Diário de bordo: Orlando – Parte 2

Magic Kingdom 3

Leia a parte 1 dessa viagem.

SEXTO DIA: MAGIC KINGDOM, PINOCCHIO VILLAGE HAUS E ARTIST POINT

O tão chegado dia chegou. A expectativa para conhecer o Magic Kingdom foi, ao longo dos meses, cultivada por mim, mas mais pelos meus companheiros de viagem, que mal podiam esperar para testemunhar meu deslumbre.

A entrada é realmente impressionante, com o trem passando por cima das filas e o maquinista acenando, a Main Street lotada de gente tirando fotos, a estátua de Walt Disney e Mickey e o Castelo da Cinderela. Ainda mais com o céu azulíssimo como pano de fundo. Mas confesso que a expectativa era tão alta que eu me impressionei menos do que esperava. Ainda assim, tive que gastar uns momentos para registrar aquelas imagens icônicas.

A agenda estava lotada para o dia, então logo nos colocamos em movimento. Tínhamos feito uma café da manhã bem mínimo no hotel para tentarmos almoçar cedo no Be Our Guest, um dos restaurantes mais concorridos da Disney. Ele só aceita reservas para o jantar, e como eu não tinha conseguido fazer, a ideia era tentar almoçar bem cedo, quando ainda há chances (mínimas) de se conseguir uma mesa.

Nesse primeiro dia, passearíamos por três partes do parque, o Tomorrowland, Frontierland, Adventureland, com uma passada rápida pelo Liberty Square. O Pirates of the Caribbean estava fechado, então acabamos adiantando algumas atrações do segundo dia, na Fantasyland. Isso foi providencial, porque nosso segundo dia no parque foi um pouco caótico, como vou contar para vocês na parte 3.

Magic Kingdom 6 Magic Kingdom 2 Magic Kingdom 4

Nesse dia, para ver as atrações noturnas especiais de Natal, era necessário comprar o ingresso para o Mickey’s Very Merry Christmas Party, mas não achamos necessário já que teríamos um segundo dia lá. Focamos nos brinquedos e atrações e os meus favoritos foram:

Monsters Inc. Laugh Floor: Parecido com o Turtle Talk with Crush, os personagens de Monstros S. A. (não lembro quais…) interagem com a plateia, fazendo piadas e constrangendo os mais tímidos. É bem divertido.

Space Mountain, Big Thunder Mountain Railroad e Splash Mountain: as três montanhas-russas do parque são bem legais (nada extremamente radical), e valem muito a pena, até porque o parque tem muitas atrações bem tranquilas, e você pode sentir falta de um pouco de adrenalina. É indicado usar o FastPass+ nelas.

Jungle Cruise: um passeio de barco por uma floresta de mentirinha, com bichos de mentirinha e uma guia muito irônica. É uma boa pedida para dar um descansada e dar risadas.

Não conseguimos almoçar no Be Our Guest, e acabamos comendo no Pinocchio Village Haus, um lugar de serviço rápido (quick service), portanto um pouco caótico e sem muitas opções. Se a sua intenção é economizar tempo e dinheiro e você não faz questão de uma comida mais elaborada, os restaurantes de serviço rápido são uma boa pedida. Mas vale a pena pesquisar antes para fazer melhores escolhas entre eles.

Nosso dia estava cheio e como o objetivo era almoçar no Be Our Guest, optamos por um restaurante nas redondezas do qual eu já tinha ouvido falar razoavelmente bem. Escolhi um Caprese Flatbread, uma espécie de pizza de massa fina com mussarela de búfala, tomate e pesto e uma salada Caesar de acompanhamento. Estava tudo bom.

Para o jantar, tínhamos reserva para o Artist Point, no Wilderness Lodge, um hotel super aconchegante, mas upscale. O clima de cabana na floresta luxuosa se estendia ao restaurante, rusticamente imponente. O serviço estava ótimo, como sempre, e a comida, perfeita.

De entrada, pedi uma Smokey Portobello Soup, uma sopa de portobello e shiitake levemente defumada, com óleo de cebolinha e croutons de pão sourdough (tipo pão italiano) que estava MA-RA-VI-LHO-SA. Eu tinha lido sobre essa sopa, e não podia deixar de provar. Foi a melhor coisa que comi naquele dia.

Depois, pedi o Roasted Berkshire Pork Loin, o lombo de porco Berkshire (uma raça rara de porcos criada na Inglaterra) assado com polenta de ervas e gouda defumado, cenouras heirloom baby, feijões-de-lima, cebolas cipollini, maçãs e redução de porto e romã. Quando recebi o prato, achei que tinha algo errado, porque a aparência da carne me lembrava muito filé mignon. Ela estava bem rosada e era muito macia e saborosa. Depois descobri que esse tipo de porco produz uma carne bem diferente dos porcos comuns. E, gente, que carne. O prato estava bem balanceado, só esperava mais da polenta, que no cardápio era mais interessante.

