210 Diner: comida americana em São Paulo

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Nem só de hambúrguer e pizza vive o americano, lógico. A culinária de lá é vasta tanto quanto seu território, e embora eu não seja uma profunda conhecedora dessa cultura, como ela está sempre em evidência, é fácil se apegar a sabores típicos, mesmo que desconhecidos. Vai entender.

Nas minhas únicas duas visitas ao país, procurei experimentar o que de mais típico pudesse encontrar, ainda que o mais autêntico que pudesse chegar da comida creole, por exemplo, fosse num restaurante dentro da Universal Orlando (mesmo que esse restaurante fosse o Emeril’s, do respeitado Emeril Lagasse). E, além dos cafés da manhã colossais, tenho saudade de muitas coisas: biscuits, frango frito, sanduíches cubanos (apesar do nome, foram criados em território norte-americano), mac & cheese, bolo red velvet. Muito dessa cultura foi fagocitado por nós e hoje é intrínseca ao nosso cardápio, e, felizmente, é possível encontrar ótimos hambúrgueres e cheesecakes, por exemplo, no Brasil (nas grandes metrópoles, ao menos). Mas eu ainda sentia falta de um lugar que reproduzisse, de forma o mais fiel possível, a comida de lá.

O 210 Diner é o mais próximo que cheguei desse desejo. Com diner em parte da decoração, além do nome, o cardápio foca em hambúrgueres e sanduíches (como os clássicos pastrami, philli steak e lobster roll), como não poderia deixar de ser. Mas há também carnes, como as tentadoras new york strip, rib eye e baby back ribs, omeletes, saladas e pratos como meatballs spaghetti, mac & cheese, tomates verdes fritos, matze ball soup e cole slaw.

Era um sábado, chegamos cedo, e o salão estava praticamente vazio. Conforme avançamos na refeição, a casa foi lotando, e uma fila de espera, se formando. Portanto, é aconselhável chegar antes das 20h30 nos finais de semana. O ambiente é descontraído, mas um pouco esquizofrênico. Enquanto a fachada e o balcão tem claras influências de um típico diner americano, com ar vintage, luzes neon e muitas cores, o resto do salão é clean ao ponto de ser sem personalidade e sem graça. Nada que comprometa o lugar, no entanto. O atendimento foi correto desde o início, mas um pouco distante demais.

Foi difícil escolher o que provar. Hambúrguer sempre é uma tentação. Mas eu me decidi por pratos que amo e que nunca achei receita suficientemente boa para fazer em casa.

De entrada, pedi os tomates verdes fritos, que no cardápio aparecem como acompanhamento, mas que eu achei que seriam ótimos para começar os trabalhos. Fiquei um pouco decepcionada. Os tomates não estavam cozidos apropriadamente. A massa era bastante crocante, mas fina demais, e se soltava com muita facilidade dos tomates, o que os transformavam em dois elementos desconexos, quando deveria ser o contrário. Além disso, ela estava oleosa. O molho que acompanhava era um rosê, provavelmente à base de maionese e catchup, sem inspiração.

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O prato seguinte, no entanto, me levou de volta à nossa amada América, numa viagem instantânea. O mac & cheese do 210 Diner é delicioso: chegou na própria travessa que foi ao forno gratinar, quentíssimo, cremosíssimo, com uma crostinha perfeita e em abundância. A travessa engana: parece pequena, mas não é. O molho tinha cogumelos (como descrito no cardápio), que estavam deliciosos, mas eu não consegui identificar quais eram (imagino que sejam paris de muito boa qualidade).

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O Marcelo foi de Piggie Burger (hambúrguer de carne e costelinha de porco desfiada com molho barbecue) acompanhado de fritas. Ele ficou bem satisfeito, eu achei que faltava sabor e textura. As batatas com casca estavam sequinhas e crocantes.

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De sobremesa, pedi o key lime pie, uma torta de limão que estava bastante equilibrada: acidez e doçura na medida. O Marcelo pediu um sundae caprichado e com apresentação bonita.

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Em geral, considerei o 210 Diner uma ótima pedida para um jantar (ou almoço) descompromissado. O ambiente não é dos mais interessantes, mas é aconchegante e despojado, bem como o atendimento, que poderia ser um pouco mais atencioso. Os preços são razoáveis. Achei os hambúrgueres um pouco caros se comparados a outros de nível mais alto em São Paulo. A comida tem seus altos e baixos, mas fiquei curiosa em relação ao restante do cardápio. Ficaria feliz se houvesse itens menos populares e conhecidos no Brasil, mas entendo que a adaptação para o público pode ser algo complicado de se calcular. Mas o que realmente me deixaria extasiada seria a introdução de um café da manhã e/ou brunch no restaurante. Acho apropriado para o ambiente e proposta do lugar. E para mim, especialmente.

210 DINER – Rua Pará, 210, Higienópolis – Tel: 3661-1219

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2 comentários sobre “210 Diner: comida americana em São Paulo

  1. Vou começar sendo chato: Vocês foram só agora? Eu falo desse lugar pra vocês desde quando dividíamos o ap, ou seja, lá pros diso de 2010/2011.

    Mas vamos ao que realmente importa.

    Fui poucas vezes ao 210 Diner e todas foram muito agradáveis, o grande chamariz era comer a entrada de bacon, que são duas suculentas e saborosas fatias.

    O lanche sempre foram alternados mas todo sempre muito bem preparados e caprichados e de sobremesa era quase sempre o Red Velvet Cake.

    Uma excelente recomendação!

    Beijos pra você e um grande abraço para o meu irmãozinho.

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