Filmes do mês #3

filmes do mês

Nesse mês de maio, filmes de terror, pérolas do Netflix, os blockbusters mais esperados do ano, um clássico e um filme ruim (só um).

SINISTER (A ENTIDADE, 2012)

sinister

Uma família muda-se para uma casa onde os antigos moradores foram brutalmente assassinados. O pai, interpretado por Ethan Hawke, é um escritor que não emplaca um sucesso há tempos, e pretende usar os assassinatos como assunto de seu próximo livro. Estranhos acontecimentos, acompanhados da descoberta de filmes caseiros assustadores, passam a revelar uma trama diabólica para o escritor, que se torna obcecado nessa investigação.

O filme trabalha bem os clichês do gênero, apesar de ser previsível em alguns momentos. O peso do roteiro deve-se ao protagonista, um personagem interessante e muito bem interpretado por Ethan Hawke. Há momentos muito assustadores e graficamente violentíssimos, como a sequência inicial, por exemplo. E apesar de o final ser plausível, não é, de longe, o ponto alto do filme, o que o prejudica como um todo. Nota 6,0

FORREST GUMP (FORREST GUMP: O CONTADOR DE HISTÓRIAS, 1994)

forrest gump

Forrest é um homem com inteligência abaixo da média que, apesar de uma vida supostamente pouco promissora, alcança glórias no esporte, no exército, como empresário e até influenciando os feitos artísticos de estrelas como Elvis Presley e John Lennon. Apesar disso, parece impossibilitado de se realizar no amor.

Esse já clássico de Robert Zemeckis é o tipo de filme que não perde força de impacto mesmo depois de várias revisões, graças a um excelente roteiro (Eric Roth). Dessa vez, a surpresa foi descobrir que Jenny, o grande amor de Forrest, é interpretada por Robin Wright. E a direção de Zemeckis continua sendo louvável porque, apesar do tom de cinemão americano, existe muita ousadia na forma como as histórias fantásticas de Forrest são apresentadas, através da bem feita manipulação de imagens de arquivo e da montagem convincente. Nota 7,5

AVENGERS: AGE OF ULTRON (VINGADORES: ERA DE ULTRON, 2015)

avengers age of ultron

Nessa sequência, durante a missão de captura do cetro de Loki, os Vingadores descobrem os experimentos de Strucker, que resultaram em humanos com superpoderes, bem como uma inteligência artificial senciente, que Tony Stark e Bruce Banner utilizam para completar o programa de segurança global Ultron. Ultron, convencido de que para salvar o planeta deve erradicar a raça humana, torna-se o inimigo número um dos Vingadores.

O filme mais esperado do ano é nada além de muita ação e um pouco de humor. Não há tempo nem lugar para a exploração mais profunda dos personagens, portanto o filme deve ser encarado como uma parte de uma obra que engloba todos os filmes da Marvel Cinematic Universe (Universo Cinemático Marvel), o que, para mim, é um problema do ponto de vista cinematográfico. Há um esforço para que o Gavião Arqueiro e a Viúva Negra tenham um pingo de história, já que ambos não possuem filmes próprios, mas subtramas como o prelúdio de romance entre a Viúva e Bruce ficam um tanto quanto deslocadas dentro de tantos acontecimentos. Mesmo com mais de duas horas de duração, não há tempo para grandes desenvolvimentos, e mesmo assim, o filme perde o ritmo e torna-se cansativo no terceiro ato. Ultron é outro problema: ele não é um vilão à altura dos Vingadores, ao menos no filme. Atores como Idris Elba e Andy Serkis, que mereciam mais espaço, são desperdiçados. O humor, porém, é um ponto forte do filme, e talvez pudesse ser mais explorado. Nota 5,0

THE INTERVIEW (A ENTREVISTA, 2014)

the interview

Um apresentador de programa de entrevistas e seu produtor desejam ser levados a sério. Depois de conseguirem uma entrevista com o ditador norte coreano Kim Jong-um, são recrutados pela CIA para assassinar o ditador.

Apesar do tema polêmico, The Interview é um filme fraco, cheio de piadas sem inspiração e mal dirigido. Os personagens caricatos não adicionam o mínimo de dramaticidade necessária, e mal fazem rir, colocando-se o tempo todo em situações patéticas e constrangedoras. Se a intenção era boa, a execução deixou muito a desejar, fazendo do produto final algo totalmente dispensável. Nota 2,0

OCULUS (O ESPELHO, 2013)

Um casal de irmãos tenta, onze anos após o assassinato da mãe, cometido pelo pai, superar o trauma. Enquanto o garoto passou os onze anos sob tratamento em hospital psiquiátrico, a garota tenta desvendar mistérios que rondavam a casa durante o acontecimento, para uma possível exoneração da família.

