma maneira de me incentivar a aproveitar melhor os fins de semana. Porque, no meu caso, quando bate a preguiça, geralmente acabo priorizando as tarefas em detrimento do lazer, o que não é nada legal pra minha saúde mental.

Nesse sábado, começamos o dia na padaria que mais gosto no nosso bairro, a Orquídea Pérola. A padaria é simples, mas os pães e o atendimento são ótimos. Sem contar que eles vendem Ben & Jerrry’s, que é uma vantagem e tanto. Há um bufê de café da manhã, mas eu prefiro investir nos clássicos do serviço a la carte. Dessa vez, além do meu favorito, pão na chapa, pedi um bolovo e um suco de laranja. O bolovo ia ter que ser frito, e como a gente não tinha muito tempo, substituí por uma coxinha, que não estava ruim, mas não estava ótima. O pão na chapa, no entanto, estava perfeito. E o suco de laranja, correto.

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Nossa segunda parada do dia foi a feira. Costumamos comprar os hortifruti e as carnes na feira, e deixar o mercado apenas para mantimentos. Faz quase um ano que incluímos a feira na nossa rotina de sábado, e só agora sinto que peguei o jeito, tanto para escolher as melhores barracas e comparar os preços quanto para pedir desconto. Antes me sentia um pouco intimidada pela abordagem dos feirantes, e ficava confusa com tanta barraca e tantas opções. E, apesar de considerar a feira uma dos programas mais legais para quem curte cozinhar e comer, confesso que se ficasse passeando, não ia ter tempo de fazer tudo o que preciso no resto do dia, então tem que rolar uma agilidade.

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Nunca achei saladas lavadas tão boas quanto as da feira. As de mercado sempre estão velhíssimas. E, apesar de achar que elas são caras (porque são mesmo, se comparadas às verduras não-lavadas), são uma mão na roda da qual não abro mais mão. Adoro como sempre é possível encontrar coisas lindas na feira, como essas berinjelas que parecem de cera e essas cenouras tão perfeitas que parecem saídas do desenho do Pernalonga. E essas folhas da cenoura, que geralmente são jogadas fora, essa semana vão virar um tempurá junto as as próprias cenouras.

Passear com a Nina foi nossa segunda tarefa do dia. O Marcelo costuma levá-la ao Parque da Aclimação, a cerca de quinze minutos a pé de casa, todos os dias, mas quando ele chega do trabalho já está escuro, e nada como aproveitar um solzinho nos fins de semana. Coloquei uma roupa de ginástica, para fingir que sou super atleta, e fomos. O dia estava lindo e o parque, cheio.

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A terceira e última tarefa do dia era adiantar algumas coisas na cozinha para facilitar durante a semana. Como eu estava querendo variar o lanchinho da manhã e da tarde, que costuma ser uma banana por pura preguiça, decidi comprar um salsão para cortar em palitos (e usar as folhas, que são uma delícia, para saladas). Para acompanhar, fiz um homus com o grão de bico que estava cozido na geladeira. Fiz o pacote inteiro de grão de bico e congelei metade. A quem interessar, a receita:

HOMUS

500g de grão de bico

200g de tahine

1/2 xícara (chá) de azeite de oliva extravirgem

5 dentes de alho (eu coloco bastante porque adoro, mas você pode colocar menos)

Suco de 2 limões taiti

Sal e pimenta calabresa a gosto (opcional)

Deixe o grão de bico de molho durante uma noite. Para essa quantidade, serão necessários cerca de 2L de água.

No dia seguinte, cozinhe o grão de bico até que ele fique macio. Na panela convencional, isso vai demorar cerca de 40 minutos, mas prove sempre para verificar se ele está cozido. Não quis fazer na panela de pressão para não correr o risco de ele desintegrar, mas se você souber o tempo certo de cozimento, vá em frente!

Escorra o grão de bico, reservando a água do cozimento, e coloque no processador. No meu processador, tive que fazer em duas fases porque não coube tudo de uma vez só.

Junte os outros ingredientes e ligue o processador. Vá juntando a água do cozimento aos poucos, para que ele atinja a consistência necessária. No meu caso, foi cerca de 1 e 1/2 xícara (chá) de água.

A pimenta calabresa não é um ingrediente típico, mas eu queria um toque picante. Acabei usando a calabresa mesmo, mas ela é opcional.

Foi a primeira vez que fiz homus em casa, e ainda não usei a parte congelada. Imagino que ele deva perder um pouco da cremosidade, mas como dá um certo trabalho, acho mais vantajoso fazer bastante de uma só vez.

Dá para usar o liquidificador, caso você não tenha processador. Só tome o cuidado de colocar a água antes do grão de bico e use a tecla pulsar até que boa parte do grão de bico já esteja triturada.

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Depois dessa função na cozinha, almoçamos. Deu tempo de dar uma relaxada e assistir ao filme The Trip (Uma Viagem Excêntrica, 2010), do Michael Winterbottom, que é ótimo (e está disponível no Netflix). Falo mais sobre ele depois, junto com os outros filmes do mês.

