Filmes do mês #4

filmes do mês 4

Nesse mês, decidi mudar o método de avaliação: ao invés de notas de 1 a 10, darei bolinha preta e estrelinhas. Uma bolinha preta para filmes péssimos e cinco estrelinhas para obras-primas. Achei muito difícil estabelecer uma nota para cada filme, e em comparações posteriores senti que havia algumas discrepâncias e injustiças. Vamos ver se assim fica mais coerente.

Das quatro semanas do mês de junho, passei uma praticamente na cama, me recuperando da cirurgia. Aí deu para assistir muita besteirinha no Netflix, aproveitando que eu não precisava da concordância do Marcelo e que nem sempre estava a fim de algo sério. Também aproveitei para ver documentários sobre comida, que ele tende a não curtir tanto quanto eu. E nas horas com ele, rolou filme de Oscar, musical, animação, comédia romântica e um dos maiores blockbusters do ano.

INTO THE WOODS (CAMINHOS DA FLORESTA, 2014)

2 estrelas

 

into the woods

A adaptação do musical da Broadway para as telas tem a assinatura de Rob Marshall do ótimo Chicago (2002). Apesar de alguns pontos positivos, como um visual caprichado e uma história bem intencionada, o resultado final é um filme confuso e enfadonho, especialmente no terceiro ato. A história principal inicia-se bem, mas as várias subtramas não têm tempo de se desenvolver devidamente. A direção de atores é irregular, extraindo boas atuações de Meryl Streep e Emily Blunt, e fraquíssimas de Anna Kendrick e Chris Pine.

BIG HERO 6 (OPERAÇÃO BIG HERO, 2014) 

3 estrelas

big hero 6

O filme começa bem: simpático, engraçado, emocionante. A introdução dos personagens é bem feita e os conflitos, dignos de filme bom da Pixar. A resolução dos tais conflitos e o desenvolvimento dos personagens, no entanto, são fracos e não convencem.

STILL ALICE (PARA SEMPRE ALICE, 2014)

4 estrelas

still alice

Não bastasse o trabalho impressionante de Julianne Moore, que em 2014 foi reconhecida pela Academia e por Cannes em dois filmes diferentes (esse Still Alice, inclusive), o filme é bom. A história não é novidade, mas a bela direção aliada a bons personagens e atuações idem (Kristen Stewart surpreende) faz do filme uma obra sucinta (no melhor sentido da palavra), sutil e sensível.

AMERICAN SNIPER (SNIPER AMERICANO, 2014)

3 estrelas

sniper americano

Apesar de não ter grandes problemas técnicos, o filme não é inesquecível. O personagem de Bradley Cooper é bem desenvolvido e sua história, apesar de limitada, estende-se um pouco mais do que deveria.

THE GREATEST MOVIE EVER ROLLED (2012)

1 estrela

the greatest movie ever rolled

O título brinca com o filme The Greatest Movie Ever Sold (2011), de Morgan Spurlock, diretor do famoso Super Size Me (Super Size Me – A Dieta do Palhaço, 2004). O comediante de stand up que o documentário acompanha, é Doug Benson, que se submeteu, assim como Morgan, a uma dieta especial por 30 dias, na realização do filme Super High Me (2007). As semelhanças param por aí. O filme em questão segue, além de Doug, outro comediante, em turnê, sem roteiro e critério. Pode divertir quem gosta de Doug e suas piadas ou consumo excessivo de maconha, e só.

THANKS FOR SHARING (TERAPIA DO SEXO, 2012)

3 estrelas

thanks for sharing

Vendido como comédia romântica, o filme é mais que isso. Todas as três histórias desenvolvem-se de maneira equilibrada e os paralelos traçados entre elas são bem pensados. Apesar de alguns problemas de roteiro, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de alguns personagens no segundo ato, o filme é bem sucedido, com um excelente Mark Rufallo no papel principal.

VEGUCATED (2011)

3 estrelas

vegucated

Nesse documentário, três pessoas de diferentes idades e estilos de vida são desafiadas a passarem seis semanas com uma dieta vegana, com acompanhamento médico. Paralelamente, o filme aborda os aspectos ambientais e éticos da produção industrial de carne, de forma abrangente, clara e educativa. A utilização de imagens graficamente incômodas é feita de maneira comedida e coerente, e é impossível não cogitar abandonar – ou, ao menos, diminuir – o consumo de produtos de origem animal.

SPINNING PLATES (2012)

4 estrelas

spinning plates

Esse documentário conta a história de três restaurantes, bem distintos entre si, e seus respectivos proprietários. Além do cuidado técnico, o filme encontra as melhores vozes dos protagonistas, que contam como e porque seus restaurantes surgiram, qual sua relação com a comida, a família, e as dificuldades que enfrentam e enfrentaram para manter seus negócios e paixões em pé. A construção narrativa é primorosa e dá ares de ficção a esse belo documentário.

