Um carnaval preguiçoso: churrasco, hambúrguer caseiro, vídeo game, jogo de tabuleiro, filmes e séries

Nina e

Fazia tempo que eu não aproveitava um feriado prolongado tão bem. O sítio estaria vazio, cenário perfeito para exercer a preguiça, e fomos os três para lá, eu, Marcelo e Nina. Chegamos no sábado porque queríamos evitar o trânsito de sexta-feira. A Nina tem dado trabalho em viagens de carro, curtas ou longas, por isso começamos a leva-lá para o parque perto de casa de carro, ao invés de a pé, algumas vezes por semana, e ela tem evoluído. Antes da viagem, levamos ela para passear para dar uma desestressada que ajuda. Decidi cozinhar apenas coisas super fáceis e gostosas para não ter que levar muita coisa e não ter muito trabalho. Porque o intuito era descansar.

Chegamos empolgados para jogar Bioshock Infinte, o jogo de tabuleiro. Enquanto a Nina brincava incansavelmente com seu melhor amigo, o Faísca, que mora lá, levamos umas 4 horas na disputa, eu contra o Marcelo, pelos territórios de Columbia. O jogo é uma espécie de War, que suporta de dois a quatro jogadores. O objetivo principal é dominar territórios e, com isso, obter pontos de vitória e cumprir objetivos secundários a fim de vencer a disputa contra o adversário ou evitar que Booker fuja da cidade com Elizabeth (no jogo de vídeo game, os protagonistas da história). Para isso, é necessário elaborar uma estratégia, usando as cartas que estão disponíveis e comprando e distribuindo soldados e estruturas defensivas, basicamente. O jogo é muito divertido, dinâmico e de fácil compreensão. Mas depois de quatro horas, precisávamos repor as energias.

HAMBÚRGUER CASEIRO PARA O JANTAR

Para o jantar, preparei hambúrgueres caseiros, que o Marcelo adora (e eu também), mas que evitamos durante a programação normal porque a gente tenta ser o mais saudável possível, no que diz respeito à alimentação. Apesar de ir contra o que muitos fazedores de hambúrguer acreditam, acho a receita imbatível. Eu uso vários ingredientes junto com a carne, e não só sal e pimenta do reino como a maioria, mas o cozimento do hambúrguer sempre deu muito certo e ele fica ótimo em composições mais simples, como em cheeseburgers, com bacon, ovo e salada. Já testei composições mais elaboradas, e para elas eu prefiro um hambúrguer mais neutro.

Veja aí a receita para 8 hambúrgueres generosos:

Ingredientes

1 kg de acém moído duas vezes

1 cebola picada

1 maço de salsinha picada

1 colher (chá) de pimenta caiena (use menos se não gostar de apimentado)

1 colher (chá) de páprica picante

1 colher (chá) de sementes de erva-doce

1 colher (chá) de cominho

Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Modo de preparo

Misture tudo com as mãos. Evite trabalhar demais a mistura. Uma dica boa é misturar todos os ingredientes e só depois acrescentar a carne, para que o calor das mãos não altere sua textura e sabor. Divida a mistura em oito partes iguais. Molde os hambúrgueres, primeiro formando uma bola e depois achatando-a com a palma da mão, e ajeitando as bordas para que fique mais uniforme. Não precisa ficar certinho, a ideia é ter algo mais rústico mesmo. Faça o hambúrguer com o diâmetro maior que o diâmetro do pão e mais fino que a espessura desejada, porque ele vai encolher no processo de cozimento, tornando-se menor e mais grosso. Envolva cada hambúrguer com filme PVC e leve à geladeira por no mínimo 30 minutos. Aqueça bem uma frigideira antiaderente ou chapa, se você tiver. Na frigideira, não é necessário acrescentar nenhuma gordura, mas na chapa é aconselhável usar óleo, azeite ou manteiga (clarificada, de preferência, para não queimar). Frite o hambúrguer por dois minutos de cada lado. O tempo pode variar de acordo com a frigideira e fogão, por isso é bom ir checando para ver se o hambúrguer está selado e com um tostado bonito. Se você for usar queijo e quiser derretê-lo, coloque-o sobre o hambúrguer logo depois de virá-lo e tampe a frigideira. Esse é o modo de cozimento para ter um centro rosado. Caso queira o hambúrguer bem-passado, basta diminuir a chama do fogão para médio depois de virá-lo e deixar por mais tempo (eu não sei exatamente o tempo porque nunca fiz assim, mas imagino que sejam uns 5 minutos).