Por conta dos problemas de saúde que a Nina teve no último mês, acabamos saindo pouco. E assistir Inside Out (Divertida Mente, 2015) no cinema foi um programa que foi adiado várias vezes. Finalmente conseguimos. Escolhemos uma das poucas sessões legendadas de São Paulo, no Kinoplex Vila Olímpia. Como só conseguimos comprar a meia do Itaú na bilheteria, verificamos no ingresso.com como estava o movimento da última sessão do dia e estava super ok. Por se localizar numa região da cidade que concentra muitos escritórios, o movimento do shopping nos fins de semana é relativamente baixo, o que o torna uma boa opção para cinema. Gostei tanto do filme que ele vai ganhar post só para ele. Quando estiver no ar, linko aqui.

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No domingo, como nossos pais tinham compromissos inadiáveis, ficamos sós, eu e o Marcelo. Aproveitamos para tentar, pela segunda vez, almoçar no Mocotó, restaurante de comida nordestina no extremo norte de São Paulo, que chega a ter filas de três horas nos domingos, pela qualidade da comida, aliada a bom atendimento e preços justos. O restaurante é super premiado, reconhecido por público e crítica e, apesar de estar bem longe do eixo gastronômico da cidade, atrai gente de toda parte, todos os dias.

Fez um tempinho gostoso, e fiquei com vontade de me arrumar um pouquinho. Lancei mão daquela maquiagem invisível, que parece que não tem nada mas tem coisa pra caramba, sabe?

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E aproveitei que estava quente e usei uma roupinha mais fresquinha. A quem interessar, a saia e o kimono são Forever 21, a camiseta é Extra (sim, o supermercado), a sandália é Via Uno, a bolsa é Kate Spade e o relógio é Michael Kors.

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Chegamos às 11h30 e a fila já era imensa. Bateu uma tristeza, mas, para minha surpresa, sentamos logo de cara. Normalmente, o horário de funcionamento da casa é das 12h às 17h, aos domingos, mas, por conta do Dia dos Pais, a abertura foi, excepcionalmente, às 11h, coisa que só descobri depois. As mesas já estavam todas ocupadas e a comida já estava sendo servida aos montes. E havia uma única mesa de dois lugares, só esperando por nós. Por conta da data comemorativa, a concorrência era para grupos maiores. Sorte.

O Mocotó também merece post só para ele, que virá em breve e será devidamente linkado aqui. Mas posso adiantar que saí satisfeita. Talvez não tanto quanto imaginava, mas a refeição teve seus pontos altos, como o Pudim de Tapioca, servido com calda de coco queimado, que é uma sobremesa exemplar, com texturas contrastantes e doçura equilibrada. E é fartíssimo. Provamos os famosos Dadinhos de Tapioca, Torresminhos, Caldo de Mocotó, Baião-de-Dois, Sarapatel e Carne-de-Sol Assada, além da sobremesa sensacional. E caipirinhas. E a conta deu menos de 100 reais por cabeça. Achei justíssimo.

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No caminho de volta, as ruas estavam super tranquilas, mais que o normal para um domingo. Será que estava todo mundo comemorando o Dia dos Pais ainda?

Esse chiclete pousou no retrovisor e a mensagem genial mereceu uma foto. Quase comprei só pela ousadia.

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A primeira tarefa do dia eram compras no mercado, que eu costumo achar divertido, ao contrário da maioria das pessoas. Aos domingos, o Extra onde costumamos fazer nossas compras, na Juscelino Kubitschek é vazio, quase nunca tem fila, e geralmente conseguimos tudo o que precisamos. O queijo de cabra e os shiitakes que eu queria e não encontrei lá, fomosprocurar num Pão de Açúcar no caminho de volta para casa. Não tinha shiitakes na feira, no Extra, nem no Pão de Açúcar, mas tinha uns cogumelos eryngui que eu decidi experimentar num dos pratos que vou fazer essa semana.

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A tarde começava a terminar e aproveitamos o sol ameno para passear com a Nina no parque.

Era dia de dar banho nela. Acostumamos a dar banho na Nina em casa mesmo, onde ela se sente mais confortável. Como ela é super reativa e assustada, apesar de já ter tomado banho em pet shop, sinto que ela fica muito mais tranquila em casa. Já pegamos o jeito, e damos banho no chuveiro mesmo, de quinze em quinze dias, ou toda semana se estiver muito quente, e ela fica bem quietinha, exceto na hora de se secar. Ela não gosta muito de ser secada, e prefere se virar sozinha.

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A última tarefa do dia era preparar a comida da Nina da semana. Como estamos introduzindo um coisa de cada vez, mantive a batata inglesa, a cenoura e o espinafre cozidos e troquei o patinho por pescada assada com um pouco de água. Falo mais sobre isso em breve e linko o post aqui. A Nina ficou de butuca o tempo todo e eu não via a hora de ela experimentar para ver se ia gostar. (Ela gostou!)

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E depois dessa maratona, até arrisquei uma latinha de cerveja e um filme, mas não consegui chegar ao fim, nem da cerveja, nem do filme. Quando vi, já estava dormindo, e não eram nem dez horas da noite. E, apesar do cansaço, fui dormir com aquela sensação boa de dever cumprido e feliz com os programas divertidos que conseguimos encaixar no decorrer do fim de semana.

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