Por uma alimentação mais saudável e Café da manhã dos campeões #1

Crepioca e vitamina

Quando criança, eu comia de tudo. Minha mãe sempre me incentivou a experimentar coisas novas, legumes duvidosos, combinações inusitadas. Por outro lado, apesar dos raros danoninhos, salgadinhos, passatempos e refrigerantes, nossa alimentação sempre foi relativamente saudável, algo que passei a prezar na minha vida adulta.

Mas como boa glutona, nunca deixei de comer nada, por mais gordo que fosse, e geralmente em grandes porções, muito maiores que o necessário. Minha sorte foi nunca ter tido tendência a engordar, mas junto com o sedentarismo, passei, há algum tempo, a me preocupar com a minha saúde mais que com minha silhueta. Faço exames periodicamente e nunca apresentei nenhum problema de saúde relacionado à alimentação. Pelo contrário, meus índices sempre surpreendem minha médica, que me trata há quinze anos.

Talvez uma grande influência na minha decisão de mudar meus hábitos alimentares tenha sido o fato de minha mãe ter falecido muito jovem, com 54 anos, de um câncer de reto. Apesar de muitos dados sobre a influência da alimentação em diversas doenças, incluindo esse tipo de câncer, não terem sido comprovados, há muita especulação sobre os danos que certos alimentos causam no nosso organismo, e por mais chatas que sejam essas discussões, achei melhor me prevenir.

Eu fumo desde os 15 anos (estou com 31), bebo regularmente e não faço exercícios físicos, tirando os passeios de uma hora e meia no parque com a Nina que faço quatro vezes por semana. Melhorar pelo menos a alimentação era obrigatório, ainda mais numa idade onde nosso metabolismo já não funciona como antes. Por isso, e por ter adquirido o costume de sempre cozinhar, passei a fazer escolhas mais saudáveis. E confesso que não foi muito difícil. Nunca gostei de produtos industrializados, sempre valorizei comida fresca, natural, de boa procedência e qualidade. E basta um pouco de criatividade para fazer certas substituições que não sejam óbvias e chatas.

Não sou super radical, e nem quero ser, se não houver necessidade. Não me privo de nada, como provam alguns posts sobre comida aqui do blog, mas procuro um equilíbrio entre uma alimentação mais saudável durante a semana e coisas mais gordinhas nos finais de semana. E procuro ter pelo menos dois dias vegetarianos na semana, tanto por uma questão de saúde quanto por questões ambientais. Tá, e pelos bichos também.

Uma das coisas que mais mudou na minha rotina foi acrescentar três refeições ao meu dia, totalizando cinco. Eu tinha o péssimo hábito de não tomar café da manhã por conta da correria, mas mudei isso por definitivo e a diferença é enorme. Depois do café-da-manhã, eu como uma fruta no meio da manhã, almoço bem menos que almoçava antes, como outra fruta no meio da tarde e janto. E meu café da manhã favorito é delicioso e bem nutritivo. Não é sempre que consigo fazer exatamente do jeito que vou contar aqui, mas o bom é que dá para fazer com antecedência para não perder a hora de manhã.

RECEITA DE CREPIOCA COM COTTAGE E VITAMINA DE BANANA COM CACAU

Para uma pessoa

Crepioca

1 ovo (caipira, de preferência)

2 colheres (sopa) de goma de tapioca hidratada (vendida pronta para uso)

1 colher (sopa) de queijo cottage

1 colher (chá) de sementes de chia

Sal a gosto

Misture tudo. Eu uso só uma colher para pegar os ingredientes e misturar, para sujar menos louça. Despeje numa frigideira antiaderente em fogo baixo e tampe. Não precisa untar. Quando começar a inchar bem, desligue o fogo e está pronto.

Vitamina de banana com cacau

200ml de leite desnatado

3 colheres (sopa) de iogurte desnatado

1 banana nanica (ela é mais doce que as outras)

2 colheres (chá) de cacau em pó

2 colheres (chá) de aveia em flocos

1 colher (chá) de gojiberry (opcional)

Bata tudo no liquidificador e está pronto.

 Vitamina Crepioca

Crepioca e vitamina 2

Tanto a crepioca quanto a vitamina são bem customizáveis. No caso da crepioca, dá para trocar o cottage por requeijão ou creme de ricota (eu acho que com cottage a textura e sabor ficam melhores), rechear (queijo minas frescal, tomate picado emanjericão, por exemplo), acrescentar ervas e pimenta. Como eu faço para o café-da-manhã, sempre uso a versão básica mesmo porque acho mais fácil. A vitamina, não tem segredo, dá para tirar coisas, acrescentar outras, substituir a aveia por quinosa em flocos, trocar a fruta. Eu adoro banana e com cacau nem parece que a vitamina é saudável. Quem tem intolerância a lactose pode usar leite de amêndoas, soja ou arroz no lugar do leite e tirar o iogurte, por exemplo. E o gojiberry não é tão fácil de encontrar e é um pouco caro, mas é considerado um super alimento, e por mais que possa ser moda, acho que vale investir, até porque a quantidade usada é muito pequena. Eu gosto de comprar alguns itens, como gojiberry e chia, na zona cerealista, próxima ao Mercado Municipal. Dá trabalho, mas o passeio é gostoso e é tudo muito mais barato. E dá pra comprar de quilo, dura mais de ano lá em casa.

Eu costumo fazer a crepioca diariamente, mas dá para fazer várias porções e deixar na geladeira por uns três ou quatro dias tranquilamente. A vitamina fica com uma textura estranha se você deixa na geladeira por mais de um dia, e por isso eu acabo nem fazendo durante a semana.

É claro que nos fins de semana eu tenho vontade de comer um pastel na feira, ou um pão na chapa com uma média na padaria, mas tenho regulado a frequência que faço isso, e tem dado certo. A ideia é não se privar de nada, mas moderar nas quantidades.

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