Hambúrguer

Na foto, o meu, à direita, na seguinte ordem de montagem: pão com gergelim levemente tostado na frigideira com a gordura do hambúrguer, maionese, alface americana, rodelas de tomate imaturo (não totalmente verde, mas ainda bem firme), hambúrguer com queijo prato por cima (para derretê-lo, basta colocá-lo em cima do hambúrguer um pouco antes de ele estar pronto, diminuir o fogo e tampar a frigideira), fatias de bacon (que fritei antes do hambúrguer, aproveitando para incorporar sua gordura a ele) e pão com catchup e mostrada dijon. O da direita é igual ao de trás, e os dois são para o Marcelo, com tudo igual, menos o queijo (que ele não come). Ele foi ávido demais e pediu logo dois de saída, mas aguentou só um e meio e ainda deu uma sofrida. Essa ordem é perfeita, porque a maionese não fica em contato com nada quente e por isso o sanduíche não vira aquela melequeira. Ela pode ser acrescentada depois, também, conforme você vai comendo. O tomate protege o alface, que mantem sua crocância e frescor. Acho que só faltou um bom picles, que eu esqueci de levar.

Esse hambúrguer pode ser congelado, mas aviso que ele não será o mesmo porque na hora do cozimento, soltará muita água, o que vai influenciar em menor suculência, claro, e uma tostada menos eficiente. Mas não fica ruim, apenas não fica tão bom quanto comer fresco.

REASSISTINDO GAROTA EXEMPLAR

Gone Girl

Minha cunhada foi passar a noite e o dia seguinte lá, e sugerimos a ela que assistíssemos a Garota Exemplar (Gone Girl, 2014), o último filme do David Fincher, que a Academia ignorou e eu adorei. Era a minha segunda revisão, e o filme perdeu um pouco da força do imprevisto, mas continuou excelente. Para quem não sabe do que se trata, a garota do título, Amy (Rosamund Pike) é a esposa de Nick (Ben Affleck), que desaparece em circunstâncias suspeitas. Durante metade do filme, não sabemos em que ou quem acreditar, até que se faz a revelação que te deixa boquiaberto. Mas mais que isso, o filme é muito bem dirigido, muito mesmo. Quem diria, Ben Affleck pode atuar, e bem, claro, nas mãos competentes de Fincher. De todo o elenco é extraído o melhor, e Rosamund Pike é minha mais nova queridinha. Esse é o primeiro papel importante que ela desempenha, e ela arrasa. A trilha de Trent Reznor e Atticus Ross, que já haviam colaborado com Fincher em Seven: Os Sete Crimes Capitais (Seven, 1995), A Rede Social (The Social Network, 2010) e Millennium: Os Homens que não amavam as mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011), é sublime, e minha segunda coisa favorita do filme. A favorita absoluta é a sequência onde a verdade é revelada. Que sequência de cair o queixo! Decupagem, montagem, trilha sonora, tudo perfeito. Só vendo mesmo para entender. Garota Exemplar está longe de ser um dos melhores filmes de Fincher, e certamente não é o mais inventivo ou esteticamente memorável, mas conta uma boa história bem, e me empolga a ideia de que ele também possa dirigir um filme com menos parafernália. O filme foi aprovado pela cunhada e decidimos descansar para os dias que teríamos pela frente.