Com uma premissa interessante, Oculus consegue tratar um assunto batido de maneira inovadora. A montagem, que mescla momentos atuais com flashbacks, é bem feita, e o suspense, valorizado em detrimentos dos sustos bobos, comuns do gênero, torna o filme assustador e imprevisível. Nota 7,0

MAD MAX: FURY ROAD (MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA, 2015)

mad max

Num mundo pós apocalíptico, onde os recursos são escassos e controlados por poucos e poderosos homens, dois rebeldes tentam sobrepujar o poderio desses homens.

O filme deve ser encarado pura e simplesmente como um filme de ação. Nada mais. Discordo totalmente daqueles que tentaram enaltecer qualidades que ele não tem, como um roteiro e personagens profundos. Há cenas belíssimas, e um frescor na forma como o filme é dirigido, numa época em que os cacoetes de certos (muitos) diretores de ação tornam todos os filmes do gênero enlatados dispensáveis. Fotografia, direção de arte, montagem, trilha sonora e efeitos especiais são impecáveis, e há grande mérito em produzir um filme dessa magnitude, nos dias de hoje, praticamente sem CGI. O 3D é outro ponto alto, e não desnecessário como na maioria das vezes. Mas é só. Questiono também que o personagem-título seja nada mais que um coadjuvante. O primeiro trailer me passou a impressão de que ele seria o protagonista, e acho que um retorno de uma saga dessa importância merecia um Max mais participativo. Por fim, a ação ininterrupta é vibrante, mas cansa no terceiro ato, que parece se arrastar, além de trazer clichês dramáticos desnecessários. Merece, no entanto, ser visto na telona. Nota 7,5

SNOWPIERCER (EXPRESSO DO AMANHÃ, 2013)

snowpiercer

Usando um tema recorrente na atualidade, a distopia, o ponto de partida do filme é uma revolução dentro de um enorme trem onde vivem os últimos humanos do planeta, os únicos que sobreviveram a uma nova era do gelo, causada por uma tentativa fracassada de frear o aquecimento global. No trem, a casta pobre serve a casta mais rica, vivendo sob condições inumanas. Leia mais sobre o filme aqui. O melhor filme do mês. Nota 8,5

BEFORE I DISAPPEAR (2014)

Ainda inédito no Brasil, o filme acompanha um dia na vida de um jovem deprimido e dependente de drogas que está decido a tirar a própria vida e é interrompido pelo telefonema de sua irmã há muito distante. Ele, então, deve parar tudo o que está fazendo para cuidar da sobrinha por algumas horas, o que vai provocar mudanças significativas na vida de todos os envolvidos.

Esse é o longa de estreia do diretor, roteirista e ator (nesse filme ele interpreta o protagonista) Shawn Christensen, e é notável o seu talento. Há muito cuidado no visual do filme, seja nas cores empregadas nos objetos, seja nos próprios objetos que parecem, por vezes, conversar com o espectador. A personalidade do filme se dá também no emprego de situações cômicas e pans que lembram Wes Anderson, mas que nunca soam como cópia, e que unidas a outros elementos, dão um tom melancólico e sensível ao filme. No campo da atuação, o destaque fica para Emmy Rossum, que está excelente e é responsável por umas das cenas mais emocionantes do filme. Esse é um diretor para acompanhar de perto. Nota 8,0

TUCKER AND DALE VS. EVIL (TUCKER E DALE CONTRA O MAL, 2010)

tucker and dale vs evil

Dois caipiras viajam até sua recém-comprada casa de veraneio e encontram-se, num posto de gasolina próximo, com um grupo de jovens indo para a mesma região acampar. Os jovens assustam-se com os caipiras por uma série de fortuitos, o que leva a um violento mal entendido.

O filme não era inédito para mim. Essa deve ter sido a segunda revisão, e ele continua excelente. Sabe-se brincar com os clichês do gênero de forma a tornar o filme engraçadíssimo, mas, ao mesmo tempo, dramático e até romântico em certos momentos. Os protagonistas que dão título ao filme são ótimos personagens e nada caricatos. Mas mesmo os caricatos jovens que eles encontram, tem seu lugar na história. Uma pérola. Nota 8,0

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