REVENGE OF THE BRIDESMAIDS (A VINGANÇA DAS DAMAS DE HONRA, 2010)

bola preta

revenge of the bridesmaids

Atraída pelo tema “casamento” e o thumbnail bem chick flick, apostei nesse filme feito para TV, que geralmente é sinônimo de filme ruim. O filme é, de fato, bem ruim. A premissa é ruim, os personagens são péssimos, a direção é inexistente e nem os aspectos fúteis de um chick flick decente estão presentes, ou, ao menos, representados. Não vale nem com o cérebro desligado.

MEAN GIRLS 2 (MENINAS MALVADAS 2)

1 estrela

mean girls 2

A essa sequência stand-alone (mesmo universo, com pouca ou nenhuma relação com a história anterior) falta o charme e a ironia do Mean Girls original. Os personagens não são cativantes o suficiente, e tecnicamente o filme feito para TV é muito inferior. A tentativa até é boa, e a trama, mais complexa do que se supõe que seria, mas a resolução acaba caindo nos clichês que o primeiro filme evita a todo custo.

THEY CAME TOGETHER (ENCONTROS E DESENCONTROS DO AMOR, 2014)

2 estrelas

they came together

Essa sátira de comédias românticas começa bem, brincando de forma inteligente com os clichês do gênero, com piadas sutis, por exemplo, o uso de enquadramentos e movimentos de câmera propositalmente inadequados. À medida que o filme avança, vai pesando-se mais a mão, e surgem piadas que beiram o grotesco, e não funcionam. Paul Rudd e Amy Poehler são bons, mas juntos, não funcionaram. A falta de química e carisma dos personagens prejudica o filme, que se torna apenas um amontoado de piadas constrangedoras.

THE COBBLER (TROCANDO OS PÉS, 2014)

2 estrelas

the cobbler

Melhor do que o trailer aponta, o filme é mais uma aventura que uma comédia, como é vendido. Adam Sandler é, apesar dos pesares, um ator que pode ter boas performances, o que é o caso nesse filme. A premissa absurda dá tons de filme de super-herói, dos que não devem ser levados a sério. E se você não o levar a sério, ele funciona.

GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN (1985)

2 estrelas

girls just want to have fun

Esse chick flick é uma espécie de Footloose (Footloose – Ritmo Louco, 1984) genérico, estrelando Sarah Jessica Parker e Helen Hunt super jovens, com direito a dança proibida, mal vista e, finalmente, redentora. É uma bobagenzinha e vale mais para matar a curiosidade sobre as atrizes em início de carreira e pelos clichês deliciosos da época – de polaina a Cyndi Lauper.

AFTER THE BALL (2015)

2 estrelas

after the ball

Nessa releitura de Cinderela, as inspirações são claras, mas não forçadas. A premissa é um tanto quanto fantasiosa, mas funciona por conta do carisma da protagonista e de alguns personagens simpáticos. O universo da moda ajuda a tornar o filme mais aprazível para menininhas.

JURASSIC WORLD (JURASSIC WORLD: O MUNDO DOS DINOSSAUROS, 2015) 

2 estrelas

jurassic world

É possível que estejamos vivendo um dos piores momentos da história do cinema, no que diz respeito a blockbusters norte-americanos. O número de sequências, adaptações e remakes comparado ao de filmes originais é assustador. Espera-se, no mínimo, que, com os orçamentos geralmente monstruosos que os estúdios têm para essas produções, haja um mínimo de cuidado com roteiro e direção. Não é o caso de Jurassic World. A história é uma reciclagem mal feita do primeiro filme da franquia, cheia de pontas, sobras e absurdos. Admito que, como diversão pura e simples, funciona, mas produzir um filme desses é subestimar o espectador, e isso é um insulto ao público. Só recebeu duas estrelinhas porque é tecnicamente bem feito, que, convenhamos, não é nada mais que obrigação e me divertiu por pelo menos metade do tempo – enquanto eu não estava ultrajada com os absurdos.

TEEN SPIRIT (UMA PATRICINHA DE OUTRO MUNDO, 2011)

bola preta

teen spirit

Outro filme feito para TV, com todos os clichês possíveis do gênero, roteiro e direção fraquíssimos. Sem contar a tradução do título para o português – vergonhoso.

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2 comentários sobre “Filmes do mês #4

  1. Oi Juliana! Cá estou eu no meu outro blog comentando no seu outro blog 😀 Sabe, eu me programei pra assistir Girls just want to have fun no dia do meu aniversário de 30 anos, porque eu estava numa vibe 1985 (ano em que eu nasci). Mas acabou que eu não consegui esse filme de jeito nenhum, quando finalmente encontrava, tinha pouco seed. Lembrando que ele também tem a Shannon Doherty novinha! Acho que as novas gerações nem devem se lembrar mais dela.

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