CHURRASCO COM OS AMIGOS

Convidamos alguns amigos para um churrasco no domingo, mas muitos estavam com viagem marcada e outros furaram na última hora por preguiça (Shame on you!), mas recebemos um casal de amigos e pela primeira vez eu cuidei solo da churrasqueira! Churrasco é um clássico brasileiro da confraternização, mas eu acho chato ficar cuidando da churrasqueira. Sempre tem um amiguinho que se sacrifica para a função e não aproveita o evento direito. Eu sempre tento ajudar o máximo que posso, mas tenho medo de cuidar da carne. Dessa vez, como os amigos eram mais próximos do Marcelo, me prontifiquei a cuidar da churrasqueira enquanto ele fazia sala, e até que não me saí mal. Eu gosto de correr na cozinha, fazer tudo ao mesmo tempo, e na churrasqueira o ritmo é outro. É mais espera e paciência que efetivamente cozinhar. Então, deixei a ansiedade de lado, peguei uma cervejinha e esperei.

Servimos uma fraldinha assada inteira, que estava com uma capa de gordura de respeito, e bifes de picanha que estava mais magra que o ideal. O ponto das carnes ficou ótimo, mas acho que exagerei na quantidade, e a carne quando fica esperando muito pra ser comida fica com um aspecto terrível. Mais tarde, teve reboot com direito a mais picanha e pão de alho com queijo, que já virou clássico. Eu gosto de sempre preparar vinagrete porque a galera costuma comer com pão, e a minha é bem simples: tomate, cebola, pimentão verde, azeite, limão, sal e pimenta-do reino. Faltou uma salsinha, que eu já tinha gastado toda no hambúrguer da noite anterior, mas ficou bom.

Ficamos nesse bem bom o dia inteiro e quando eles foram embora, eu só queria banho e cama.

MINI-MARATONAS DE SÉRIES

Tínhamos planejado voltar para casa na segunda para evitar o trânsito, mas o Marcelo acordou meio ruinzinho e eu estava com muita preguiça, por isso nos permitimos não levantar da espreguiçadeira o dia inteirinho. Aproveitei para colocar em dia algumas séries que estavam atrasadas: Grey’s Anatomy, Scandal e Newsroom, mas não sem antes tomar um café da manhã que eu estava desejando desde os primeiros minutos do dia. Aproveitei que sobrou vinagrete do churrasco e fiz uma omelete caprichada. Bastou refogar levemente um pouco do vinagrete em um fio de azeite, juntar um ovo batido e uma fatia de queijo prato (que tinha sobrado dos hambúrgueres) e deixar em fogo baixo na frigideira tampada por alguns minutos. Para acompanhar, usei o pão francês que também tinha sobrado do churrasco. Para deixá-lo macio por dentro e com a casca crocante, é só umedecer a casca com água e leva-lo ao forno pré-aquecido a 250 graus por 10 minutos. Ficou perfeito!

café da manhã

Acho que Grey’s Anatomy é a série mais antiga que acompanho, desde o primeiro ano, na época que eu ainda tinha TV a cabo e esperava ela ser transmitida no Brasil. Toda semana eu estava lá, religiosamente esperando por um novo episódio. Já faz dez anos (pausa para me sentir velha), e infelizmente a série perdeu o fôlego faz tempo. Nem me lembro mais quando eu realmente gostei de uma temporada, mas não consigo deixar de assistir. No decorrer dos anos, construí um relação com os personagens, de amor, às vezes ódio, mas geralmente de torcida. Quem sabe, lá no fundo, eu ainda tenha esperanças de melhora. Acho que era bem possível, há um tempo, que isso acontecesse. Mas essa mini maratona que fiz nesse dia, só mostrou com mais clareza o buraco onde eles se enfiaram.