SÉTIMO DIA: KONA CAFÉ, COMPRAS NO COLISEUM OF COMICS, BEST BUY, PETCO E BED BATH & BEYOND E VICTORIA & ALBERT’S

Depois de quatro dias de parques seguidos, merecíamos um descanso. E descanso, no meu caso, em Orlando, significa compras. Começamos o dia com o café da manhã perfeito no Kona Café, no Polynesian Village Resort, porque a gente quer um descanso da Disney, mas nem tanto. Esse hotel é super bem ambientado, com direito a músicas temáticas tocando na recepção e dança havaiana. Fiquei apaixonada pelas camisas havaianas de uma das lojas, e logo pensei no meu pai, que adora usar esse tipo de camisa, mas acabei não levando nenhuma.

O Kona Café é famoso pelo Tonga Toast, duas fatias de pão sourdough recheadas de banana e preparadas como french toast (tipo uma rabanada), polvilhadas com açúcar e canela e servidas com uma compota de morango e bacon ou presunto ou sausage (a linguiça de café-da-manhã de lá).

Mas antes, eu precisava de algo salgado, e escolhi o The Samoan, dois ovos pochê com molho hollandaise servidos sobre “smoked pulled pork hash”, carne de porco defumada e cozida lentamente, feijões assados e batatas. Isso, sim, deve ser chamado de café-da-manhã dos campeões.

Quando os pratos chegaram, simultaneamente, me arrependi de leve. O tonga toast era enorme. Mas nada que um pouco de esforço não desse conta. Os meus ovos pochê vieram passados, com as gemas duras, e quando reclamei, foram super atenciosos e resolveram o problema rapidamente. Estava tudo muito bom. Fiquei um pouco decepcionada com o tonga toast. De tanto que ouvi falar, esperava mais. Achei que tinha pão demais e recheio de menos, e a compota de morango estava bem ácida, resultando num prato menos doce do que deveria.

Kona Café Kona Café 2

Fui rolando até o carro e nos dirigimos para Kissimmee, uma cidade vizinha e bem próxima do bairro onde estávamos hospedados e da Disney. O destino era a loja Coliseum of Comics, especializada em quadrinhos, action figures, jogos de tabuleiro e afins. A loja era bem grande e apesar de ser sábado, como a região fica fora do eixo turístico, estava praticamente vazia. Havia espaço para campeonatos de Magic, uma porrada de quadrinhos novos e usados, gôndolas inteiras com sleeves (luvas) para cartas de Magic e de jogos de tabuleiro e todo tipo de tentação nerdística.

Coliseum of Comics 2 Coliseum of Comics

O Marcelo (marido) escolheu dois jogos que já cobiçava a tempos: Arkham Horror e Mansion of Madness. O primeiro, a gente já conhecia e adorava. O segundo parecia ser muito legal (E é!), e os preços eram muito tentadores.

Passeando pela estante de promoções, dei de cara com o Bioshock Infinte, o jogo de tabuleiro. Eu amo o jogo de vídeo-game e já tinha ouvido falar dessa versão. Não me lembro exatamente, mas acho que estava trinta dólares. Eu tinha que levar. Não me importava se ia ser muito bom, bom, ou apenas ok. Não dava para não levar. Já jogamos umas duas vezes e adoramos. Levamos mais tempo calculando a quantidade de sleeves necessárias para os jogos (com a ajuda da simpática vendedora), mas fomos embora felizes.

A próxima parada era uma Best Buy enorme, lá nas redondezas. Eu e o Marcelo já tínhamos nossa lista e separamos tudo rápido: roteador mais parrudo, HD externo, cabos extras para iPhone e uma câmera de segurança para vigiarmos a Nina enquanto estamos fora. Arrisco dizer que essa última foi a melhor compra da viagem. Dá uma paz olhar ela de vez em quando, tanto por confirmar que ela está bem como para dar um tempo no dia estressante de trabalho para ver as fofuras que ela faz.

De lá, fomos para o The Loop, um centro comercial relativamente próximo. Nosso objetivo era conhecer a Petco, uma pet shop enorme, naipe Cobasi e Pet Center Marginal. Eu esperava encontrar mais variedade, mas acho que é o tipo de coisa que tem que comprar online mesmo.

