Como organizar sua viagem para Orlando

Wishes

Há incontáveis fontes de informação sobre o assunto, seja em forma de livros, revistas ou sites, e tentar destrinchar a parte turística de Orlando pode ser, na falta de uma tradução apropriada, overwhelming. Minha personalidade um tanto quanto obsessiva obviamente contribui para essa sensação, mas sei que não estou sozinha.

Viajar é um momento especial, que requer muito planejamento para que o dinheiro suado e o tempo raro sejam gastos da melhor forma possível – pelo menos para nós, meros mortais.  E com tanta informação disponível, é tentadora a vontade de entender TUDO antes de visitar um lugar. Quem se identifica comigo? Por isso, quero compartilhar com vocês a minha experiência no planejamento dessa viagem. Para o bem ou para o mal, o planejamento em si me ensinou muito, e certamente serviu como base para a organização das próximas viagens. Não que eu nunca tenha viajado antes, mas pela primeira vez tive tempo hábil para me planejar de forma satisfatória, e certamente compensou: apesar da imensidão de coisas para fazer e da lotação que enfrentamos, conseguimos fazer quase tudo que havíamos planejado, e só não fizemos absolutamente tudo por conta dos imprevistos, sempre presentes, nunca evitáveis.

ENCONTRAR FONTES SEGURAS

De nada basta tentar absorver todo e qualquer tipo de informação. Em primeiro lugar, nos tempos de hoje, onde as fontes são infindáveis, isso é impossível. Em segundo lugar, tão importante quanto obter informações é fazer um bom julgamento das fontes. Há tempos eu dispensei o uso de material impresso por duas razões: prefiro encontrar fontes gratuitas e acho que na internet as informações podem ser mais confiáveis e precisas.

Acho as informações dos guias de papel geralmente vagas, repetitivas, desatualizadas e parciais. Prefiro encontrar blogs de gente como eu, que fala do que gosta e do que entende. E para isso, é crucial separar o joio do trigo. Requer um pouco de paciência e senso crítico, mas quem é descolado nas interwebs faz isso naturalmente, certo?

Apesar de um enorme número de blogs brasileiros que falam sobre o assunto, me apaixonei por um blog americano, e baseei-me praticamente só nele para planejar a viagem inteira. O autor é a definição de fanático, mas sem perder o senso crítico. O blog é super completo e as informações detalhadas vem de um cara que já esteve nos parques da Disney World (e nos outros também) centenas de vezes.

Talvez isso justifique minha escolha por um blog gringo, já que dificilmente um brasileiro, por mais fanático que seja, tenha uma frequência que se compare a de um nativo. Além disso ele escreve bem e a tarefa torna-se divertida. O nome do blog é Disney Tourist Blog. Para complementar as informações sobre os restaurantes, usei o ótimo Disney Food Blog. E, claro, o site oficial da Disney, de fácil navegação e super completo, para horários, localizações, reservas e etc. Senti certa dificuldade em pesquisar sobre os parques da Universal, e o site oficial é bem ruim, então acabei colhendo informação ali e acolá. Para informações gerais, fiquei entre os sempre úteis TripAdvisor e Yelp.

ADEQUAR AS ATIVIDADES À DURAÇÃO DA VIAGEM

Antes de mais nada, nunca considere os dias de chegada e partida numa viagem. Mesmo que você chegue e parta da cidade no meio do dia, conte com o cansaço, o tempo de check in e check out do hotel, deslocamentos e organização de malas. No máximo, se der tempo, no dia de chegada, o ideal é fazer compras de primeira necessidade (produtos de uso pessoal e higiene, caso não leve, alimentos e bebidas que queira deixar no hotel) e fazer uma refeição descompromissada, porque reservar pode ser arriscado (a não ser que o restaurante não cobre taxa de não-comparecimento).