Sinto que a série está sendo feita nas coxas, por uma equipe B, sem a menor preocupação com o resultado final e a recepção do público. Talvez, por já ter uma audiência cativa e fiel, os produtores e a criadora não queiram mais investir tempo e dinheiro necessários para uma produção de qualidade. A história, que já foi e voltou um milhão de vezes, perdeu personagens cruciais e tem seus conflitos reciclados constantemente, às vezes sem muito nexo, não é de todo mal. É novelinha, mas dá pro gasto, principalmente se você tem uma relação com a série como eu tenho. Mas a forma é o que mais me incomoda. A trilha sonora era uma das boas coisas das primeiras temporadas. As canções usadas faziam sentido e teve até um momento em que Grey’s Anatomy ajudava a alavancar um hit ou outro. Hoje, eles basicamente se limitam a usar trilha sonora original, que de original não tem nada. Ela é, acima de tudo, mal empregada. Sem falar nos embaraçosos recursos visuais que eles têm usado ultimamente, como imagens em PB, câmera lenta, tudo de muito mau gosto e desnecessário. Não sei se a intenção é mascarar o que eles acham ser um roteiro fraco, demonstrando uma falta de auto-confiança juvenil, ou se a direção é apenas ruim mesmo, porque isso fica comprovado em vários momentos: quando a música entra antes ou depois da hora em que deveria entrar, quando uma cena não encaixa, quando a atuação de um ator é caricata, enfim, são inúmeros os momentos onde isso fica claro.

Nada disso, porém, me faz ter vontade de parar de assistir. Tipo droga, né? Sei que a série tem um prazo de validade curto, e acho que quero aproveitar seus últimos momentos enquanto posso. Porque, a despeito desses últimos anos, Grey’s Anatomy vai deixar muita saudade para mim.

A criadora de Scandal que já está na quarta temporada, é a Shonda Rhimes, a mesma de Grey’s Anatomy. A série é super irregular e nada a ser levado super a sério, mas acho que essa, por enquanto, é a pior temporada. Acho que assisti a quatro episódios, e até agora absolutamente nada de relevante aconteceu. Eu não espero nada muito profundo, sei que não é o perfil da série, afinal, ela está mais para Revenge que House of Cards, mesmo se passando em Washington e tendo como tema principal os bastidores da Casa Branca. Mas sempre assisti pela diversão, e nem isso está rendendo mais. Imagino que surpresas e reviravoltas estejam por vir, a menos que os produtores realmente não se importem com a audiência e o futuro da série.

Newsroom, que foi cancelada prematuramente na terceira temporada, terminou no final do ano passado. Eu ainda não havia começado essa última temporada (e ainda não terminei), e ela é, até o momento, tão boa quanto as anteriores. Do Aaron Sorkin, só conheço o excelente Studio 60 on the Sunset Strip – sim, eu sei, tenho que assistir West Wing, mas como até hoje não achei uma versão em HD, posterguei –, que também não durou tanto quanto deveria. O texto inteligente, provocativo e sólido de Newsroom, unido a um elenco pesadíssimo e uma excelente direção, era das melhores coisas no ar até o ano passado, e realmente é uma pena que tenha terminado, principalmente pelos motivos que levam emissoras a cancelarem ótimos programas e insistirem em tanto lixo.

Grey's Anatomy Scandal The Newsroom

JANTAR, I ORIGINS E CALL OF DUTY

Para a almojanta, preparei um espaguete a bolonhesa (tem receita dele aqui), bem rápido e fácil para não dar preguiça.

E depois da overdose de séries, decidimos assistir a um filme. Escolhemos o I Origins (2014), ainda inédito no Brasil. Trata-se de um filme pequeno, mas ambicioso, de certa forma. Um jovem cientista, fascinado e estudioso dos olhos, apaixona-se perdidamente, mas tem sua quase recém-esposa (você vai entender se assistir ao filme) arrancada abruptamente de sua vida. A partir daí, acontecimentos aleatórios o fazem questionar seu ceticismo científico e duvidar de suas próprias convicções em relação a religião, a existência de Deus e reencarnação. Falar mais que isso é estragar um pouco o filme. Basta dizer que fiquei positivamente surpresa com o rumo que os acontecimentos tomam, apesar de não ter gostado muito do terceiro ato. Compartilho desse ceticismo e das convicções em relação a religião, mas não deixa de ser interessante, e até mesmo emocionante a forma como esses temas são tratados, sempre de forma minimalista e eficiente.