Como muita coisa a gente teria que experimentar na Nina, acabamos não levando muita coisa: uma guia super reforçada, reflexiva e de tamanho ajustável, um Kong clássico, daquela famosa linha de brinquedos que recebem comida, e que aqui no Brasil é ridículo de caro, uma capa de chuva fofa e três bichos de pelúcia grandes, do tipo que ela mais gosta: uma rena de Natal, o Rudolph ou Rudy, um Chewbacca, o Chewie, e um jacaré (porque, né, Flórida), o Gator ou Gatorator. (Sim, nós damos nome para os brinquedos da Nina.) Os bichos custaram dez dólares cada. Aqui no Brasil, custariam no mínimo setenta reais cada

Aproveitando que estávamos no The Loop, passamos na Bed Bath & Beyond. Que perdição é essa loja, não? Dá vontade de comprar tudo. Mas eu fui racional e levei só um zester (para tirar raspas de limão e laranja), que eu nunca encontro no Brasil por um preço decente, e um saleiro de bambu com ímã, que deve ter custado um terço do preço que eu pagaria aqui.

Almoçamos por lá mesmo, no Jimmy John’s, que parece um Subway. Eu acabei não comendo porque o café-da-manhã ainda me sustentava, e acompanhei meu grupo no sorvete do Ben & Jerry’s. Eles gostaram dos sanduíches e eu gostei da placa que ficava acima da nossa mesa.

Jimmy John's

Minha irmã é ALOCA dos lipbalms. Toda vez que viajo, gosto de comprar uns diferentes para ela. Já tinha achado uma cartela de lipbalms com sabores de refrigerantes no Epcot e no Ben & Jerry’s achei com sabores de, lógico, sorvetes! Fofo e gostoso.

Voltamos para o hotel para descarregar e nos prepararmos para o jantar mais esperado da viagem: Victoria & Albert’s, um restaurante super premiado que fica no Grand Floridian Resort & Spa, o hotel mais luxuoso (e caro) da Disney. O hotel, apesar de impressionar, não faz o meu estilo, mas confesso que a decoração tem tudo a ver com Disney, e acho que é a temática que melhor traduz o espírito mágico desse lugar.

O Victoria & Albert’s é o único restaurante da Disney que exige um traje mais formal. E lá estávamos nós, alinhadíssimos, em frente à recepção de um restaurante cheio de bermudas, tênis e crianças. Achei esquisito, e quando eu começava a me sentir culpada por ter feito o Marcelo usar costume, camisa e sapato, a hostess do Victoria & Albert’s veio nos salvar. Acho que ela nos avistou de dentro do restaurante, e entendeu que estávamos no lugar errado. As bermudas, tênis e crianças esperavam para comer no Cítricos. Ufa.

O atendimento personalíssimo do V&A é assustador de tão perfeito. Deixei meu casaco na recepção só porque fui avisada de que eles me cederiam uma pashmina caso eu ficasse com frio depois. Veja só. O salão principal é na verdade uma sala, com poucas mesas, bem espaçadas, uma harpista tocando músicas deliciosamente familiares (tema de Game of Thrones e Cyndi Lauper, por exemplo) e dois garçons por mesa.

Os trajes de todos os atendentes, em todos os restaurantes, aliás, são temáticos, tipo figurino mesmo. O nível de atenção a que fomos submetidos foi exemplar. Eu acho que só tinha recebido esse tipo de tratamento antes no Le Bernardin, em NYC (meu restaurante favorito de todos os tempos) mas o tamanho reduzido do V&A nos faz sentir mais especiais, exclusivos, sabe? O preparo dos garçons é outro ponto alto. É o tipo de conhecimento que falta em pessoas que trabalham em restaurantes, em geral.

Antes de mais nada, preciso dizer que eles mandaram imprimir um cardápio para cada um de nós quatro, com nossos nomes. E que como já sabiam das restrições alimentares de cada um, os cardápios já estavam preparados para isso. Genial. Havia duas opções de menus degustação a serem escolhidos: o regular e o vegetariano. Dentro do regular, havia ainda outras opções. E poderíamos misturar o regular e o vegetariano, se quiséssemos. Uma forma de tornar um menu degustação mais democrático num lugar onde pessoas do mundo inteiro, com costumes alimentares diversos, vão jantar.

Além disso, podia-se escolher extras, como caviar e Kobe beef para o quinto prato, por um valor adicional. Foram sete pratos, incluindo o amuse-bouche (que eu não lembro o que era), pães e manteigas servidos durante a refeição e um café especialíssimo tirado à vácuo na mesa e chocolates de morrer de tão deliciosos que levamos para o hotel.