No primeiro dia livre, é legal não ir a nenhum parque. É provável que você ainda esteja cansado da viagem e se familiarizando com os entornos. Mas isso não é uma regra, varia muito de pessoa para pessoa. Para mim, o primeiro dia foi de compras, já que eu queria comprar vários itens que usaria no decorrer dos dias e teria pela frente seis dias de parques, sem tempo para nada.

Caso você queira comprar roupas, tênis e câmera fotográfica, por exemplo, é legal comprar antes para já poder usar durante a viagem. Para conhecer os quatro parques da Disney, os dois parques da Universal, o Busch Gardens e ainda ter tempo para fazer compras, duas semanas foram suficientes. Como fomos na época de Natal, a cidade estava mais cheia, bem como os parques, e isso influenciou diretamente no tempo que gastávamos para as atividades.

Se sua viagem for acontecer na alta temporada, certamente você precisará de mais tempo – e paciência – para tudo. Na semana do Natal, inclusive, pegamos trânsito ruim em alguns momentos. Nada que se compare com o trânsito na hora do rush em São Paulo, mas já atrasava a vida. P

ara se ter uma ideia, nossa viagem foi dividida em:

  • Magic Kingdom: 2 dias
  • Epcot: 2 dias
  • Hollywood Studios: 1 dia
  • Animal Kingdom: 1 dia
  • Universal Studios: 1 dia
  • Islands of Adventure: 1 dia
  • Busch Gardens: 1 dia

Vale ressaltar: nossos dias começavam às 7h e terminavam entre 23h e 24h. Se você não tiver essa energia, melhor cortar algumas coisas ou considerar mais dias. Além disso, em todos os parques lançamos mão do uso dos recursos fura-fila.

Na Disney ele é gratuito e se chama FastPass +. Todos podem agendar até 3 atrações por dia/parque com antecedência de 30 dias. Na Universal e no Busch Gardens, ele é pago (e caro), mas em épocas de alta procura são essenciais. Além de outros parques, há um monte de coisas para fazer na cidade: passear por Winter Park, ver um jogo do Orlando Magic, assistir a uma peça da Broadway (durante a viagem estava em cartaz The Book of Mormons e me doeu muito ter que abrir mão), passear no jardim botânico, conhecer o Orlando Museum of Art, além de um sem-número de atividades turísticas.

Apesar da vontade de abocanhar a cidade, tive que me conter e deixar de lado tudo isso. Mas saibam que, como qualquer grande cidade, o número de atividades disponíveis permite que se volte várias vezes.

ESCOLHER TUDO O QUE VOCÊ QUER FAZER E IR DESCARTANDO CONFORME AS PRIORIDADES

Mesmo com uma quantidade boa de dias, é quase impossível zerar os parques – até porque ir vários dias ao mesmo parque pode ser maçante. Eles são enormes e é preciso computar tempo de deslocamento, pausas para banheiro, filas e refeições.

Eu segui as avaliações do Disney Tourist Blog (e de outras fontes) e coloquei em planilhas as atrações com as notas mais altas. Com elas, as respectivas localizações, os horários de funcionamento (deixe para verificar essa informação próximo à viagem porque eles mudam constantemente), se aceitavam FastPass+ (ou os fura-filas dos outros parques), os melhores períodos para ir, tempo de duração e informações adicionais (se molha, por exemplo). Depois, fui pontuando os que eram prioridade.

Planilha 1

Uma das muitas abas da minha valiosa planilha (clique na imagem para visualizar maior)

Considerei, em média 45 minutos para cada atividade e duas horas para cada refeição. Por fim, restava montar o quebra-cabeça, com mapas em mãos (na tela do computador, na verdade). Isso levou tempo. MUITO tempo. Conciliar todos os poréns é trabalhoso e é impossível fazer o roteiro perfeito, mas dá para chegar perto.

INTERCALAR DIAS DE PARQUES COM DIAS LIVRES

No meu caso, dias livres = dias para fazer compras – sim, eu sou um clichê ambulante. É saudável dar uma respirada ou descansada dos parques, dia ou outro. Se forem compras o que você quer fazer, a descansada não virá, mas, como eu já disse, há muitas opções de lazer em Orlando.