I Origins

Como passamos praticamente o dia inteiro deitados, com eventuais cochilos, não estávamos cansados, e eu fiquei com vontade de jogar um velho conhecido, o Call of Duty, ou CoD para os íntimos. Fazia muito tempo que eu não jogava nenhum jogo da série. Acho que o único que levei mais a sério foi o Modern Warfare 2. Mas, sei lá, deu vontade, e como a internet lá pega muito mal, jogamos o multiplayer offline mesmo. Foi muito divertido, e eu descobri que não estou tão ruim quanto imaginava. De repente voltou essa vontade de jogar, e upar, e deixar no chinelo um monte de marmanjos. Não que eu seja lá muito boa, eu sou ok. É que, comparando meu desempenho agora com o desemprenho que tive a primeira vez que joguei um FPS, é quase um milagre. O último vídeo-game que eu tinha tido era o Super NES, e de repente me colocaram um controle de PS2 na mão, com Medal of Honor, e eu mal conseguia coordenar movimento e visão ao mesmo tempo, que dirá mirar e atirar. Mas a vontade de atirar era tanta que eu insisti e evoluí bastante. Jogamos rapidamente Injustice: Gods Among Us (divertido pacas) e fim do dia.

ARKHAM HORROR, BETTER CALL SAUL E RETORNO À REALIDADE

Na terça-feira acordamos tarde. Nos permitimos. Fomos direto do café-da-manhã para o meu jogo de tabuleiro favorito: Arkham Horror. Quem nos apresentou ao jogo foi meu cunhado, e quando fomos para Orlando, no ano passado, aproveitamos para comprar um para a gente ter em casa. Há muitas regras, ele é super complexo, mas é muito gostoso de jogar. As partidas costumam durar muitas horas – já jogamos por oito horas –, mas quando se está concentrado, flui mais. Mesmo sem nenhuma distração externa, levamos umas boas 4 ou 5 horas, e tive até que almoçar o espaguete a bolonhesa da noite anterior durante a partida para não dispersar. No fim, eu estava morta e ainda tínhamos que dar banho na Nina, que sempre fica imunda quando vai para lá, arrumar tudo e partir.

Fiquei com medo do trânsito, mas a estrada estava livrinha, e chegamos em casa ainda a tempo de assistir uns episódios de Better Call Saul, o spin-off da melhor série de todos os tempos, Breaking Bad. Por ter acordado tarde e por querer evitar o fato de que no dia seguinte a vida voltaria ao normal, assistimos aos três episódios lançados até agora no Netflix. Eu esperava que a série fosse boa, contando com a boa mão do criador Vince Gilligan, mesmo criador de BB, mas ao mesmo tempo tinha receio que as altíssimas expectativas não fossem atendidas. E posso dizer que, até agora, estou satisfeitíssima e muito intrigada com o futuro da série.

O piloto começa com uma sequência excelente, e a abertura – que muda a cada episódio – é demais de boa. Saul, que já era uma personagem muito interessante, ganha espaço e corpo e se mostra ainda melhor do que imaginávamos. Sua história pregressa, que é acertadamente revelada em doses homeopáticas, vai se mostrando cada vez mais complexa, ao contrário do que aconteceu com Walter White. Mas, semelhante ao que aconteceu com Walter, Saul também já começa a trilhar um caminho sem volta, o que não é surpresa para quem conhece Breaking Bad, mas não deixa de ser angustiante. Não é possível saber ainda exatamente como essa jornada será e o que a impulsionará, de fato, mas dá para se ter uma ideia. E, ao que me parece, Saul deverá se transformar em Saul (seu nome verdadeiro é Jimmy McGill) mais por acidente que por escolha própria, ao contrário de Walter, que calculou meticulosamente seus passos para chegar ao topo (mesmo que sua queda tenha sido acidente de percurso). Também diferentemente de Walter, Sabemos que Saul não foi exatamente honesto no passado, mas suas ações nos levam a crer que viver de forma honesta e solidária, até, estão servindo para sua redenção. E esse aspecto de sua personalidade, junto com a constante culpa que o faz tentar tomar as decisões corretas, o fazem alguém por quem torcer. Promete!

Better Call Saul

E essa foi a cereja no topo do bolo que foi nosso feriado. Não poderia ter sido melhor.

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