Eu escolhi: Sumac Crusted Tuna with Black Radish Slaw (atum com crosta de sumac, um pó vermelho feito com frutas, muito usado na culinária do Oriente Médio, com salada de rabanete negro), Masago Crusted Maine Scallop with Coconut Curry Broth (vieira com crosta de ovas de peixe e caldo de curry e coco), Palmetto Farms Quail with Asian Pears and Serrano Ham Jus (codorna com peras e caldo de presunto Serrano), Roasted Duck with Fennel and Leeks A L’Orange (pato assado com erva-doce, alho-poró e laranja), Roasted White Chocolate Gelato with Candied Fig (sorvete de chocolate branco com figo cristalizado) e Grand Marnier Soufflé (suflê de Grand Marnier, um licor de laranja). De todos, meus favoritos foram o atum, a vieira e a codorna (esse último, meu favorito disparado). Para a sobremesa, sugeriram o Caramelized Banana Gateau (bolo de bana caramelizada), o Marcelo pediu, eu provei e amei.

Eu não quis tirar fotos daquela refeição. Por mais que tivesse vontade de registrar aquele momento e aqueles pratos, estava tão absorta naquela experiência que preferi não trazer nenhuma interferência desnecessária. E, para ser sincera, nem todos os pratos estavam sensacionais. No Le Bernardin, por exemplo, tive uma refeição bem mais regular (e excepcional). Mas o conjunto da obra fez esse ser um dos melhores jantares da minha vida, com certeza.

O valor por pessoa é 150 dólares, mais bebida (pedimos champanhe porque uma harmonização de vinhos para todos os pratos custaria uma fortuna) e serviço (pagamos 20%). Deu uma dor quando a conta chegou (e doeu muito mais quando chegou a fatura do cartão). Mas nada que uma rosa vermelha linda e os chocolates que levamos para o hotel não amenizassem.

Victoria & Albert's

OITAVO DIA: CAPE MAY CAFÉ, COMPRAS NO VINELAND PREMIUM OUTLETS E EMERIL’S

Acordei super animada depois do jantar maravilhoso do dia anterior, e como bom dia de folga, fomos às compras. Ainda não tinha conseguido comprar alguns itens da minha lista e fui atrás deles no Vineland Premium Outlets. Mas antes, um bom café da manhã no Cape May Café, no Beach Club Resort.

Nesse restaurante também é possível encontrar alguns personagens, e dessa vez eu não resisti e tirei uma foto com o Pateta! O buffet é excelente, com a mesma variedade do buffet do Boma. Depois de ovos, bacon e waffle, eu me senti na obrigação de comer algumas fibras e vitaminas, mas sempre acompanhadas de uma besteira, como você pode ver na foto.

Cape May Café 2 Cape May Café

Passamos o dia inteiro no outlet, e depois de muitas sacolas e cara de tédio do Marcelo, voltamos para o hotel. Como tínhamos perdido a reserva no Emeril’s, resolvi reagendar, e dessa vez chegamos na hora. Depois de uma série de excelentes restaurantes, com excelente comida e atendimento, minha expectativa era altíssima. Ainda mais porque eu admiro o Emeril Lagasse e tenho muita curiosidade para conhecer melhor a comida creole.

Nosso garçon era brasileiro, mas já morava lá há muito tempo, por isso falava português, mas com um sotaque bem acentuado. Foi bom não ter que traduzir o cardápio inteiro para a mesa, como eu costumava fazer! O atendimento foi ok, com algumas demoras, e pouco caloroso. Um dos pães que me foi servido estava duro como pedra, como se fosse de dois dias atrás. Mas eu ainda tinha esperanças.

Pedi, de entrada, Fried Green Tomatoes, tomates verdes fritos com camarão e rémoulade vermelho, que estavam excelentes. Queria pedir algo mais leve para o prato principal, e uma proteína que não tivesse comido ainda durante a viagem. Escolhi o Roasted Salmon, salmão assado com risoto de açafrão, chorizo, kale (um tipo de couve) e manteiga de tomate. O salmão estava levemente passado, fora isso o prato estava muito bom. Mas eu fiquei com a impressão de ter escolhido o prato errado.

2014-12-21 21.04.59 Emeril's

Em suma, foi uma experiência um pouco decepcionante, não só porque os meus padrões, naquele momento, estavam bastante elevados, mas porque, convenhamos, para um restaurante de um chef tão prestigiado, erros crassos como esses não deveriam ocorrer.