Há muitos shoppings, outlets e centros comerciais na cidade, e os outlets realmente têm barganhas imperdíveis. Nós fomos ao Orlando Premium International e ao Orlando Premium Vineland. Eles são enormes, por isso, vá para ficar o dia inteiro e, se sua intenção for fazer a rapa, leve uma mala de rodinhas, ou compre uma lá. A

ntes de ir, faça o cadastro no site para ter acesso a descontos exclusivos, vale muito a pena. Fora isso, fomos a dois shoppings (Mall at Millenia e Florida Mall) e algumas lojas essenciais: Best Buy, Radioshack, Bed Bath & Beyond, Petco, Pet Smart, Game Stop, Sephora, aquelas que costumam atrair muitos turistas (e, por isso, são fáceis de achar e próximas do centro turístico de Orlando).

Além dessas, visitamos duas lojas bem especiais, mas mais distantes desse centro turístico: Coliseum of Comics (fica no Kissimee), para comprar jogos de tabuleiro, e Rock ‘n’ Roll Heaven (fica no centro de Orlando), para comprar o disco novo do Pink Floyd que meu pai havia encomendado.

As compras, de um modo geral, valeram muito a pena, mesmo com o dólar alto. Escolhi comprar tudo nas lojas físicas porque o nosso hotel cobrava 5 dólares por pacote armazenado e eu não quis arriscar pagar com cartão de crédito e o dólar subir. As únicas coisas que comprei online foram um iPhone 6, antes de ir, porque soube que o estoque de aparelhos desbloqueados era praticamente zero, e um MacBook Pro, para não ficar zanzando com ele pela cidade. Uma boa dica para quem tem uma lista de compras grande: pesquise tudo antes de ir, modelos, preços, onde comprar, endereços das lojas, etc. Assim, você otimiza o tempo.

PLANEJAR OS RESTAURANTES ONDE VAI COMER

Amigos foodies, há muitas boas opções para se comer em Orlando, a despeito do que se costuma dizer, inclusive dentro dos parques e hotéis da Disney. Sei que a maioria não costuma planejar onde vai comer, mas sei que, assim como eu, tem muita gente por aí que considera a comida parte importantíssima de uma viagem.

Considerando as informações que coletei, escolhi os restaurantes que queria conhecer, pensando na variedade, localização, preço e nos meus companheiros de viagem (marido, cunhada e sogra, todos com gostos diferentes e muito particulares). Os melhores restaurantes da Disney costumam estar dentro dos hotéis, por isso tive que considerar o deslocamento entre o parque e o hotel (considerei aproximadamente 1 hora para cada, mas na maioria das vezes demoramos menos que isso).

Também estavam no meu roteiro, as diretrizes de como me locomover dentro da Disney, o que fez a gente ganhar tempo. Apesar de a concorrência variar muito de restaurante para restaurante, prevenida que sou, reservei todos com 3 meses de antecedência (na época, não estava conseguindo fazer as reservas pelo site, mas consegui pelo aplicativo para celular).

Há muitas opções de comida rápida dentro dos parques, para quem não se importa muito com o que comer e prefere economizar tempo, mas as pausas durante o dia para sentar e fazer refeições agradáveis, quase sempre com comida e atendimento muito bons, e ainda conhecer os vários meios de transporte (monorail, barco, ônibus) e hotéis de luxo foi uma experiência deliciosa.

Assim como nos parques, tudo funciona com absoluta eficiência, simpatia e os hotéis de luxo são um deleite aos olhos. Para quem quer cumprimentar e tirar fotos com personagens, há muitos restaurantes onde eles passam de mesa em mesa.