NONO DIA: WHISPERING CANYON CAFÉ, ISLANDS OF ADVENTURE, THREE BROOMSTICKS E MYTHOS RESTAURANT

Como de costume, começamos nosso dia com um café da manhã de respeito num dos restaurantes da Disney. Dessa vez, escolhemos o Whispering Canyon Café, que fica no Wilderness Lodge, mesmo hotel onde fica o Artist Point. Sentamos numa aconchegante mesa perto da lareira. P

edi o Marshal Mike’s Western Omelet, uma omelete bem servida com presunto, cheddar, pimentão, cebola, servida com batatas douradas e um biscuit (tipo de pãozinho feito com muita manteiga, que desmancha na boca e que eu amo). Estava perfeita.

Depois de visitar a Disney, nenhum parque pode se equiparar em termos de magia. As coisas parecem menores, mais confusas, e as pessoas, mal-humoradas. Ainda assim, adorei o Islands of Adventure. Acho que perdi totalmente o medo de montanhas-russas e coisas do gênero, e agora precisava de níveis maiores de radicalidade.

Começamos por Hogsmeade, uma parte do mundo Harry Potter do parque (a outra parte fica no Universal Studios). Estava absolutamente lotado, quase impossível de manter a calma e alegria. Era tanta gente que a magia se perdia.

Islands of Adventure Islands of Adventure 2

Eu, que não sou fã de HP (nunca li os livros e só assisti até o quarto filme), teria curtido de verdade se aquilo estivesse vazio ou, pelo menos, um pouco menos insuportável (a cada dia que passa, gosto menos de multidões). É tudo bem bonito e bem-feito, mas não deu para aproveitar como poderíamos. O concorrido HP and the Forbidden Journey tinha uma fila de 90 minutos (ele não aceita o Express Pass), e preferimos deixar para o dia do Universal Studios. Veja aí a lista dos favoritos do dia:

Dragon Challenge: duas montanhas-russas espelhadas que foram “remodeladas” (pelo que o Marcelo disse, elas continuam as mesmas, só mudou o nome). Nela, você vai pendurado, com os pés balançando e, por mais contraditório que possa parecer, acho que esse tipo de montanha-russa te faz se sentir mais seguro que num carrinho. Acho que, porque você não vê o trilho, a expectativa, definitivamente a pior parte, não existe.

The Amazing Adventures of Spider Man: você senta num carrinho que se movimenta em todas as direções, dentro de um prédio, com projeções em 3D, água, fogo, calor e vento. E é MUITO incrível.

The Incredible Hulk Coaster: a montanha-russa mais legal desse parque, com picos de altíssima velocidade e curvas bem fechadas.

Menção honrosa para o Jurassic Park River Adventure, um brinquedo que passa por dinossauros e molha. A queda final é bem mais íngreme do que eu esperava, mas a maior surpresa foi a quantidade de água que essa queda levanta. No final, me senti criança de novo, rindo alto de uma situação ruim. Porque eu estava muito molhada, em lugares improváveis, e assim fiquei por metade do dia.

Mas a surpresa foi muito grande, mesmo depois de assumirmos que o banco de trás molharia menos e a funcionária dar uma risadinha de leve ao nos deixar sentar atrás, e de ver pessoas saindo de lá apenas com alguns respingos. E eu ri, como eu havia feito antes em vários momentos da minha infância. Depois disso, decidi deixar os brinquedos molhados para lá, pelo menos nesse dia traumático.

Islands of Adventure 3

Nosso almoço foi no Three Broomsticks, o restaurante do HP do lado do Islands. Tinha uma fila, mas nada assustador. Pedi o icônico Fish and Chips, bacalhau fresco envolto em massa e frito, batatas fritas e molho tártaro, e estava muito bom, mesmo. Nunca tinha comido bacalhau fresco antes, e foi uma boa surpresa. Para beber, uma Butterbear, que parece um refrigerante muito doce, com uma espuma densa por cima, que lembra chantilly ou espuma de leite de cappuccino com um leve sabor de caramelo. É bom. E doce.

Para o jantar, fiz uma reserva no Mythos Restaurant, que tem um cardápio baseado em comida mediterrânea. A ambientação é legal, meio cavernesca. O atendimento foi correto e a comida, surpreendentemente boa.

Pedi o Brown Butter Gnocchi, nhoque com pedaços de frango grelhado, batata doce assada e manteiga queimada com nozes e sálvia. O nhoque estava perfeito, macio e leve. O molho de manteiga estava bem executado, e o complemento da batata doce é inesperadamente bom. O único elemento ruim no prato era o frango, que estava passado. Mesmo se estivesse no ponto certo, acho que seria desnecessário nesse prato.

E moídos e felizes, fomos para casa. No dia seguinte tinha Busch Gradens!

Leia a parte 3 dessa viagem.

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