Na Universal também há opções de restaurantes fine dining nos hotéis, mas acabamos comendo dentro dos parques mesmo, a não ser em dias livres, quando passamos por dois restaurantes no CityWalk (o equivalente ao Downtown Disney, com lojas, restaurantes, cinemas e shows). No Busch Gardens há menos e mais limitadas opções. Na cidade há opções bem interessantes.

Consegui reservar a maioria dos restaurantes fora da Disney através do Open Table, que funcionou perfeitamente, com um mês de antecedência.

PONDERAR ENTRE UM HOTEL DENTRO OU FORA DA DISNEY

Como essa parte da organização não ficou por minha conta, não pude decidir entre um hotel dentro ou fora da Disney, mas é uma escolha muito importante e aconselho todos a pensarem bem nos prós e contras antes de se decidirem. Se você pretende passar grande parte dos seus dias nos parques da Disney, apesar da diferença de valor, pode compensar. Não coloquei na ponta do lápis, mas se hospedar nos hotéis da Disney tem uma série de vantagens:

  1. As malas vão do avião para o hotel, sem que, em nenhum momento você tenha que carregá-las (ou passar pela aflição de pegá-las na esteira da tortura). Preocupar-se com transporte do aeroporto para o hotel? Que nada. A Disney oferece ônibus gratuitos para isso. Depois de fazer o check in no hotel e ao chegar ao quarto, surpresa: as malas estão lá. Na volta, a história se repete: as malas vão do quarto para o avião, sem que você precise tocá-las. O check in, inclusive, pode ser feito no hotel (ao menos para as principais companhias aéreas estadunidenses), o que minimiza significativamente as agruras inerentes a aeroportos. Ao reservar um hotel na Disney, cheque essa informação, porque não sei se vale para todos os hotéis.
  2. Há transporte de todos os hotéis para os parques, por isso não é necessário alugar um carro para esse fim, apenas para os dias que forem visitar outros parques ou fazer compras, por exemplo. Há uma locadora de carros dentro da Disney e o estacionamento dos parques é gratuito.
  3. Geralmente os parques abrem uma hora mais cedo e fecham uma hora mais tarde para hóspedes (isso pode variar para mais ou menos horas, dependendo do dia). Em épocas concorridas, essas horinhas em que os parques estão mais vazios podem ser cruciais para que você cumpra sua meta!
  4. MagicBand gratuita, uma pulseira que serve como chave do quarto e ingresso e ainda armazena todas as reservas de FastPass+ e restaurantes e permite que as cobranças das lojas sejam enviadas para a conta do hotel. Posso dizer que era um tanto quanto inconveniente ficar carregando o ingresso para entrar nas atrações agendadas pelo FastPass. Fora isso, a ideia de carregar menos cartões, consequentemente diminuindo o risco de extraviar coisas importantes, é bastante atraente.
  5. Para meros mortais, pode-se agendar as atrações do FastPass+ com 30 dias de antecedência. Para hóspedes, são 60 dias. Ou seja, as chances de você conseguir agendar atrações muito concorridas são maiores. A única atração que eu não consegui agendar com o FastPass+ foi o Seven Dwarfs Mine Train, a nova montanha-russa do Fantasyland, no Magic Kingdom, não sei se porque ele não estava disponível na época ou porque já estava lotado.
  6. As compras feitas nos parques podem ser despachadas em pontos específicos no parque e entregues no seu quarto. Simplesmente.

FAMILIARIZAR-SE COM MAPAS E MEIOS DE TRANSPORTE

Toda primeira vez numa cidade nova pode ser um pouco assustador, no quesito localização. Eu sempre procuro ir me familiarizando com o mapa da cidade para não me sentir como cego em tiroteio. Começa na escolha de hotel, restaurantes e lugares que quero visitar.

A escolha do hotel na localização certa é essencial, já que os deslocamentos podem custar caro e desperdiçar tempo. Como nem sempre é possível estar próximo de tudo, e como a localização pode influenciar muito no custo da diária do hotel, é necessário ponderar. No caso de Orlando, caso você se hospede fora da Disney (ou da Universal, o que eu não aconselho, a não ser que você planeje ir vários dias aos seus parques e poucos dias aos parques da Disney), é melhor ficar no centro turístico. A cidade é grande e os deslocamentos também. Por isso, fique próximo de onde você mais vai frequentar.

A partir daí, costumo simular os percursos de todos os principais lugares que pretendo visitar, a partir do hotel, no GoogleMaps. Assim, não só vou entendendo melhor a cidade como consigo escolher melhor os passeios. No caso de restaurantes e lojas, por exemplo, escolhi o que estava mais perto do hotel ou dos lugares que iria visitar antes, para não ficar andando para lá e para cá, ou sem rumo nenhum. Tive que descartar alguns restaurantes, por exemplo, porque eram muito fora de mão e não valiam a viagem.

Em Orlando, é essencial alugar um carro com GPS, porque o transporte público é escasso e, como eu já disse, os percursos são longos, mesmo dentro do centro turístico. Há hotéis que fornecem traslados gratuitos para as principais atrações turísticas (inclusive outlets), mas você sempre vai ficar refém dos horários pré-estabelecidos, nessa situação.

Apliquei a mesma técnica para os parques. Com o auxílio dos mapas, é possível traçar um roteiro a fim de diminuir a bateção de perna. E você já chega lá se localizando minimamente bem. Todos os parques que visitamos ofereciam mapas impressos na entrada, inclusive com versões em português, mas estar familiarizado de antemão é bom porque alguns mapas podem ser um pouco confusos.

Caso você vá visitar mais de um parque da Disney num mesmo dia, é importante conhecer os meios de transporte internos para não ficar perdido. O mesmo vale para quem, como eu, pretende comer nos restaurantes dos hotéis. Não almocei fora dos parques na Universal, mas o CityWalk e os hotéis são relativamente próximos, dá para ir a pé.

Para o CityWalk não há meios de transporte disponíveis (para entrar nos dois parques, aliás, é necessário passar por lá, depois de deixar o carro no estacionamento), mas para os hotéis, confesso que não me informei porque não houve essa necessidade.

Não é essencial usar o 3G ou 4G, mas é recomendável. A Disney disponibiliza wifi gratuito em toda a propriedade, mas para dias fora de lá, é possível que você queira usar os dados do seu celular para emergências (quando o GPS dá pau, por exemplo), ou para se comunicar com pessoas do seu grupo pelo whatsapp, ou apenas para amenidades, como postar fotos ou checar as redes sociais.

Tive que usar algumas vezes o meu celular para me localizar, quando o GPS me levava ao lugar errado ou simplesmente não achava uma rota, e para não pagar os absurdos que as operadoras brasileiras cobram para serviços em roaming, o melhor plano é comprar um chip pré-pago em alguma operadora americana. Eles chamam esses planos de GoPhone, e geralmente são planos diários ou mensais que incluem voz, mensagens e dados. Escolha o que melhor se adequa à sua necessidade e saia pela cidade totalmente comunicável.

COMPRAR INGRESSOS COM ANTECEDÊNCIA E PLANEJAR SUAS COMPRAS

Com as alterações em relação à cobrança de IOF sobre cartões de débito de viagem, ficou mais difícil decidir a quantia de dinheiro em espécie a se levar. A decisão entre usar o cartão de débito para assegurar um câmbio fixo ou usar o cartão de crédito para acumular pontos é muito pessoal, tanto quanto a proporção a ser escolhida entre cartão e espécie.

Dê uma passado no Viaje na Viagem para ler sobre formas de pagamento em viagens internacionais, que é bastante esclarecedor, caso você esteja com dúvidas. Mas uma coisa é certa: quanto mais planejado você for, maiores são as chances de não faltar dinheiro, ou de gastar demais.

Compramos todos os ingressos dos parques e shows antecipadamente, pela internet. Pesquise para achar os melhores preços, mas fique atento para que a compra seja feita num site seguro. Na dúvida, compre no site oficial. Assim, você assegura seu lugar, no caso de shows, e economiza tempo na viagem, no caso dos parques. Quanto mais dias, mais barato é o ingresso, por isso, já tenha definido quantos dias serão necessários antes de comprar.

Quanto às compras, faça uma lista de tudo o que quer comprar e pesquise os valores nas lojas. Assim, você já tem um valor aproximado do que vai gastar. Se preferir, compre online e peça para entregar no hotel, mas certifique-se de que o mesmo presta o serviço de armazenamento antes. Comprando online você economiza tempo (dependendo das regras do hotel e dos prazos de entrega, você pode até comprar antes de ir viajar) e não fica zanzando pela cidade de porta-malas cheio – um risco, aliás.

Eu acabei comprando pouca coisa online porque meu hotel cobrava 5 dólares por pacote e porque não queria arriscar uma alta do dólar, como eu já comentei, mas é uma alternativa. Na volta, é bom ficar atento às regras da receita federal quanto à quantia gasta e à quantidade de itens comprados. No site da Receita, as informações são muito vagas, mas há inúmeros relatos e informações na internet (que podem te confundir mais do que esclarecer).

Basicamente, apesar das regras, o critério dos fiscais é subjetivo, por isso você pode se dar mal e ter que pagar imposto sobre absolutamente tudo o que comprou, e até sobre o que não comprou na viagem. Declarando ou não declarando, eu aconselharia a evitar muitas malas, tirar as etiquetas de tudo o que comprar e evitar levar itens caros para a viagem, ou levar as respectivas notas fiscais ou documentos que regularizam a importação em viagens anteriores. Orlando é uma cidade visada, é bom não abusar da sorte.

SABER LIDAR COM OS IMPREVISTOS E IMPROVISOS

Nenhum roteiro, por mais detalhado e planejado que seja, deve ser rígido e irrevogável. Inúmeros imprevistos podem acometer qualquer viajante, por mais experiente que seja. Nessa viagem, éramos em quatro, e por isso nem sempre a vontade ou necessidade eram unânimes, e muitas adaptações foram feitas no decorrer dos dias, principalmente quando o cansaço começou a bater e o tempo, fechar. Por isso, tenha em mente que nenhum roteiro deve ser seguido à risca, até porque ele certamente não será, e as frustrações decorrentes disso não podem atrapalhar sua viagem.

Pense em alternativas, permita que o seu roteiro tenha alguns intervalos durante o dia, e, caso seu grupo possa ser dividido, use esse recurso quando alguns quiserem fazer isso e outros, aquilo. Fique atento, no entanto, aos horários de reservas de restaurantes. Diferente do que acontece normalmente aqui no Brasil, os horários lá são cumpridos, e alguns restaurantes podem cobrar uma taxa de não-comparecimento caso você não vá ou chegue atrasado (na Disney, a maioria dos restaurantes cobra uma taxa por cabeça). A única vez que isso aconteceu conosco foi no último dia da viagem, 27/12, quando tínhamos uma reserva para jantar no Raglan Road, no Downtown Disney e depois assistiríamos ao show do Cirque du Soleil.

A área em questão está sofrendo renovações e o trânsito estava péssimo. No trecho entre a entrada da Disney e o estacionamento improvisado do Downtown Disney, onde levaríamos normalmente 10 minutos, demoramos uma hora e 45 minutos. Obviamente perdemos a reserva. Graças, porém, ao excelente serviço prestado pela empresa, depois de enviar um email explicando o ocorrido, recebi uma ligação super atenciosa com um pedido de desculpas e assegurando-me de que a taxa de não-comparecimento não seria cobrada. Fora isso, tente aproveitar o máximo possível, mas sem estresse e auto-cobranças. O trabalho de planejamento foi feito e certamente vai te proporcionar uma excelente viagem! Aproveite!

Leia tudo sobre a minha viagem à Orlando!

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